31 de ago de 2009

Ney Matogrosso canta "Tico-tico no fubá” de Zeq

Ney Matogrosso canta “Tico-tico no fubá”
de Zequinha de Abreu e Eurico Barreiros




Charge - SPONHOLZ - Jornal da Manhã (PR)



SPONHOLZ- Jornal da Manhã (PR)


Greenpeace azeda chope de Lula no oba-oba do pré-sal

Greenpeace azeda chope de Lula no oba-oba do pré-sal

Foto: Getty Images

Fontes: Blog Democratas, G1

A suntuosa festa preparada, pelo governo, para entregar o projeto do marco regulatório do pré-sal, ao Congresso, foi azedada por um protesto do Greenpeace, que acabará sendo a imagem mais divulgada, do evento, em todo o mundo. Causou um delicioso constrangimento ao presidente Lula, que teve que discursar a maioria do tempo com ativistas exibindo uma faixa que unia a exploração do pré-sal a problemas ambientais.

Os partidos de Oposição, PSDB, DEM e PPS, já tinham divulgado nota conjunto dizendo que “não vão permitir que o pré-sal seja transformado em bandeira eleitoral, nem que venha favorecer a grupos partidários que transformam o Estado brasileiro em extensão dos seus interesses.”

O Greenpeace fez a parte pública do protesto, apesar de não estarem unidos a nenhum partido político.

Foto: Getty Images

Ativista do Greenpeace entregando a faixa a Lula

Enquanto discursava o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), dois ativista subiram ao palco e abriram uma faixa amarela na qual se lê: "Pré-sal e poluição: não dá prá falar de um, sem falar do outro".

Uma falha incrível da segurança do planalto que deixou o pessoal do Greenpeace entrar, com uma faixa tão grande, sem serem percebidos e terem acesso suficiente para entregarem, ao constrangido Presidente Lula, a faixa do protesto, antes de serem retirados do palco.

Mais tarde, na vez do Presidente Lula falar, os ativistas do Greenpeace reaparecer e se posicionaram em frente ao palco com três faixas menores com os mesmos dizeres. Por um longo tempo, enquanto o nosso presidente perdia o rebolado.

Nós do “thepassiranews” estamos extremamente gratos ao Greenpeace.


"Brasil urgente, Marina presidente!"

"Brasil urgente, Marina presidente!"
O Partido Verde já cunhou o slogan para a Campanha presidencial

Foto: Getty Images

Mariana recitou um trecho de Guimarães Rosa para situar os 30 anos de trajetória política no PT, encerrada há poucos dias:

" Será que você seria capaz de se esquecer de mim, e, assim mesmo, depois e depois, sem saber, sem querer, continuar gostando? Como é que a gente sabe?"

Enxugou lágrimas, comoveu as 1.200 pessoas da plateia e prosseguiu, saudando os colegas do novo partido com Santo Agostinho:

" Tarde te amei, beleza tão antiga e tão nova, tarde te amei. É que estavas dentro de mim e eu estava fora de mim! "

A plateia se levantou e reagiu: " Brasil, urgente, Marina Presidente! "

Fontes: The New York Times, BBC Brasil, Partido Verde, O Globo, Veja Notícias Abril

A ex-ministra do Meio Ambiente, a senadora Marina Silva (AC), foi ovacionada neste domingo em São Paulo como candidata à Presidência da República pelos militantes do PV presentes na convenção que marcou sua filiação oficial ao partido.

Marina afirmou que uma das suas exigências para entrar na agremiação foi a reformulação do programa visando a defesa do desenvolvimento sustentável e defendeu que o PV deve levantar a bandeira da ética na política. A filha de Chico Mendes foi uma das lideranças que homologaram a ficha de filiação de Marina.

Em uma luxuosa cerimônia no bairro de Pinheiros, na zona oeste de São Paulo, o PV homologou a filiação da ex-ministra com as assinaturas de Elenira Mendes, filha de Chico Mendes, José Luis Penna, presidente do partido, Eduardo Jorge, secretário do Verde e do Meio Ambiente da cidade de São Paulo, e do deputado federal Fernando Gabeira (RJ).

Entre as lideranças do partido presentes ao evento estavam também o ministro da Cultura, Juca Ferreira, o líder do PV na Câmara, deputado José Sarney Filho (MA), além de uma deputada do Parlamento Europeu, a francesa Catherine Greeze.

Em um discurso emocionado, principalmente nos momentos em que lembrou seus mais de 30 anos de militância no PT, Marina afirmou que uma das exigências que fez para entrar no partido foi a reformulação do programa político de modo a se tornar mais focado nas questões de desenvolvimento sustentável. Marina saiu do PT há algumas semanas afirmando não encontrar "condições políticas" para avanços na questão ambiental.

A senadora também defendeu que o partido deve levantar a bandeira na ética da política. "Homens e mulheres de bem aperfeiçoam as instituições", disse Marina, reiterando que não tem mais ilusão acerca de partidos perfeitos.

Sobre a necessidade de preservação do meio ambiente, a senadora também afirmou que sua entrada no PV vai marcar o "encontro com aqueles que já estão convencidos" desta necessidade. Para a ex-ministra, o mundo vive atualmente duas crises, uma econômica e a outra, mais grave, do meio ambiente. "Não há como resolver os problemas econômicos e sociais destruindo a base de nosso desenvolvimento", disse.

Marina também se emocionou quando recordou os momentos de luta ao lado do sindicalista Chico Mendes, assassinado no Acre em 1988, e dos irmãos Jorge e Tião Viana.

Foto: Agência Estado

Marina exibe a sua ficha de filiação no Partido Verde

Marina O público presente ovacionou Marina como candidata à Presidência da República, mas a senadora evitou comentar o assunto. No entanto, o ministro Juca Ferreira foi uma das lideranças que já afirmou que defende sua candidatura.

O deputado federal Fernando Gabeira comentou apenas que o partido "não pode ser cúmplice de nenhum estelionato eleitoral". "Vai ser candidato no PV, com nosso apoio, aquele que tiver realmente condições de defender o programa e se comportar adequadamente", afirmou.

Gabeira também aproveitou para relembrar a atual crise no Senado Federal e os recentes escândalos de corrupção que afetaram o Congresso. "Temos no Brasil um governo moralmente frouxo, um Congresso apodrecido e um Supremo Tribunal em processo de decomposição", afirmou.

Marina Silva é apontada como um dos principais nomes na disputa pela Presidência da República em 2010. Sua filiação ao PV é considerada o primeiro passo para uma eventual candidatura presidencial, que ainda não foi oficializada.

O evento também contou com as presenças dos atores Cristiane Torloni e Vitor Fasano, além de dois filhos do ex-presidente João Goulart (1961-1964), Verônica Fialho e Jõao Vicente Goulart.

Várias publicações internacionais dedicaram espaço neste fim de semana para falar da candidata ambientalista brasileira Mariana Silva.

Foto: André Vieira/TheNewYorkTimes

O jornal americano The New York Times destacou-se com uma longa matéria, com um perfil da possível candidata do Partido Verde (PV) nas eleições presidenciais de 2010, Marina Silva e até afirma que a saída da senadora do Partido dos Trabalhadores (PT) teria abalado o cenário político brasileiro.

Ao longo da matéria, o jornal fala sobre a infância, a adolescência e o início da carreira política da atual senadora, junto com Chico Mendes. No título da matéria Chamam Marina Silva de "filha da Amazônia".

O texto foi reproduzido pela agencia de notícia Reuters e foi distribuído para todo o planeta. O nome de Marina como ambientalista e sua ligação com Chico Mendes atrai os olhares internacionais para sua candidatura, que nem existe ainda de fato.


O elefante do STF

O elefante do STF

Fotomontagem Toinho de Passira

Aproveitamos a idéia de Noblat e colocamos Palocci em cima do elefante – Toinho de Passira

Fonte: Blog do Noblat

O que é o que é?

Tem tromba de elefante, corpo de elefante, presas de elefante, patas de elefante, caminha como um elefante, mas não é um elefante, segundo o Supremo Tribunal Federal?

É o ex-ministro da Fazenda Antônio Palocci depois de livrar-se da denúncia apresentada pela Procuradoria Geral da República contra os suspeitos pela quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa.

“Decisão judicial não se discute, cumpre-se”, repetem os que consideram errada uma sentença, mas preferem calar a respeito. Decisão judicial se discute, sim, ora essa. Juiz não é infalível.

A infalibilidade do Papa só se tornou dogma em 1817. Mesmo assim se restringe às questões e verdades relativas à fé e à moral. Acata-se decisão judicial. Mas quando possível se contesta junto à própria Justiça.

Francenildo foi caseiro de uma mansão em Brasília frequentada por prostitutas de luxo, Palocci e ex-assessores da época em que ele foi prefeito de Ribeirão Preto, interior de São Paulo.

Desconfia-se que ali também rolavam negócios sujos. Nunca se investigou.

Em depoimento na CPI dos Bingos do Senado, um motorista que servira à turma de Ribeirão Preto havia dito ter visto Palocci na mansão várias vezes. Palocci jurou jamais ter ido lá.

Descoberto pelo jornal O Estado de S. Paulo, Francenildo contou que flagrara Palocci na mansão de 10 a 20 vezes. A entrevista foi publicada no dia 14 de março de 2006.

No dia 16, Francenildo renovou a acusação na CPI. "Vou morrer dizendo isso", enfatizou.

Só pôde falar na CPI porque chegou com atraso ao Senado liminar concedida pelo ministro Cezar Peluso em ação impetrada pelo PT proibindo Francenildo de depor.

No mesmo dia, pelo menos seis órgãos do Estado, entre eles a Polícia Federal e a Receita, se ocuparam em devassar a vida de Francenildo.

Um empregado da jornalista Helena Chagas confidenciara à ela que Francenildo procurava uma casa para comprar. Como poderia ter tanto dinheiro para isso?

A informação bateu nos ouvidos do senador Tião Viana (PT-AC), que a repassou a Palocci, que convidou Helena para um encontro.

Palocci perguntou a Helena se o empregado dela toparia depor contra Francenildo. Helena respondeu que não.

Às 19h, no Palácio do Planalto, Palocci reuniu-se com Jorge Mattoso, presidente da Caixa Econômica. Em seguida foi para casa e Mattoso voltou ao prédio da Caixa.

Às 20h, Mattoso entregou a um assessor o CPF e o nome completo de Francenildo. Saiu para jantar em um restaurante.

Dali a uma hora, Mattoso recebeu do assessor um envelope pardo com os extratos bancários de Francenildo, dono de uma conta na Caixa e de depósitos que somavam R$ 38,860,00.

Estava consumado o crime de quebra do sigilo bancário.

Ainda no restaurante, Mattoso atendeu a um telefonema de Palocci. Foi ao encontro dele. Palocci examinou os extratos. Que no dia seguinte foram parar na sucursal da revista ÉPOCA.

Pouco depois das 19h do dia 17, a revista postou os dados em seu site junto com a explicação de Francenildo sobre a origem do dinheiro – uma doação do empresário Eurípides Soares da Silva, seu pai.

Eurípides confirmou a doação, mas negou que fosse pai de Francenildo.

A tentativa de desacreditar o caseiro, sugerindo que ele fora subornado para mentir, acabou desmontada até as 22h. A mãe de Francenildo admitiu que ele era filho bastardo do empresário. O próprio Eurípides confessou que dera dinheiro a Francenildo para não ter que reconhecê-lo como filho.

“Por que fizeram isso comigo?” – queixou-se Francenildo. "Por que não fizeram com o ministro?"

Porque “a corda sempre arrebenta do lado do mais fraco”, conferiu o ministro Marco Aurélio de Melo, um dos quatro votos vencidos na sessão do Supremo da semana passada. Cinco colegas dele rejeitaram a denúncia contra Palocci. Não viram indícios suficientes de sua participação na quebra do sigilo.

Sobrou para Mattoso, que será o único processado pela quebra do sigilo bancário do caseiro.

Para a Justiça, o elefante da história é ele.

Quanto a Palocci, poderia ter denunciado Mattoso ao receber dele extratos que ele nega ter encomendado. Afinal, estava diante de um ato criminoso.

Ignora-se por que não o fez "!" (Ponto de ironia)


*”A Justiça é cega “ é o titulo original do post comentário, no Blog do Noblat

Presidente Alvaro Uribe contraiu a gripe suína

Presidente Alvaro Uribe contraiu a gripe suína
O presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, contraiu a gripe H1N1 e está recebendo tratamento médico em casa mas prossegue trabalhando, através da internet, disse o porta voz do governo colombiano

Foto: Fernando Vergara/AP

Fontes: Reuters, El Espectador, El Tiempo

O presidente colombiano Alvaro Uribe, participou da cúpula de líderes regionais na sexta-feira na Argentina. Ele começou a ter febre e dores de cabeça e nas costas após o encontro da Unasul em Bariloche.

Os líderes que estiveram com Uribe na cúpula, incluindo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foram avisados do caso do colombiano, acrescentou o porta-voz.

O presidente da Costa Rica, Oscar Arias, foi o primeiro líder de Estado a ter contraído o vírus H1N1, conhecido como da gripe suína, recuperou-se numa semana, tratando-se em casa e já está trabalhando normalmente.

Foto: Getty Images

Entre os chefes de Estado sul americanos, Lula foi o que mais tempo passou em contato com Alvaro Uribe durante o encontro em Bariloche

Por causa de gripe em Uribe, outras autoridades colombianas que com ele estiveram por longo período durante as viagem para a reunião da UNASUL, em Bariloche, Argentina, estão de “quarentena” entre elas o ministro da Defensa, Gabriel Silva, o Comandante das e Forças Militares, general Freddy Padilla. O caso mais complexo é o do ministro das Relações Exteriores, Jaime Bermúdez, que está na China, na primeira etapa de um giro pelo asiático e teve que suspender todos os compromissos oficiais e pode até cancelar a viagem e retornar a Colômbia.

A Colômbia tem 621 casos confirmados da gripe H1N1, com 34 mortes, de acordo com o Ministério da Proteção Social.

O vírus H1N1 espalhou-se por todo o mundo, causando a primeira pandemia do século, após ter surgido em abril no México e nos EUA.

Amanhã a "Camara de Representantes" retorna a discussão para a votação do plebiscito que permite um terceiro mandato para Uribe, como presidente da Colômbia.


O blog do Lula ameaça a Blogosfera

O blog do Lula ameaça a Blogosfera
Profeticamente, asseveramos que a instalação do blog presidencial vai gerar filhotes, criar bolsões de cabides de emprego, corrupção, brigas partidárias e aumento das despesas públicas


Uma das versões do visual do novíssimo Blog do Planalto

Fontes: Estadão, Josias de Souza , Último Segundo

Não dá mais para fugir da grande ameaça blogueira, Josias de Souza disse há algum tempo, que vai perder leitores, minha amiga Ana Maria Cordovil, no seu Entre Nós, noticiou preocupada, outros debocharam e desacreditaram, mas o Blog do Noblat confirmou com todas as letras: o “Blog de lula entra no ar hoje”

Insinua-se que o presidente estaria imitando o colega americano Barack Obama, que na campanha, usou a web para aproximar-se do eleitor jovem. Depois de eleito continuou no ar com o blog da transição e hoje está assentado no portal da Casa Branca, porque blogueiro, depois de fisgado, leva o seu blog para onde vai.


Blog do Obama no site da Casa Branca

Lula não quer admitir que recebeu inspiração direta do Democrata César Maia, que já era um político blogueiro, bem antes que Obama sequer tivesse pensado em se candidatar. E até foi muito criticado pelos petistas por ter um blog.

Não são poucos os blogueiros políticos precedentes da era Obama: o blog do Mahmoud Ahmadinejad, presidente do Irão está na web antes de ter começado a fabricar a bomba atômica e de torturar opositores, é escrito em quatro idiomas, inglês, francês e mais duas línguas árabes e muda até de cor para agradar o leitor, como o de Lula, mas foi desprezado pelo dono, que não mais o atualizou desde fins de 2007.

Gordon Brown, o primeiro-ministro britânico, aquele de olhos azuis, também dá as suas blogadas tal qual o presidente francês Nicolas Sarkozy, que difarça-se num blog não oficial, para se autoelogiar.

Por aqui, entre os partidos temos o pioneiro Blog Democrata que tem entre outras a virtude de citar “thepassiranews” de quando em quando.

Há ainda o Twitter do Mercadante, também conhecido como o “irrevogável”, que não tem nem a metade do charme do Twitter do Schwarzenegger Governador da Califórnia.

Esse Blog de Lula, não é uma boa noticia, veio para turvar e desvirtuar a Blogosfera aumentano os custos do serviço público.

A página hospedada na Dataprev, que dará suporte técnico às informações tratadas pelo governo, logo de cara contratou cinco novos funcionários, que estão gerando o monstrengo: o coordenador Jorge Cordeiro (ex-Globo, JB); os redatores Daniel Carvalho (ex-Global Voz) e Mayana Diniz (da equipe do Planalto); o programador Marcos Machado; e o webdesigner Daniel Pádua (ex-EBC).

Esse pessoal já está trabalhando, e ganhando por conta, há dois meses, moldando como será o modelo do Blog. Vão ter que fingir que é Lula que está escrevendo, por isso, exercitaram-se para digitar com 19 dedos.


Segundo visual do Blog do Planalto

Profetizamos que depois esse blog vai evoluir para uma secretaria especial com status de ministério, ou pelo menos, uma estatal: a BLOGBRAS.

Com o Blog do Lula lançado haverá uma correira dos outros poderes da Repúblia em acompanhá-lo. Saney já lançou o seu e Gilmar Mendes não tardará em ocupar seu espaço na blogsfera.

Como os trinta e tantos ministérios, centenas de estatais, secretarias e superintendência, seguindo a febre blogueira, não é dificil imaginar, que vão criar mais cargos de confiança para acomodar os blogueiros, os moderadores de blog, os webdesigners e supervisores.

A conseqüência seguinte serão construções de anexos. Uma nova esplanada dos blogs ou até uma nova Brasília, em formato de @, deverá surgira em algum lugar no planalto.

Em pouco tempo a febre dos blogs alcançará os Poderes executivos, legislativos e judiciários estaduais e municipais. Haverá tantos blogs no país quanto celulares, e olhe que há cidade brasileira onde há mais celulares que habitantes.

Não tardará em se questionar se o presidente pode usar o seu Blog quando em viagem ao exterior, ou tem que passá-lo ao seu vice.

Ao sair do cargo de Presidência da República, o presidente passará também a titularidade do Blog, informando, no ouvido do novo presidente, a senha secreta para publicar posts.

A febre vai se espalhar pelos vizinho latinos e em breve estaremos discutindo por que a Colômbia está aceitando ser base do Blog da Casa Branca.

Diante de toda essa parafernália blogueira não custa nada perguntar: quem vai ler essa blogada toda?

30 de ago de 2009

Ná Ozzetti canta “Adeus Batucada" de Synval Silva

Ná Ozzetti canta “Adeus Batucada"
de Synval Silva




Para livrar Palocci STF copia Senado

Para livrar Palocci STF copia Senado
Gilmar Mendes e sua turma não passam de cópias do senador Duque vestido de toga. A decisão dos ministros de não deixar que Palocci fosse investigado tem muita semelhanças a do conselho de ética do Senado quando não deixou que investigassem Sarney.

Charge: DALCIO –Correio Popular (SP)

Fique cem vezes claro que os ministros do Supremo acabaram absolvendo sem deixar que fosse devidamente investigado, o deputado Antônio Palocci, abrindo uma estrada perigosa para outros bandidos, como Sarney, a turma do mensalão e até para o ex-banqueiro Daniel Dantas.

Antônio Palocci é especialista em fazer os outros cometerem os crimes que ache necessário as suas ambições, sem que ele, aparentemente, nada faça para que isso aconteça, sendo um feliz e impune aproveitador das benesses criminosas.

Foram assim quando era ele prefeito de Ribeirão Preto, com as licitações viciadas e as propinas obrigatórias cobradas das empresas de lixo e de transporte da cidade. Todo mundo sabe que o crime aconteceu. Todo mundo sabe da ação dos paus mandados do Prefeito, mas sempre o STF não encontrou as digitais de Palocci a ornar os crimes, o que repetiu-se agora com a história do sigilo bancário.

Não há como analisar o julgamento tecnicamente, de tão estapafúrdio. Qualquer tribunal criminal do país teria tomado decisão diversa. Dá para insinuar que até o STF teria deixado o feito prosseguir se não fora o acusado Antônio Palocci, nesse momento e nessas circunstâncias políticas.

Dá sim, para suspeitar que o Ministro Gilmar Mendes tinha “interesses” extras no caso, mais do que deveria ter um membro do poder judiciário da sua importância. Para tanto, deixou mais pistas, dessa atitude esdrúxula que o próprio Palocci deixou no caso do caseiro. Fosse o presidente do Supremo sujeito a uma hipotética investigação relativa ao caso, se tivesse um julgamento honesto, não escaparia, como escapou o ex-ministro da Fazenda, de um possível prosseguimento da ação penal.

Raramente o Presidente do Supremo relata processos, as causas que lhe foram distribuídas antes de assumir a presidência são redistribuídas entre os outros ministros, para que o presidente da Corte tenha tempo de exercer as funções políticos administrativas do cargo e se postar livre para sua obrigação de voto de desempate.

O fato de ele ter relatado o caso dos diplomas de jornalistas, pode ser ter sido o disfarce encontrado para julgar também o de Antônio Palocci sem que ninguém pudesse insinuar que era estranho ele ficar a relatar processos sentado na cadeira de presidente.

A pressa em marcar o julgamento na quinta feira, quando o tribunal não contava com todos os integrantes, faltavam dois ministros licenciados por tratamento de saúde, mas que já voltavam nessa segunda pode ser tomado como indício, pois é prudente que nos casos de maior monta o tribunal esteja com sua bancada completa.

Os dois ministros faltantes, Carlos Alberto Menezes Direito e Joaquim Barbosa têm um perfil mais para mandar prosseguir o processo do que para mandar arquivar como fez Gilmar Mendes.

Com exceção de Carmen Lúcia, que foi nomeada recentemente, os três ministros mais antigos da casa, Marco Aurélio Mello, Ayres Britto e Celso de Mello, que por sinal, como Gilmar Mendes, não foram nomeados no governo Lula, votaram a favor da abertura do processo para todos os denunciados.

Interessante que Gilmar Medes um crítico da Polícia Federal, tenha aceitado como terminativo nesse caso, o que foi investigado pela PF, a época sob a tutela do advogado criminalista Thomaz Bastos, que esteve tão perto da quebra de sigilo que quase entra também na investigação. O ministro Cezar Peluso, antes de mandar arquivar a investigação de Palocci, fez questão de elogiar exageradamente a Polícia Federal, tentado passar a idéia que o judiciário não iria conseguir fazer um trabalho melhor.

Por fim, pode-se dizer, que Gilmar Mendes e sua turma, lamento que a Ministra Ellen Grace, estranhamente, esteja nessa relação, seguiram a rota traçada pelo ex-ministro da Justiça e advogado criminalista Thomaz Bastos, que com manobras durante a investigação, deixou pautado o caminho a ser seguido, por julgadores dispostos a morder a isca. Fazendo de contas que estavam fazendo um julgamento sério, afirmaram o incontestável, que o crime de quebra de sigilo aconteceu e apontaram um possível culpado, confesso o ex-presidente da Caixa Econômica Federal, Jorge Mattoso, que seria o único a responder a ação penal.

Thomaz Bastos convenceu Mattoso de confessar o crime, pois a polícia e a justiça tendem a afrouxar as investigações, quando já tem um culpado convincente identificado. Nesses casos a investigação parece já ter sido concluída e o caso encerrado.

Havia agora ainda um risco de acontecer um pouco mais de investigação, pois com a permissão do prosseguimento da ação, contra o –se presidente da Caixa, Jorge Mattoso, haveria o risco de ser encontrada alguma mais evidente e incontestável participação de Antônio Palocci, e o juiz singular, teria quem enviar de novo para o STF para solucionar a questão.

Por isso mesmo, o ex-presidente da Caixa Econômica Federal, Jorge Mattoso, vai aceitar a pena alternativa sugerida pelo Ministério Público Federal que o “condenou” a risível pena de passar um ano dando palestras sobre a democracia e doar algumas poucas resmas de papel tipo Braille para um instituto de deficientes visuais.

Para um crime, tão repugnante e que causou tantos prejuízos a democracia brasileira e ao caseiro Francenildo Santos Costa, essa pena desonra o Poder Judiciário Brasileiro.

O certo é que o caso está encerrado para sempre, a não ser que queiram investigar Gilmar Mendes.

"Corda sempre estoura do lado fraco"

Foto: U.Dettmar/SCO/STF

Fonte: Folha de São Paulo

Marco Aurélio foi um dos quatro ministros que votaram pela abertura da ação para investigar Palocci. Assim como Cármen Lúcia, Ayres Britto e Celso de Mello, ele entendeu que havia indícios suficientes para transformá-lo em réu.

"Se você perguntar a qualquer um do povo se ele acha que Palocci mandou quebrar o sigilo, verá que a sensação é de que ele tinha interesse nisso. Ele é o único beneficiado. Isso é de uma clareza solar. A corda acabou estourando do lado mais fraco, como sempre."

Foto: U.Dettmar/SCO/STF

No Rio, o ministro Carlos Ayres Brito disse que "sigilo bancário é um direito fundamental e só pode ser quebrado com ordem judicial. E o caseiro é um homem simples, que teve a coragem de apresentar uma denúncia contra três autoridades. Para a denúncia, o que se exige são indícios, não uma prova cabal, que só é necessária para a condenação. Para mim existiam indícios, mas a maioria entendeu que não", disse.

Os ministros vencidos argumentam que a denúncia continha todos os requisitos exigidos pelo Código do Processo Penal -a exposição do crime e os indícios contra os acusados.

Foto: U.Dettmar/SCO/STF

Sobre Gilmar Mendes:

É bom sempre lembrar que quando indicado por Fernando Henrique Cardoso para Ministro do Supremo, Gilmar Mendes foi atacado frontalmente num artigo publicado na Folha de S. Paulo, da autoria do professor da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo e da UNESCO, Dalmo de Abreu Dallari , tradicional nome da intelectualidade de esquerda no Brasil:

”Se essa indicação (de Gilmar Mendes) vier a ser aprovada pelo Senado, não há exagero em afirmar que estarão correndo sério risco a proteção dos direitos no Brasil, o combate à corrupção e a própria normalidade constitucional. (...) o nome indicado está longe de preencher os requisitos necessários para que alguém seja membro da mais alta corte do país”

Os temores do professor tinham razão de ser?



29 de ago de 2009

Reforma Agrária: Por dentro do cofre do MST

Reforma Agrária
Por dentro do cofre do MST
VEJA teve acesso às movimentações bancárias de quatro entidades ligadas aos sem-terra. Elas revelam como o governo e organizações internacionais acabam financiando atividades criminosas do movimento

Fonte: Revista Veja

Assertivos do ponto de vista ideológico, os líderes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra são evasivos quan-do perguntados de onde vêm os recursos que sustentam as invasões de fazendas e manifestações que o MST promove em todo o Brasil. Em geral, respondem que o dinheiro é proveniente de doações de simpatizantes, da colaboração voluntária dos camponeses e da ajuda de organismos humanitários. Mentira. O cofre da organização começa a ser aberto e, dentro dele, já foram encontradas as primeiras provas concretas daquilo de que sempre se desconfiou e que sempre foi negado: o MST é movido por dinheiro, muito dinheiro, captado basicamente nos cofres públicos e junto a entidades internacionais. Em outras palavras, ao ocupar um ministério, invadir uma fazenda, patrocinar um confronto com a polícia, o MST o faz com dinheiro de impostos pagos pelos brasileiros e com o auxílio de estrangeiros que não deveriam imiscuir-se em assuntos do país.

VEJA teve acesso às informações bancárias de quatro organizações não governamentais (ONGs) apontadas como as principais caixas-fortes do MST. A análise dos dados financeiros da Associação Nacional de Cooperação Agrícola (Anca), da Confederação das Coo-perativas de Reforma Agrária do Brasil (Concrab), do Centro de Formação e Pesquisas Contestado (Cepatec) e do Instituto Técnico de Estudos Agrários e Cooperativismo (Itac) revela que o MST montou, controla e tem a seu dispor uma gigantesca e intrincada rede de abastecimento e distribuição de recursos, públicos e privados, que transitam por dezenas de ONGs espalhadas pelo Brasil:

• As quatro entidades-cofre receberam 20 milhões de reais em doações do exterior entre 2003 e 2007. A contabilização desses recursos não foi devidamente informada à Receita Federal.

• As quatro entidades-cofre repassaram uma parte considerável do dinheiro a empresas de transporte, gráficas e editoras vinculadas a partidos políticos e ao MST. Há coincidências entre as datas de transferência do dinheiro ao Brasil e as campanhas eleitorais de 2004 e 2006.

• As quatro entidades-cofre receberam 43 milhões de reais em convênios com o governo federal de 2003 a 2007. Existe uma grande concentração de gastos às vésperas de manifestações estridentes do MST.

• As quatro entidades-cofre promovem uma recorrente interação financeira com associações e cooperativas de trabalhadores cujos dirigentes são ligados ao MST. • As quatro entidades-cofre registram movimentações ban-cárias estranhas, com vul-tosos saques na boca do caixa, indício de tentativa de ocultar desvios de dinheiro.

Entre 2003 e 2008, segundo levantamentos oficiais, cerca de trinta entidades de trabalhadores rurais receberam do governo federal o equivalente a 145 milhões de reais. O dinheiro é repassado em forma de convênios, normalmente para cursos de treinamento. O Tribunal de Contas da União já identificou irregularidades em vários desses cursos. São desvios como cadastros de pessoas que não participaram de aula alguma e despesas que não existiram justificadas com notas frias. A Anca, por exemplo, teve os bens bloqueados pela Justiça após a constatação de que uma parte dos recursos de um convênio milionário assinado com o Ministério da Educação, para alfabetizar jovens, foi parar nos cofres do MST. Teoricamente, a Anca, a Concrab, o Cepatec e o Itac são organizações independentes, sem nenhum vínculo oficial entre si ou com o MST. Mas só teoricamente. A quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico das entidades-cofre mostra que elas fazem parte de um mesmo corpo, são uma coisa só, bem organizada e estruturada para dificultar o rastreamento do dinheiro que recebem e administram sem controle legal algum.

Foto: Ricardo Stuckert/PR

TORNEIRA ABERTA Milhões de reais do governo Lula serenaram durante seis anos a fúria do MST

Eis um exemplo da teia que precisa ser vencida para tentar entender como os recursos deixam o cofre da entidade e viajam por caminhos indiretos ao MST. Uma das beneficiárias de repasses da Anca é a gráfica Expressão Popular. Seus sócios são todos ligados ao MST, como Suzana Angélica Paim Figueiredo, advogada do escritório do ex-deputado Luiz Eduardo Greenhalgh, que atua em causas de interesse do MST. Suzana faz parte da banca que defende o terrorista italiano Cesare Battisti, preso no Brasil. A advogada ainda é presidente de uma segunda editora, a Brasil de Fato, que também recebe recursos da Anca, também presta serviços ao MST e tem como conselheiro ninguém menos que João Pedro Stedile, líder-mor do MST, um dos principais defensores da não extradição de Battisti. Anca, Brasil de Fato e MST, embora sem vínculos aparentes, funcionavam no mesmo conjunto de salas em São Paulo. Procurada, a advogada Suzana não quis esclarecer que tipo de serviço as gráficas prestaram à Anca. Indagadas, o máximo que as três entidades admitem é que existe uma parceria entre elas. Essa parceria, ao que tudo indica, serve inclusive para ocultar as atividades do departamento financeiro do movimento sem-terra.

Além de funcionarem nos mesmos endereços, como é o caso da Itac e da Concrab, e de dividirem os mesmos assessores e telefones, como a Anca e a gráfica, as entidades curiosamente recorrem aos mesmos contadores e advogados – eles também, ressalte-se, integrantes de cooperativas ligadas ao MST. A análise dos dados sigilosos revela que Ilton Vieira Flores, o contador da Anca, o cofre principal do MST, é um dos responsáveis pelo Cepatec, outra fonte de arrecadação de dinheiro do movimento. O contador também é diretor da Cooperbio – um excelente exemplo, aliás, de como as ONGs ligadas ao MST se entranharam no governo. A cooperativa, que tem como função intermediar recursos para associações de trabalhadores rurais que se dedicam à fabricação de matéria-prima para a produção de biocombustíveis, assinou convênios milionários com a Petrobras. O presidente da Cooperbio, Romário Rossetto, é primo do presidente da Petrobras Biocombustível, o petista Miguel Rossetto, ex-ministro do Desenvolvimento Agrário, uma das principais fontes de recursos da Anca, do Cepatec, da Concrab e do Itac.

Foto: Valter Campanato/ABR e Antônio Cruz/ABR

TORNEIRA FECHADA O ministro Guilherme Cassel, do Desenvolvimento Agrário (no alto, à esq.), cortou verbas para convênios. Resultado: o MST, comandado por Marina dos Santos, ameaça retaliar

Há muito que desvendar a respeito do verdadeiro uso pelo MST do dinheiro público e das verbas provenientes do exterior. A Anca, por exemplo, é investigada desde 2005 por suas ligações com o movimento. A quebra do sigilo mostra que funcionários da entidade realizaram saques milionários em dinheiro em datas que coincidem com manifestações promovidas pelo MST e também com períodos eleitorais. Outra coincidência: tabulando os gastos das entidades, resta evidente que parte expressiva dos recursos é destinada a pessoas físicas ou jurídicas vinculadas ao MST. Há também transferências bancárias suspeitíssimas. Em agosto de 2007, 153 000 reais do Cepatec foram parar na conta de Márcia Carvalho Sales, uma vendedora de cosméticos residente na periferia de Brasília. "Não sei do que se trata, não sei o que é Cepatec e não movimento a conta no banco há mais de três anos", diz a comerciária. O Cepatec também não quis se pronunciar.

Para fugir a responsabilidades legais, o MST, embora seja onipresente, não existe juridicamente. Não tem cadastro na Receita Federal, e, portanto, não pode receber verbas oficiais. "Por isso, eles usam essas entidades como fachada", diz o senador Alvaro Dias, do PSDB do Paraná, que presidiu a CPI da Terra há quatro anos e, apesar de quebrar o sigilo das ONGs suspeitas, nunca conseguiu ter acesso aos dados bancários. Aliados históricos do PT, os sem-terra encontraram no governo Lula uma fonte inesgotável de recursos para subsidiar suas atividades. Uma parcela grande dos convênios com as entidades ligadas ao MST destina-se, no papel, à qualificação de mão de obra. Mas é quase impossível averiguar se esse é mesmo o fim da dinheirama. "Hoje o MST só sobrevive para parasitar o estado e conseguir meios para se sustentar", diz o historiador Marco Antonio Villa.

O MST sempre utilizou o enfrentamento como peça de marketing do movimento. No governo passado, os sem-terra chegaram a organizar uma marcha que reuniu 100 000 pessoas em um protesto em Brasília, além de invadirem a fazenda do presidente da República com direito a transmissão televisiva. No governo Lula, a relação começou tensa, mas foi se acalmando à medida que aumentavam os repasses de dinheiro e pessoas ligadas ao movimento eram nomeadas para chefiar os escritórios regionais do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). O MST passou, então, a concentrar os ataques à iniciativa privada, especialmente ao agronegócio.

Foto: Antônio Cruz/ABR

Os escritórios do Incra se tornaram suporte para ações contra produtores rurais, muitos deles personagens influentes na base aliada do governo. Além disso, os assentamentos contribuíram para aumentar a taxa de desmatamento e as ONGs ligadas à reforma agrária se tornaram um ralo pelo qual o dinheiro público é desviado. Esse estado de coisas levou à instalação de uma CPI no Senado e, ato contínuo, a um recuo do Planalto nos afagos aos sem-terra. A pretexto da crise econômica mundial, o governo cortou mais de 40% da verba prevista para os programas de reforma agrária. Cedendo à pressão de ruralistas, tirou das mãos do MST o comando de escritórios estratégicos do Incra, como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Pernambuco, e colocou no lugar pessoas indicadas por ruralistas. Por fim, o golpe mais dolorido: fechou a milionária torneira dos convênios.

As ONGs ligadas ao MST chegaram a receber quase 40 milhões de reais em um único ano. No início do governo Lula, em 2003, esses repasses não alcançavam 15 milhões de reais. No ano seguinte, cresceram substancialmente, ultrapassando os 23 milhões de reais. Em 2005, o valor aumentou novamente, atingindo 38 milhões de reais. No segundo mandato, as denúncias de irregularidades envolvendo entidades ligadas aos sem-terra ganharam força. E o dinheiro federal para elas foi minguando. Em 2007, ano de abertura da CPI, os repasses às ONGs ficaram em 28 milhões de reais. No ano passado, as entidades receberam 13 milhões. E, nos oito primeiros meses deste ano, os cofres das ONGs do MST acolheram menos de 7 milhões de reais em convênios com o governo federal.

Como reação, a trégua com o governo também minguou. No início de agosto, 3 000 militantes invadiram a sede do Ministério da Fazenda. A ação em Brasília foi comandada pela nova coordenadora nacional do MST, Marina dos Santos, vinculada a setores mais radicais do movimento. No protesto, o MST exigiu o assentamento imediato de famílias que estão acampadas. Nos bastidores, negocia a retomada dos repasses para as ONGs e a recuperação do comando das unidades do Incra. Em conversas reservadas, existem até ameaças de criar problemas para a candidatura presidencial da ministra Dilma Rousseff. O governo Lula agora experimenta o gosto da chantagem de uma organização bandida que cresceu sob seus auspícios.


28 de ago de 2009

PT encolheu-se para manter Lula no poder

ECONOMIST
PT encolheu-se para manter Lula no poder

Fontes: Economist, Estadão, Revista Época

A edição desta semana da revista inglesa The Economist, traz uma reportagem relacionando e a crise atual do Senado com a eleição presidencial de 2010, afirma no começo que o PT, partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, é uma “força ferida” buscando “um novo norte”.

Segundo a Economist, o PT foi um partido fundado de forma diferente da maioria, com bases no socialismo, na ética, na juventude e que tinha até um ar “romântico”. Aos poucos, continua a revista, o partido foi perdendo espaço para conseguir que Lula “chegasse e permanecesse no poder”.

A crise política atual, para a revista britânica, é uma prova disso, já que Lula decidiu apoiar o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), que comanda uma grande parte do “PMDB, um grupo centrista que vai onde a oportunidade o conduz”. Ao fazer isso, afirma à revista, Lula manteve unida a coalizão governista, mas mostrou que o PT “nunca buscou um plano B” para substituir sua principal figura.

A Economist lembra que Lula perdeu vários de seus “principais auxiliares” no escândalo do mensalão, em 2005, e que, diante disso, apontou a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, como sua sucessora. A publicação elogia a ministra, dizendo que ela é “impressionantemente competente”, mas que não possui o “carisma eleitoral” de Lula, citando algumas dificuldades para a candidatura Dilma - como o diagnóstico de câncer e as denúncias da ex-secretária da Receita Federal, Lina Vieira e no seu currículo um doutorado não completado.

A Economist afirma, no entanto, que o maior desafio para a petista talvez seja a candidatura de Marina Silva à Presidência pelo PV, “que também não é muito carismática, mas é uma das únicas pessoas na política brasileira com uma biografia que pode rivalizar com a de Lula”.

“(Marina) Silva dificilmente se tornará a próxima presidente do Brasil, mas ela pode tirar votos de (Dilma) Rousseff assim como de Heloísa Helena (Psol) e do deputado federal “populista” Ciro Gomes (PSB-CE). Antes disso, no entanto, ela terá que ordenar o Partido Verde, que também perdeu seu ímpeto moral em algum lugar de Brasília."

Por fim a reportagem registra que o líder das pesquisas de intenção de voto é o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), que ainda não declarou sua candidatura, e deve adiar ao máximo o anúncio, já que a "corrida presidencial, que começou repentinamente, está longe de ser decidida".

Edward Kennedy: O príncipe, o leão e a leoa

Edward Kennedy
O príncipe, o leão e a leoa

Foto: AFP

Ted Kennedy, 22 de fevereiro de 1962, em visita ao Senado Alemão

Lucas Mendes
Fontes: BBC Brasil

Dos quatro irmãos Kennedy, Ted , o príncipe da dinastia e o leão do Senado, foi campeão em política, alcoolismo e promiscuidade. Incorruptível na vida pública, tresloucado na privada.

Por causa de uma mulher, Mary Jo Kopechne, ele não chegou a Presidência. Levou Joan, mãe dos seus filhos, ao alcoolismo, mas, aos 60 anos, foi salvo e domado pela leoa Vicky.

As loucuras do caçula do mais famoso clã político dos Estados Unidos apareceram cedo. Ele passou por dez escolas primárias americanas e inglesas antes dos 11 anos. A família vivia em trânsito. Quando, gracas ao nome, entrou em Harvard, durou pouco.

Pediu a um colega para fazer a prova dele de espanhol. Foi pego e expulso da universidade.

Era tempo de guerra na Coreia e o serviço militar americano, obrigatório. Ted se alistou no Exército. Graças à influência do pai, foi servir e rosetar em Paris, no QG da OTAN. Dois anos de farda, vinho, mulheres e música.

Na volta deu uma guinada. Se rematriculou em Harvard, fez Direito na universidade de Virgínia, bom aluno, brilhou em debates.

Impossível dizer o que teria feito Ted Kennedy se os três irmãos mais velhos não tivessem morrido. O mais velho, Joe, favorito do pai, morreu num bombardeio na Segunda Guerra. As vidas políticas de John e Bob foram curtas e só podem ser medidas em possibilidades, mas a de Ted Kennedy tem um currículo de 46 anos.

Quando John Kennedy foi candidato à Presidência deram a Ted um papel menor, mas ele se entregou de corpo e alma, viciou e só dois políticos serviram mais tempo do que ele no Senado americano. Passou por dez presidentes e nenhum deles deixou mais impressões digitais nas mudanças do país do que o senador Ted Kennedy. Todas as leis sociais desde o fim da década de 60 tem as marcas dele. São mais de 2.500.

No senado rugia , na vida pessoal prevaricava.

Foto: UPI

O senador Edward Kennedy com a sua primeira esposa Joan kennedy conversam com o Secretario Geral do Partido Comunista Leonid Brezhnev, no Kremlin, Moscou 4/22/1974

Joan, a primeira mulher, não conseguiu conter os impulsos etílicos e mulherengos do marido nem se enquadrar no estilo dos Kennedys: queriam que vivesse em constante atividade esportiva, social e com uma gravidez em cima da outra, como Ethel, mulher de Bob Kennedy.

Joan teve vários abortos, mas o alcoolismo só tomou conta dela depois da tragédia de Chappaquiddick, quando o carro dirigido pelo marido caiu de uma ponte. Ted Kennedy sobreviveu e desapareceu por dez horas. A companheira, Mary Jo Kopechne (foto), ex-assessora do irmão Bob, morreu afogada, e, com ela, as possibilidades presidenciais de Ted Kennedy.

Durante anos de cobertura política vi o senador em ação várias vezes nas convenções do partido e outros eventos, mas meu primeiro contato foi no escritório dele no Senado, em 69, pouco antes da tragédia, quando recebeu nosso pequeno grupo de bolsistas .

O mais bonito dos irmãos, um touro de forte, com vozeirão de locutor, sorriso frouxo e debochado. Política externa não era o forte dele. Sabia pouco sobre o Brasil, mas descobriria alguns dos nossos encantos em farras na Flórida com gente das melhores famílias brasileiras.

Foi ativo contra a ditadura no Chile, o Apartheid na África do Sul e a guerra do Vietnã, mas seu principal cenário de ação era o doméstico.

Prevaricador na vida pessoal, modelo de legislador no Senado. Noventa e nove dos cem senadores disseram que ele era o mais eficiente dos legisladores. Sabia o que falava, tinha o melhor staff, transitava entre republicanos e democratas, mas quase destruiu sua carreira noutro porre em Palm Beach, com o filho e o sobrinho William Kennedy Smith. Os jornais descreveram o senador correndo bêbado de cuecas pela praia. O sobrinho foi acusado de estupro e absolvido no julgamento, coberto ao vivo pelas redes de TV. A carreira do senador encolheu, mas resistiu.

Foto: Stephen Crowley/The New York Times

O Senador Edward Kennedy e sua esposa, Victoria Kennedy, chegam ao Capitólio. , acompanhados por cães portugueses, (Cão de Água do Algarve), raça cultivados pa família desde os tempos de seu pai, Joseph Kennedy

No ano seguinte, reencontrou Vicky, mas não se lembrava dela quando trabalhou como estagiária dele, ainda universitária, no escritório no Senado. Era filha de velhos amigos da Louisiana. Aos 60 anos, o senador se apaixonou. Ligava duas vezes por dia , levava Vicky para concertos no Centro Kennedy de Artes, pintou quadros à óleo para ela e finalmente propôs casamento depois da ópera La Boheme.

Vicky entrou na jaula do leão e botou a maioria indesejável para fora. Os filhos mal educados do senador receberam lições de boas maneiras, amigos que davam bebida para o marido foram afastados. O senador parou de beber.


O Leão e a Leoa na campanha de Obama

Advogada de prestígio, fundadora e presidente de ONGs nas áreas de criança, educação e armas, Vicky hoje é sondada para assumir o lugar de Ted Kennedy no Senado, mas há impedimentos legais, ironicamente criados pelo próprio partido democrata de Massachussets. Ela diz que não está interessada.

Ted Kennedy dizia que seu melhor voto no senado foi contra a invasão do Iraque, mas a principal causa política dele foi a reforma na Saúde. Queria um sistema público, no estilo europeu, semelhante ao proposto por Obama e furiosamente combatido pela direita, seguradoras, médicos e hospitais.

Pelas conjuminâncias que rolam no Senado, é possível que a causa seja decidida por um voto, e o senador - nem a mulher - estará lá para decidir a parada.


* Acrescentamos as fotos e as legendas ao texto publicado originalmente na BBC Brasil

Charge - SPONHOLZ - Jornal da Manhã (PR)



SPONHOLZ- Jornal da Manhã (PR)


Inocentado, Palocci é o candidato a presidente

Inocentado, Palocci é o candidato a presidente
Por 5 a 4 a denúncia contra Palocci por quebra de sigilo do caseiro Francenildo foi arquivada, por falta de provas, nada mais impede Lula de lançá-lo candidato a presidente da República

Foto: Gil Ferreira/SCOS/TF0

Plenário do Supremo julgado o caso Palocci, o caseiro na primeira fila, esperando justiça, que não veio

Fontes: O Globo, STF, Agência Brasil, Estadão

O Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou nesta quinta-feira a denúncia contra o deputado federal e ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci (PT-SP), acusado de ter mandado quebrar ilegalmente o sigilo bancário do caseiro Francenildo Santos Costa.

Durante o julgamento, o ministro relator e presidente do STF, Gilmar Mendes, responsabilizou o ex-presidente da Caixa pela quebra de sigilo. Para o ministro, ela não poderia ser imputada a Palocci porque, por lei, o ex-ministro não teria responsabilidade em acessar e manter em segredo as informações de Francenildo ou de qualquer outro cliente. Essa atribuição seria do ex-presidente da Caixa.

A seguir os ministros Eros Grau, Ricardo Lewandowski, Ellen Gracie e Cezar Peluzo acompanharam o voto do relator. Já os ministros Carmem Lúcia, Ayres Britto, Marco Aurélio Melo e Celso de Melo votaram pela abertura de processo contra os três acusados.

O caso levou à queda de Palocci do comando da Fazenda, em 2006. Palocci, Netto e Mattoso foram denunciados pelo Ministério Público Federal por violação do sigilo funcional.

Em 2006, Francenildo relatou à imprensa que Palocci, ex-prefeito de Ribeirão Preto, encontrava-se com lobistas em uma casa de Brasília.

Depois da denúncia, o caseiro teve seu sigilo quebrado e divulgado para a imprensa por conta de um alto valor depositado em sua conta. O dinheiro poderia justificar a tese de que ele estava a serviço da oposição. Francenildo alegou que o dinheiro viera de seu pai, que faria os depósitos em segredo por se tratar de um filho ilegítimo.

Esta decisão do STF pode selar também o destino político de Palocci, cotado no PT para disputar o governo de São Paulo em 2010 e até a Presidência, caso a candidatura da ministra Dilma Rousseff não decole. No Palácio do Planalto, é visto como uma espécie de curinga. Mas o presidente Lula admite que o projeto prioritário do ex-ministro é ser candidato petista ao governo de São Paulo. Para isso, serão feitas novas pesquisas para verificar a viabilidade política da candidatura.

Francenildo, o caseiro, (foto) chegou ao tribunal pouco antes das 14h, acompanhado do advogado Wlício Nascimento. Eles se sentaram na primeira fila de poltronas do plenário para acompanhar o julgamento. O caseiro não quis conceder entrevista e o advogado limitou-se a dizer que seu cliente "estava tranquilo e aguardaria o resultado com serenidade".

Mesmo o presidente da Caixa, Jorge Mattoso, que confessou ter quebrado o sigilo bancário do caseiro, não tem muito que temer, se quiser o processo nem prosseguirá, basta que aceite a modesta pena alternativa que lhe foi sugerida pelo Ministério Público de realizar palestras em escolas públicas sobre democracia e doassem papéis para impressão em braile a institutos para cegos.

Só este ano, já tinham sido arquivadas duas denúncias contra o parlamentar. Em julho, o STF rejeitou ação que acusava Palocci de receber propina por superfaturamento de licitação de uma empresa responsável pela coleta de lixo no período em que foi prefeito de Ribeirão Preto (SP). Para os ministros, não havia indícios na denúncia para a abertura de uma ação penal. A outra denúncia arquivada era sobre uma suposta contratação irregular de uma empresa de publicidade, também durante sua gestão em Ribeirão Preto.

Em todos os casos vê-se que o delito existiu, Palocci levou vantagem ou pretendeu levar vantagem pelo acontecido delituoso, mas a justiça nunca encontra uma ligação clara da sua atuação. E assim ele vai se safando.

Como Palocci vai se tornar candidato a presidente

Como Palocci vai se tornar candidato a presidente
Esse não era o plano B de Lula era o plano A, Dilma foi apenas um boi de piranha para atrair os inimigos em investir no candidato errado

Foto: Ricardo Stuckert / PR

Antonio Palocci é amigo de Lula de longas datas e foi o tesoureiro da sua primeira campanha vitoriosa a Presidência da República e também tem a língua presa

O destino de Antônio Palocci vem sendo cuidadosamente planejado pelo presidente Lula. Depois dessa “absolvição”, o governo vai nomeá-lo Ministro da Coordenação Política, no lugar de José Múcio Monteiro, que irá para um cargo vitalício de Ministro do Tribunal de Contas de União.

A posse de Antônio Palocci no ministério será transformada num evento de grandes proporções, de desagravo ao Ministro, que tecnicamente, teria caído por uma falsa acusação.

O tamanho dessa homenagem e da freqüência ao evento balizará quais são as suas reais chances a candidato a Presidente da Republica, apoiado por Lula e aceito publicamente por Dilma Rousseff, que o odeia, mas terá de fazer o jogo, para sair pelo menos candidata a senadora pelo Rio Grande do Sul.

No cargo de Ministro Palocci vai ser encarregado de liberar as emendas orçamentárias dos parlamentares e resolverá as questões de verbas com os prefeitos de todo o país. Daí em diante, o jogo irá cada vez mais ficando aberto... O mais recomendável é que o ingênuo caseiro Francenildo peça asilo político noutro país.


Lula é mais hábil que Sarney

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Lula é mais hábil que Sarney
Enviado pelo leitor João Bosco Muniz

Foto: Roosewelt Pinheiro/ABr

Um grande empresário marca audiência com Lula, em Brasília. Enquanto aguarda, encontra Sarney, que o recebe com caloroso abraço. Quando adentra a sala de Lula, o empresário sente falta da carteira e resolve levar o fato ao presidente:

- Não sei como lhe dizer, presidente, mas minha carteira sumiu! Tenho certeza de que estava com ela ao entrar na sala de espera. Tive cuidado de guardá-la bem, após apresentar o RG à recepção. Não quero fazer insinuação, mas a única pessoa com quem estive foi o excelentíssimo Presidente do Senado, que está aqui na ante-sala aguardando audiência com V.Sa.

- "Calma, companheiro", disse-lhe Lula.

O presidente se retira da sala. Pouco tempo depois, retorna com a carteira na mão. Reconhecendo sua carteira, o empresário comenta:

- Espero não ter causado problema entre o Senhor e o nobre Senador.

Ao que Lula responde:

- Não se preocupe! Ele nem percebeu!


27 de ago de 2009

Massa vai aos EUA investigar sequelas

Massa vai aos EUA investigar sequelas

Fotos: Raphael Falavigna/Terra e Dani Cardona/Reuters

Massa continuará recuperação com testes em Miami e Barrichello exibe a mensagem de apoio a Felipe Massa: 'vejo você na pista breve'

Fontes: Estadão, Portal Terra

O piloto Felipe Massa terá mais uma etapa de sua recuperação nesta sexta-feira. O brasileiro da Ferrari, que sofreu um acidente grave no GP da Hungria, viajará até Miami para ser examinado pelo doutor Steve Olvey, médico especialista em tratar pilotos de automobilismo. O anúncio foi feito pela própria Ferrari, por meio de seu site oficial.

Massa acompanhou o GP da Europa em sua casa, em São Paulo. Ele se emocionou com a vitória de Rubens Barrichello e a homenagem feita pelo compatriota. No capacete, Barrichello tinha inscrita uma frase de apoio ao piloto da Ferrari.

"Eu agradeci por tudo o que ele fez e falou por mim durante todo o final de semana", afirmou Massa. "Me senti muito emocionado ao ver um capacete em minha homenagem", completou.

De longe, Felipe Massa acompanha bem o desempenho da Ferrari, que teve problemas durante o GP, principalmente com Luca Badoer, substituto do brasileiro. "Estamos devendo nas qualificações, mas nas provas estamos muito melhores. Kimi Raikkonen fez uma boa corrida. Claro que ele não tinha velocidade para alcançar Hamilton e Barrichello, mas pelo menos conseguiu ficar à frente da outra McLaren", analisou o piloto.


Câmara adia votação para reeleição na Colombia

Câmara adia votação para reeleição na Colombia

Foto: Reuters

Recinto do pleno da Câmara dos Representantes na Colômbia, cenário dos debates

Fontes: O Globo,El Espectador

A Câmara de Representantes da Colômbia fracassou na quarta-feira em sua intenção de discutir e votar um texto conciliatório de um projeto de referendo que busca habilitar o presidente Alvaro Uribe para ser candidato nas eleições de 2010.

A demora da Câmara mantém a incerteza sobre se o dirigente, que impulsionou uma ofensiva contra a guerrilha esquerdista desde que assumiu o poder em 2002, poderá buscar sua segunda reeleição imediata.

A leitura e votação dos impedimentos que apresentaram 92 congressistas para absterem-se de votar depois que a Suprema Corte de Justiça iniciou uma investigação preliminar contra 86 legisladores por ter aprovado previamente a iniciativa, impediu o debate e votação como estava previsto.

Mas o plenário da Câmara de Representantes negou cerca de 50 impedimentos e automaticamente autorizou aos congressistas para votar a iniciativa, ao que parece na próxima terça-feira.

Apesar do adiamento, setores próximos ao governo estão confiantes em conseguir a aprovação do referendo da reeleição.

Uribe não tornou pública sua intenção de lançar sua candidatura para um novo período de quatro anos, mas também não descartou esta possibilidade e é acusado pela oposição de comprar votos para aprovar a medida .

Se o texto do referendo, aprovado anteriormente pelo Senado, passar na Câmara, deverá ser submetido a um rigoroso exame de legalidade pela Corte Constitucional que pode aprová-lo ou rejeitá-lo por possíveis irregularidades em seu trâmite.

Na eventualidade de que o tribunal o declare legal, o governo convocará o referendo que deverá contar com a participação de 25% dos eleitores habilitados, mais de 7 milhões de pessoas, que nas urnas decidirão se o aprovam ou negam.

Uribe mantém uma popularidade de cerca de 70%. O presidente também conta com o apoio de importantes setores empresariais neste país de mais de 44 milhões de habitantes.


Palocci pode não se sair bem no julgamento de hoje

Palocci pode não se sair bem no julgamento de hoje
O STF julga se o ex-ministro da fazenda e candidato de Lula a alguma coisa, deve ser investigado ou não, acreditamos que dessa vez ele não escapa

Fonte: Agência Brasil

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidirá na sessão plenária de hoje (27) se será aberta uma ação penal ou arquivado processo contra o deputado federal Antonio Palocci (PT-SP), acusado da quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo dos Santos Costa e da divulgação indevida desses dados, em 2006, quando era ministro da Fazenda.

O caseiro teve o sigilo vazado depois de ter dado declarações à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Bingos dando conta de que Palocci mantinha encontro com lobistas de Ribeirão Preto em uma mansão em área nobre da capital federal.

Também foram denunciados pelo Ministério Público Federal (MPF) o ex-presidente da Caixa Econômica Federal Jorge Mattoso - que teria reportado a Palocci uma movimentação atípica na conta bancária do caseiro - e o jornalista Marcelo Netto, assessor de imprensa do Ministério da Fazenda à época, apontado como responsável pelo vazamentos dos dados bancários de Francenildo para a revista Época.

O relator do processo é o presidente do STF, Gilmar Mendes. Os ministros decidirão primeiro se os fatos relatados pelo MPF se configuram como crime. Em seguida, se há indícios suficientes contra os acusados para a abertura de ação penal.

A situação dos denunciados deverá ser analisada de forma fracionada. Se os ministros entenderem que não há provas de que Palocci deu a ordem para a quebra do sigilo, o processo seria arquivado em relação a ele e remetido para a Justiça de Primeira Instância, a quem caberia abrir ação penal contra os denunciados sem foro privilegiado.

A decisão do STF poderá condicionar o futuro político de Palocci. O ex-ministro é cotado como possível candidato ao governo de São Paulo em 2010, ou mesmo de ser o plano B do PT se Dilma não emplacar no primeiro momento, e o arquivamento do processo seria positivo para uma eventual campanha. Ao contrário, caso seja aberta a ação penal, Palocci teria que concorrer figurando na condição de réu na Corte Suprema.

Nós torcemos e acreditamos que o STF vai mandar prosseguir a ação penal e ferrar o Sr Antonio Palocci, que escapou das falcatruas da Prefeitura de Ribeirão Preto, mas cairá agora.

A rebelião na Receita Federal não é um fato isolado

A rebelião na Receita Federal não é um fato isolado
Miriam Leitão

Charge de BELLO –Tribuna de Minas (MG)

A jornalista traça o painel do desmonte da maquina publica brasileira, disvirtuada para alinhar-se ao governo ao invés de servir o país

Fonte: O GLOBO

A carta dos demissionários toca na ferida que será a marca da atual administração: a confusão entre o Estado e o governo. Isso nunca havia ocorrido na Receita. Nunca havia acontecido no Ipea, no BNDES, no Itamaraty. É um tempo em que há perseguição política e quebra de regras de ouro, como a de que os funcionários servem ao país, os governos passam.

Esta semana o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou mais um dos seus "Comunicados da Presidência", que o órgão inventou na atual gestão. O texto comete um erro crasso na opinião dos economistas José Roberto Afonso e Samuel Pessoa, que analisaram o estudo. O documento sustenta que a produtividade do setor público cresceu mais do que a do setor privado, mas compara alhos e bugalhos. É muito diferente o cálculo da produtividade do setor privado, que tem o que contabilizar como produção, e o mesmo cálculo do setor público.

Afonso e Pessoa explicam que o conceito de valor agregado usado pelas Contas Nacionais do IBGE, seguindo padrões internacionais, estabelece que a produção no setor público é calculada pelo aumento dos salários e das despesas.

A metodologia não permite a comparação com o setor privado. E dão um exemplo: se uma empresa contrata empregados e os deixa em casa dormindo, perde produtividade; se o setor público fizer isso, a produtividade não cai. O estudo da presidência do Ipea tem conclusões esquisitas como a de que a produtividade de Roraima, por exemplo, aumentou 136%; a de São Paulo, 0,7%; e a do Espírito Santo caiu 7,4%. Os estados que fizeram choque de eficiência e gestão não tiveram ganhos de produtividade.

Ou até perderam.

O estudo feito de encomenda para justificar o crescimento dos gastos de pessoal e de custeio, e para sustentar o discurso estatista é um exemplo, mais um, do que foi feito no Ipea.

No começo, uma caça às bruxas, depois um concurso público viciado e dirigido, e por fim, o uso da marca Ipea para apresentar estudos de critérios técnicos duvidosos e endereço certo.

Os bons funcionários do órgão, os que estão lá servindo ao Estado, são postos na geladeira.

O Ipea foi criado para fazer avaliações críticas e independentes das políticas públicas, e assim ajudar os governos a corrigir rumos e evitar erros.

O governo Lula interferiu nas carreiras de Estado de forma sistemática. Fez isso tantas vezes que ao longo de sete anos o país foi achando natural o que não se pode aceitar. A carta dos superintendentes e funcionários da Receita Federal serviu como um grito de alerta contra o desmonte que deixará sequelas nas próximas administrações.

Foi assim também no BNDES no começo do governo.

Tem sido assim no Itamaraty.

Da patética lista de livros obrigatórios que lembrava os regimes fascistas, passou-se para uma política seletiva de promoção e envio para postos relevantes.

Os leais ao atual grupo no poder foram nomeados para as principais embaixadas mesmo que não tivessem acumulado experiência para tal. O Brasil tem perdido com a subutilização de brilhantes diplomatas encostados em "exílios".

O governo Lula ficará na história como o que mais aumentou o gasto de pessoal, o que mais contratou funcionários, e o que mais profundamente feriu a ideia de que os funcionários de carreira servem ao Estado e não a governos.

O que aconteceu na Receita Federal não foi uma briga de um grupo, uma rebelião liderada pela ex-secretária Lina Vieira. Funcionários de carreira, com anos de serviço público divulgaram uma carta séria sobre a qual o país deve refletir.

A ingerência política na Receita é inaceitável, por isso o protesto dos superintendentes é tão valioso. Eles recusaram a postura passiva de "deixa como está porque eles logo vão embora", em troca de uma atitude altiva de denúncia de destruição de critérios básicos. A impessoalidade por exemplo.

A Receita não pode escolher processos para "apressar".

No caso da Petrobras, a nota inicial da Receita foi clara: a empresa podia mudar o regime contábil desde que isso fosse feito previamente, e não a posteriori. O entendimento foi mudado sob encomenda.

Agora, as outras empresas estão usando essa mudança dos critérios da Receita para ter crédito tributário.

Na época da nota da Receita, que se seguiu à publicação sobre a mudança contábil da Petrobras no jornal O GLOBO, a imprensa registrou que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, ficou irritado por saber pelos jornais, já que é do conselho de administração da empresa.

Espero sinceramente que os jornais tenham errado porque essa reação mostra um conflito de interesse. Uma empresa não pode ter privilégios fiscais e tributários porque o ministro que chefia a Receita faz também parte do seu conselho.

O desmonte de vários órgãos através do aparelhamento é sério, é perigoso. Já o caso do conflito Lina versus Dilma é patético. Um Palácio do Planalto que apaga fitas de visitantes, uma Casa Civil que embaralha compromissos na agenda da ministra, um governo que persegue uma exchefe de gabinete da ex-secretária da Receita está, por atos, confessando o que tenta desmentir por palavras.


26 de ago de 2009

Cartão vermelho para Suplicy

Cartão vermelho para Suplicy

Foto: Agência Brasil (modificada)

Fontes: O Globo, Agência Brasil

O senador Eduardo Suplicy (PT-SP), ao exibir o cartão vermelho simbolizando a expulsão do senador José Sarney da presidência da casa, transforma, um pouco mais, a sagrada tribuna do senado brasileiro num picadeiro circense.

É preciso ter cuidado, para que não entremos nesse clima e acabemos gostando da zorra implantada, do clima de anarquia estabelecido.

Obvio que é muito bom ver Sarney, Lula, Berzoini incomodados com as loucuras de um senador do PT, que lhe devia estar apoiando.

Mas pelo visto o nosso senado vai cada vez mais se distanciando dos seus objetivos constitucionais. Transformou-se estranhamente numa casa de espetáculos de péssimo gosto, com atores que primam por atitudes politicamente incorretas.

Precisamos que o senado pelo menos finja que é uma casa legislativa que cuida dos interesses do povo brasileiro, pelos menos até que possamos repor com personagens melhores o seu plantel, nas eleições do próximo ano.

Temos que acautelarmo-nos para não acabarmos gostando e até contribuirmos para que sua deterioração se tornar um fato “irrevogável”, por mais que sejamos tentados.


Edward Kennedy, o leão, morreu

Edward Kennedy, o leão, morreu
Sua morte marca o crepúsculo de uma dominante dinastia política influente na vida americana e no mundo, por quase um século. Ter alcançado os 77 anos e morrer de morte natural é uma raridade na família tão marcada por tragédias

Foto: Reuters

Senador Edward Moore Kennedy, será lembrado, entre outras coisas, como um dos mais eficientes legisladores da história do Senado americano

Fontes: Time Magazine, G1, Reuters , The New York Times

O senador norte-americano Edward Kennedy, uma das principais lideranças do Partido Democrata, morreu na noite de terça-feira aos 77 anos, informou sua família. Na década de 1960, ele assumiu o comando de uma das famílias políticas mais importantes dos EUA após os assassinatos de seus dois irmãos mais velhos.

"Edward M. Kennedy, o marido, pai, avô, irmão e tio que nós amávamos tão profundamente, morreu no final da noite na terça-feira, em casa, em Hyannis Port (Massachusetts)," informou a família Kennedy em comunicado divulgado nesta quarta-feira.

Um dos senadores mais influentes e que mais tempo permaneceram no Congresso na história dos EUA --porta-estandarte liberal que também era conhecido como um hábil negociador político--, Kennedy lutava contra um câncer no cérebro, que foi diagnosticado em maio de 2008.

Kennedy era um dos principais defensores da reforma da saúde, uma das marcas do governo Obama. O presidente disse na quarta-feira que estava de coração partido com a notícia da morte de Kennedy, que foi fundamental para sua vitoriosa campanha presidencial.

Eu estimava seu conselho sábio no Senado, onde, independentemente do turbilhão de eventos, ele sempre tinha tempo para um novo colega. Eu me lembro de seu apoio e confiança em minha disputa presidencial. E mesmo enquanto ele lidava com uma doença mortal, eu tirei proveito como presidente de sua sabedoria e coragem," disse Obama

Foto: Walter de j. Verde/Associated Press

Album de família, junho de 1975, John Kennedy Jr, Jacqueline Kennedy Onassis, sua filha Caroline e sua mãe, Rose, em Concord, Massachusetts

Conhecido como "Teddy," ele era irmão do presidente John Kennedy, assassinado em 1963, do senador Robert Kennedy, morto por um tiro enquanto disputava a nomeação para a presidência na eleição de 1968, e de Joe Kennedy, um piloto morto na Segunda Guerra Mundial.

Quando assumiu o Senado em 1962, na vaga que havia pertencido a John Kennedy, era visto como um político de pouca importância, que devia sua ascensão ao sobrenome célebre.

Mas, em quase meio século de Senado, tornou-se conhecido como um dos parlamentares mais eficazes de Washington, capaz de redigir projetos em colaboração com colegas e presidentes de ambos os partidos, e de encontrar aliados improváveis.

Ao mesmo tempo, aferrou-se a causas liberais que eram consideradas anacrônicas pelos "novos democratas" centristas, e foi um eterno pararraios da ira conservadora.

Ajudou a aprovar medidas para proteger os direitos civis e trabalhistas, ampliar o acesso à saúde pública, melhorar escolas, dar mais auxílio a estudantes e conter a difusão de armas nucleares.

"Há muito por fazer," disse Kennedy à Reuters em 2006. "Acho que acima de tudo é a injustiça que eu continuo a ver e a oportunidade de ter algum impacto a respeito dela."

Foto: Associated Press

O carro do senador sendo retirado da águas, no famoso acidente de Chappaquiddick, quando Edward Kennedy perdeu o controle do veículo, à noite, e caiu da ponte Dyke, em 19 de Julho de 1969. Morreu no acidente a jovem Mary JO Kopechne, sua secretária, amiga do seu irmão Roberto, já falecido que estaria tendo um affair com Ted.


Foto: Associated Press
O senador deixa a cena do acidente, pedindo desculpas por só ter informado do as autoridades, quase 10 horas depois, do ocorrido. Ao ser investigado alegou ter tido um colapso psicológico e físico, ao tentar tirar das águas a Srta Kopechne, que acabou falecendo no local. Esses fatos abalaram o seu prestígio e quase acabam com a sua carreira política.

Depois do assassinato de Robert Kennedy, Edward não perdeu tempo em assumir uma candidatura à Casa Branca. Mas em 1969 uma jovem morreu afogada quando um carro que ele dirigia caiu de uma ponte na ilha de Chappaquiddick (Massachusetts), após uma noite de festa.

O episódio abalou a imagem de Kennedy, que deixou de notificar o acidente às autoridades. Ele se declarou culpado por omissão de socorro.

Em 1980, ele efetivamente disputou a candidatura democrata à Casa Branca, mas acabou preterido pelo então presidente Jimmy Carter, que não conseguiria se reeleger.

Vendo suas ambições presidenciais definitivamente enterradas, Kennedy então se dedicou à carreira no Senado.

Foto: Brendan Smialowski/TheNewYorkTimes

Em janeiro de 2008, Kennedy manifestou apoio à candidatura de Obama, então senador em primeiro mandato. Muitos viram nesse gesto uma forma de passar o bastão a uma nova geração. Exatamente um ano e um dia antes da sua morte, já doente, o senador fez um eletrizante discurso na convenção democrata que sacramentou a candidatura de Obama.

Kennedy estava praticamente afastado do Congresso desde que adoecera. O "Leão do Senado" passou a usar uma bengala e a aparentar cansaço, enquanto tentava conciliar trabalho e tratamento.

Mesmo assim, colegas e assessores diziam que ele continuava determinado a realizar aquilo que chamava de "a causa da minha vida" --oferecer assistência médica a todos os norte-americanos. Ajudou a redigir um projeto de lei que reformula o sistema de saúde pública, que gasta 2,5 trilhões de dólares por ano.

Foto: Associated Press

O Irmãos Kennedy, John, Robert e Edward, em Hyannisport, Massachusetts, Julho de 1960 Quando John f. Kennedy foi indicado candidato dos democrata para Presidente dos Estados Unidos. Edward, conhecido por Teddy, foi o último irmão sobrevivente de uma geração de Kennedys que dominou a política americana na década de 1960

Seu carisma como "o último dos irmãos Kennedy" fez com que seu nome fosse lembrado em todas as disputas presidenciais entre 1968 e 80.

Mas ele nunca escapou totalmente da sombra deixada pelo acidente de Chappaquiddick. Durante décadas se discutiu se ele tentou acobertar seu envolvimento ao deixar o local enquanto o corpo de Mary Jo Kopechne permanecia sob as águas, e se a polícia também tentou ocultar o caso.

Mais recentemente, outras polêmicas envolveram a família Kennedy, como em 1991, quando seu sobrinho William Kennedy Smith foi julgado por estupro na Flórida. Na ocasião, a imprensa flagrou o "Tio Ted" com aspecto cansado e perdido. Relatos de que ele era um mulherengo que bebia demais o levaram a um pedido público de desculpas sobre "as falhas na conduta da minha vida privada."

Foto: Roberto Schmidt / AFP

Ted Kennedy e sua nova esposa Vicki durante a Convenção Nacional dos Democratas, há dois anos

Logo depois daquela época, Kennedy se casou novamente, com Victoria Reggie, advogada de 38 anos que tinha dois filhos de um casamento anterior. Ele então revigorou sua atuação no Senado, onde viria a se tornar o terceiro parlamentar na história com mais tempo de participação na Câmara Alta.

Foto: The New York Times

Joseph P. Kennedy e Rose Fitzgerald Kennedy com seus nove filhos em Bronxville, N.Y., em de 1937. Edward é o garoto sentado no colo do pai.

Nascido em 22 de fevereiro de 1932, Edward Moore Kennedy foi o último dos quatro filhos e cinco filhas do milionário empreendedor Joseph Kennedy, que depois viria a ser embaixador dos EUA em Londres, e da sua esposa, Rose.

"Penso nos meus irmãos todos os dias," disse Kennedy à Reuters. "Eles estabeleceram padrões elevados. Às vezes você se coloca à altura, às vezes não."

A exemplo dos irmãos, Kennedy era conhecido por sua oratória, usando sua voz tonitruante em comícios, audiências parlamentares e no plenário do Senado.

Tragédias marcaram Kennedy ao longo da sua vida. Elas incluíram um acidente aéreo de 1964 que lhe provocaram uma lesão na coluna, com dores persistentes desde então; um câncer ósseo que obrigou à amputação de uma perna do filho Teddy; as lutas da esposa, Joan, contra o alcoolismo, o que culminou com seu divórcio; os problemas com drogas envolvendo seus sobrinhos, um dos quais morreu de overdose. Em julho de 1999, seu sobrinho John Kennedy Jr. morreu na queda de um avião no mar.

Foto: Associated Press

A bandeira americana, em frente ao Capitólio, o congresso americano, a meio pau, simbolizando o luto pela morte de Ted

Em maio de 2008, Edward Kennedy desmaiou na sua casa, em Cape Cod, e foi levado por via aérea para um hospital em Boston, onde foi diagnosticado um tumor cerebral maligno. O câncer de cérebro mata metade de suas vítimas no prazo de um ano.

O maior senador do século XX

Pensei em escrever alguma coisa para homenagear o senador Ted Kennedy. Mas sua biografia e sua atuação política são autoexplicativas. Num mundo dominado por Sarney, Renan, Wellington Salgado e Almeida Lima, Ted Kennedy não teria mais lugar.

Lucia Hipolito