31 de jul de 2009

Zelaya quer dar um golpe de estado em Honduras

Zelaya quer dar um golpe de estado em Honduras
Zelaya não é o mocinho, é o bandido. Foi deposto legalmente e quer voltar ao poder armando uma guerrilha para lutar contra o exército do seu país. A justiça hondurenha corretamente expediu, contra ele, ordem de prisão por traição à Pátria.

Foto: El Heraldo

Zelaya na fronteira montando um exército rebelde cercado de uma suspeita guarda pessoal fortemente armada. Quem são os guarda-costas de Zelaya? 

Fontes: La prensa, El Heraldo, El Heraldo, Agência Brasil

Cada vez mais se aproxima o momento da eclosão de uma guerra civil em Honduras, com consequencias previsiveis de destruiçao e muitos mortos e ferido, por irresponsabilidade da comunidade internacional, que de forma apressada, sem se deter, com profundidade, sobre a questão hondurenho, decidiu que o país sofreu um golpe de estado.

Por incrível que pareça, o sócio de Hugo Chávez, o narcopresidente Manuel Zelaya, aparece para os governantes de todo mundo como o mocinho da história, que foi deposto do cargo e deve voltar a Honduras para concluir o seu mandato que encerraria em janeiro do próximo ano.

Nunca houve uma tentativa de intervenção tão violenta na liberdade de autonomia interna de uma nação como estão fazendo com a frágil Honduras, que há um mês enfrenta heroicamente o resto do mundo, defendendo sua Constituição que o planeta inteiro quer ver desrespeitada.

O governo de fato do presidente Roberto Micheletti (foto) tem seguramente forte apoio interno: da maioria da população, dos empresários e das instituições formais democraticas, Poder Judiciário e Legislativo, mas isso não é suficiente para que o mundo compreenda que pressioná-lo e ameaçá-lo e tentar retirá-lo do cargo não é o melhor para a democracia hondurenha.

Vários integrantes do poder legislativo e o judiciário tem se pronunciado, com serenidade, que não podem aceitar a essencia do acordo sugerido pelo presidente da Costa Rica, Arias, que funciona como mediador, que sugere sejam anistiados Manuel Zelaya e todos quantos estejam envolvidos no novo governo, em outras palavras livrariam a cara do presidente deposto e dos “golpistas”.

Tanto o podere judiciário como o poder legislativo hondurenho diz não ter poderes nem justificativa para anistiar Manuel Zelaya, nem poderia se auto anistiar, primeiro porque não cometeram nenhum crime diante da Constituição do seu país, depois, que uma autoanistia seria ilegal em qualquer circunstâncias.

Enquanto isso se acha perfeitamente normal que o presidente deposto Manuel Zelaya monte um “Centro de Operações” no município de Ocotal, território nicaragüense, fronteiriço com Honduras, cercado de uma estranha guarda pessoal ostensivamente armada com armas de grosso calibre.

Foto: Reuters

Algumas estranhas figuras lideram as manifestações de Zelaya

Zelaya diz temer que o conflito se transforme numa violência generalizada, enquanto dubiamente proclama ao povo hondurenho pela insurreição e ameaça voltar ao país, nos próximos dias, acompanhado de “um exército popular” de seguidores, para enfrentar o exército hondurenho.

Para armar esse exército popular Zelaya contará com o apoio do presidente da Nicarágua, Daniel Ortega e do seu velho amigo Hugo Chávez que certamente enviará armas e munições do exército venezuelano, como fez aos guerrilheiros da FARC.

Por tudo isso quando o presidente Roberto Micheletti afirma que o presidente deposto, Manuel Zelaya, “sob nenhuma circunstância voltará a tomar posse do governo", posiciona-se a favor da ordem e da lei, pois a volta do presidente deposto legalmente seria um desrespeito a democracia hondurenha, e se constituiriam, aí sim, num verdadeiro “golpe de estado”.

Foto: Reuters

Por enquanto apenas uma galinha aderiu ao exército popular de Zelaya


Nike e Addidas mandaram Obama pressionar Honduras

Nike e Addidas mandaram Obama pressionar Honduras
Bastou as empresas americanas que usam a mão de obra barata dos hondurenhos, demostrarem preocupação com o clima político do país, que o governo americano partiu para uma investida mais agressiva sobre o novo governo hondurenho

Foto: Reuters

"É um prazer novamente ver o presidente Zelaya. É o governo que os Estados Unidos reconhecem", afirmou o embaixador americano em Honduras, Hugo Llorens, com a mão sobre o ombro do presidente deposto

Fonte: BBC Brasil

O governo Obama mandou que o embaixador americano em Honduras, Hugo Llorens, fosse especialmente a Manágua, capital da Nicarágua, ter um encontro com o presidente deposto Manuel Zelaya, para demonstrar apoio do governo dos EUA, ao mesmo tempo em que mandava cassar vistos diplomáticos de autoridades ligadas ao atual governo hondurenho.

As novas medidas de pressão do governo Obama, surgiram após os fabricantes americanos de artigos esportivos Nike e Adidas e as confecções Gap e Knight Apparel enviaram uma carta ao Departamento de Estado americano pedindo uma solução pacífica para a crise política em Honduras.

As quatro empresas fabricam parte de produtos no país da América Central, pelo baixo custo de mão de obra, se dizem "profundamente preocupadas pelos recentes acontecimentos", embora a assessoria de imprensa da Nike dissesse à BBC Mundo que "até o momento não houve nenhuma interrupção de sua produção" em Honduras.

As companhias garantem que "não apóiam nem apoiarão nenhuma das partes na disputa interna", mas consideram necessário unir as vozes da comunidade internacional que defendem "a restauração da democracia em Honduras".

Em resumo lembraram ao governo Obama que se a coisa piorar empresas americanas podem ter prejuízos, Obama reagiu imediatamente.


HONDURAS: Barril de pólvora

HONDURAS: Barril de pólvora

Foto: AP

Ontem, (30) a tropas de choque do governo reprimiu com força o bloqueio montado por apoiadores do presidente deposto, Manuel Zelaya, na principal saída ao norte da capital Tegucigalpa, 25 ficaram feridos e 88 acabaram presos um manifestante foi baleado na cabeça.

Foto:AP

Um manifestante foi ferido de raspão na cabeça por um disparo de arma de fogo, durante a confronto com a polícia em Las Mercedes , Tegucigalpa

"Vamos usar esse sangue para mobilizar mais gente. Se eles continuarem com a violência vamos fazer uma revolta popular aqui", gritava um dos manifestantes, citado pelo enviado da Agencia Brasil.

Foto: El Heraldo


Há 30 dias de prontidão, debaixo de uma pressão ilimitada, a polícia e o exército hondurenho estão à beira de um ataque de nervos.

Foto: Reuters

Manifestantes presos por terem violado as determinações de não interditar vias públicas

Foto: AP

Os partidários de Zelaya contam ainda com agitadores enviados por Caracas, alguns chegaram a ser presos e expulsos do país, que provocam os militares exasperadamente na esperança que haja um conflito com mais mortes.

Ninguém se admire se de repente essa bolha contida explodirá violentamente.


Gilmar Mendes mira Tarso Genro e acerta Lula

Gilmar Mendes mira Tarso Genro e acerta Lula
O presidente do STF disse que “no governo do presidente Lula a PF adotou a prática de vazar informações sigilosas de inquéritos, orientada por uma decisão política", comentando o fato da OAB ter acionado o Ministro da Justiça, que atribuiu a advogados, o vazamento dos diálogos da família Sarney

Foto: Roosewelt Pinheiro/ABr

Com a crise no senado atingindo Sarney em cheio, Gilmar Mendes foi ao Senado dar apoio moral ao maranhense, mas não ficou a vontade quando chamaram a imprensa para registrar a visita

Fontes: Portal Terra, Zero Hora, Folha de São Paulo, Folha de São Paulo

O Conselho Federal da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) ingressou com uma ação no STF (Supremo Tribunal Federal) cobrando explicações do ministro Tarso Genro (Justiça) sobre as declarações em relação ao vazamento de gravações interceptadas pela Polícia Federal envolvendo a família do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).

Aquelas gravações divulgadas pela imprensa mostrando o presidente do senado, o filho dele, Fernando Sarney, e a neta, Maria Beatriz Sarney, negociando uma vaga no Senado para o namorado dela, Henrique Dias Bernardes.

Segundo a ação, assinada pelo presidente nacional da OAB, Cezar Britto, as declarações são "inaceitáveis" e o ministro "enxovalha a honra dos advogados de forma genérica". A OAB pede que Tarso apresente os nomes dos profissionais da advocacia que, pelas suas declarações, foram responsáveis pela divulgação das conversas.

Em entrevista à Folha, o ministro havia dito que o vazamento "pode ser feito por advogados para desviar o foco ou para comprovar a inocência de seu cliente".

Foto: Wilson Dias/ABr

Na época dos habeas corpus de Daniel Dantas, Tarso Genro e Gilmar Mendes trocaram farpas pela imprensa e as relações entre os dois ficaram tão tensas, que mereceu até interferência de Lula.

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Gilmar Mendes, que nutre uma estranha simpatia por José Sarney, solidariedade de grampeados e não gosta de Tarso Genro, o chefe dos grampeadores, muito menos da Policia Federal, que andou lhe grampeando , aproveitou a situação e disparou contra a pratica do uso político das escutas telefônicas, fartamente utilizada no Governo Lula.

De início o presidente do STF respondeu que não iria fazer comentários sobre o pedido da OAB, pois poderia ter que julgar o requerimento, mas acabou não resistindo e disparou:

"É verdade que no modelo anterior em que o inquérito era puramente sigiloso havia vazamentos. Aí não se pode dizer que era culpa dos advogados. Os advogados não tinham acesso. A Polícia Federal durante todo o governo Lula praticou com grande tranquilidade a prática do vazamento".

Foto: Marcello CasalJr/ABr

O HOMEM QUE SABE DEMAIS: Lacerda “vazou” para Portugal com um cargo inventado por Lula para silenciá-lo amigavelmente, afinal ele não grampeava e divulgava por conta própria

O ataque prosseguiu com menção a Paulo Lacerda, ex-diretor geral da PF, prosseguiu Mendes:

"Eu acho que é até uma marca da gestão Paulo Lacerda na PF. Era o vazamento, até vazamento para dadas emissoras de televisão. Então não era um modelo de processo sigiloso. Havia vazamentos porque havia uma decisão política de vazar", disse.

Lacerda foi diretor-geral da PF de 2003 a 2007, e na gestão dele as investigações da Operação Satiagraha começaram. Quando ocorreu a prisão do banqueiro Daniel Dantas, em julho de 2008, Lacerda dirigia a ABIN (Agência Brasileira de Inteligência), que forneceu agentes para a Satiagraha.

Naquele mês, o juiz Fausto De Sanctis decretou a prisão de Dantas por duas vezes, mas o banqueiro foi libertado por dois habeas corpus, deferidos por Mendes, que passou a ser grampeado, e alguns dos seus diálogos com o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) acabaram na imprensa.


30 de jul de 2009

Lula sinaliza defender Chávez, outra vez

Lula sinaliza defender Chávez, outra vez

Foto:Roosewelt Pinheiro/ABR

LEGENDA

Fontes: El Tiempo, Último Segundo, Blog do Reinaldo Azevedo

Do incidente das armas venezuelanas com os narcoguerrilheiros da FARC o presidente dá sinais que vai apoiar a versão do presidente venezuelano, tapando o tema com a repulsa de uma base americana na Colômbia Lula até o momento não falou sobre as trapalhadas de Hugo Chávez vendendo armas aos companheiros da FAR, mas já comentou sobre as bases americanas na Colômbia, segundo o jornal "El Tiempo", com aquele jeito sopra e morde do nosso presidente:

“– A soberania é intocável, embora a mim não me agrade nada uma base estadunidense na região, mas assim como não quero que Uribe se intrometa em meu governo, prefiro não dar opinião nas decisões de Uribe” - disse Lula respondendo a um jornalista.

O Ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso Tamborim, foi segue a mesma linha amistosa e parcial, pedindo mais transparência da Colômbia sobre o possível acordo militar com os Estados Unidos, um dos elementos da nova crise diplomática entre colombianos e venezuelanos, mas não disse uma só frase sobre as armas do exército venezuelano em poder da FARC.

Não se pode ter dúvidas que o governo Lula não gostaria nem de tomar conhecimento dessa história de armar a FARC, até porque existe aquele episódio dos guerrilheiros terem enviado dinheiro para campanha de Lula. No mais, há ainda a constatação de ter havido farta troca de email entre autoridades brasileiras e os guerrilheiros (Marco Aurélio "Top Top" Garcia é um dos missivistas) encontrados no laptop de Raul Reynes morto pelo exército da Colômbia.


Uribe quer base USA por não confiar nos vizinhos

Uribe quer base USA por não confiar nos vizinhos

Foto: Getty Images

Uribe foi recebido por Obama no salão oval da Casa Branca, no fim do mês passado, com todas a regalias e atenção de um grande aliado na América do Sul

Fontes: Blog do Azenha, EPA

Ao defender o incremento da cooperação militar com Washington, o presidente colombiano, Álvaro Uribe, argumenta que o objetivo é para fortalecer o combate ao narcotráfico e a guerrilhas, mas na verdade, embora não declare, o colombiano estar protegendo o seu país, por não poder confiar nos outros supostos aliados latinos, que jamais reprovam qualquer coisa que o presidente venezuelano Hugo Chávez faça, tenha feito ou venha a fazer, o que de resto está comprovado nesse incidente, das armas em mãos da guerrilha

O novo acordo Bogotá Washington que prevê o uso de bases militares colombianas pelos EUA, foi iniciado depois que o Exército americano devolveu em julho as instalações da base militar de Manta ao governo do Equador, Rafael Correa que comunicou que não queria renovar o acordo de cooperação militar. A base servia como o centro das operações dos EUA na região há pelo menos uma década.

As pressões venezuelanas contra os colombianos, a agressividade dos equatorianos podem ser bastante proveitoso para a Colômbia, na hora da negociação com os Estados Unidos.

Durante a campanha eleitoral o então senador Barack Obama, ainda aspirando Á presidência dos Estados Unidos, quando consultado como votaria um tratado de livre comércio entre os dois países se posicionou contrário.

Agora eleito e precisando ter uma base militar no continente sul americano, o presidente dos Estados Unidos saudou Álvaro Uribe como grande aliado e se posicionou favorável a aprovação do projeto de livre comercio entre os dois países pendente no senado americano desde o início do primeiro governo Bush.

Caso consiga firmemente os americanos como parceiro comerciais, os colombianos nem vão se incomodar com o rompimento das relações comerciais com Hugo Chávez.


Chávez toca fogo no seu próprio circo

Chávez toca fogo no seu próprio circo

Foto: Reuters

Hugo Chávez: Não pegou bem essa de fornecer armas aos guerrilheiros

Fontes: G1, ”thepassiranews”

O presidente venezuelano Hugo Chávez, ao fornecer lança-foguetes antitanque, do seu exército para os narcoterroristas guerrilheiros da FARC, que lutam para desestabilizar o governo democrático da Colômbia, praticou um ato de guerra, contra aquele país sul americano, contra democracia no continente e associou-se a narcotraficantes, terroristas e seqüestradores.

Os guerrilheiros já usaram tais armas contra o exército colombiano e poderão usar em ataques a população do país vizinho ou a qualquer dos países que estejam no seu raio de ação, inclusive o Brasil.

O governo Colombiano tem submetido todas as provas recolhidas nos acampamentos da guerrilha, computadores, armas e documentos para exame por parte de peritos independentes da Interpol, que sempre confirmaram a legitimidade do material apreendido.

Diante de provas irrefutáveis Chávez diz apenas que é mentira e espera que a comunidade internacional acredite na sua pouco confiável palavra.

Foi o governo da Suécia quem incriminou Chávez acusando-o de fornecer armas aos guerrilheiros da FARC. A Colômbia apenas questionou o governo sueco por ter vendido armas daquele teor de destruição a um grupo guerrilheiro clandestino e criminoso.

Na verdade são as armas, a numeração da munição, as provas do crime de guerra de Chávez, que sozinhas o denuncia.

Estranho que ele tão defensor da democracia em Honduras conspire para derrubar a democracia na sua vizinha Colômbia.

Arvorando-se de ofendido, mandou suspender o comércio e mandou regressar a representação diplomática venezuelana na Colômbia e ameaça desapropriar as empresas colombianas na Venezuela, diz que a Colômbia usa das acusações para disfarçar a aceitação das bases americanas em seu território.

Acontece que como no caso de Honduras, quando incentivou Zelaya a se rebelar contra o judiciário e é o principal responsável pela deposição do seu aliado e sócio do narconegócio, no caso das bases dos EUA, a história se repete: se ele não ajudasse a guerrilha e não ameaçasse com seus aviões de caça russos, a soberania da Colômbia, os colombianos não necessitariam da proteção americana.

Chávez é a principal origem dos seus próprios problemas.


Gisele Bündchen está grávida outra vez

Gisele Bündchen está grávida outra vez
Gisele Bündchen em campanha da marca London Fog, que teve de usar photoshop para esconder a barriguinha da modelo. Toinho de Passira desconversa e diz não ter nada com isso.

Foto: Nino Muñoz

A Foto oficial no site da London Fog

Fontes: O Globo, New York Magazine, People


Todo dia algum portal, algum paparazzi, algum fofoqueiro, engravida Gisele Bündchen que continua fazendo campanhas e desfilando normalmente, como se nada estivesse acontecendo.

Segundo todo o noticiário desta quarta feira, desta vez foi o site WWD, através do diretor da marca London Fog, Dari Marder, da qual Gisele é a nova estrela, que afirmou:

"Ninguém é mais sexy ou bela que Gisele em um sobretudo, mesmo com a já visível barriguinha de grávida", disse.

Marder ainda afirmou que as fotos foram retocadas para "respeitar a privacidade da modelo durante esse momento pessoal".

Uma das suspeitas surgiu durante a última temporada da São Paulo fashion Week, quando Gisele desfilou para a Colcci com roupas mais largas por conta da barriguinha saliente. Dizem que ela até havia enjoado nos bastidores. Na mesma época, a revista People já havia anunciado a gravidez.

Toinho de Passira também se nega a falar do fato, apesar dos rumores que a top model esteve em Passira tomando banho no “Poço da Pedra” com o misterioso blogueiro.


Nas fotos retiradas do vídeo de bastidores da sessão fotográfica revelaria alguma barriguinha


Deste outro ângulo a barriga se acentua


Nossas especialistas em gravidez dizem que mais que a barriguinha Gisele está com um rosto característico de mulher grávida, uma linda buchudinha.


29 de jul de 2009

Renan Calheiros contra ataca no ninho tucano

Renan Calheiros contra ataca no ninho tucano
O alagoano não mede palavras nem economiza munição, ameaça com um transação cavilosa: ou o pessoal do PSDB recua, ou terão o mesmo tratamento que estão dispensando a Sarney

Foto: Valter Campanato/ABr

Renan Calheiros no discurso de renúncia ao Senado, uma fera ferida. “ -Eu voltarei!”

Fonte: O Globo

A definição de chantagem, nos dicionários, conceitua exatamente o que o senador Renan Calheiros (PMDB-AL), o poderoso chefão e líder do seu partido no senado, está fazendo com o líder do PSDB, Arthur Virgilio (AM).

Chantagem: Pressão que se faz sobre alguém para extorquir vantagens, sob ameaça de revelar fatos desabonadores, falsos ou verdadeiros.

Não o fez as escondidas, disse à imprensa que havia telefonado ao presidente do PSDB:

”Comuniquei ao Sérgio Guerra que se o PSDB partidarizar, entrar com representação, não há como o PMDB não fazer o mesmo. É uma questão de reciprocidade, sobretudo em relação ao senador Arthur Virgílio.” – confessou Renan.

Será que essa ameaça nesses termos, também não é uma falta de decoro, e Renan mereceria uma representação?

Ainda se pode ir mais além. Se Renan está informado que um senador cometeu um ato classificado como falta de decoro, não poderá deixar de representar, pois seria uma omissão.

Se a ameaça é apenas para assustar e ele vai representar apenas para criar embaraço ao senador tucanos, isso é uma quebra de decoro, por difamação, calúnia e até “sacanagem”.

O PMDB de Renan defende Sarney com as mesmas armas que se defendeu no passado, ameaçando relatar os pecados dos acusadores. Diziam que na época da história de sua concubina ele tinha uma lista de amantes e namoradas eventuais, dos senadores, pronta para entregar para a imprensa.

Mas se antes o lodo chegava à cintura agora está ameaçando afogar todo mundo.
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Virgilio escancara toda falta de decoro de Sarney

Virgilio escancara toda falta de decoro de Sarney

Foto: José Cruz/ABr
BR>Senador Artur Virgilio, uma desconfortável convivência com Renan Calheiros que não está nem aí

O senador Artur Virgilio, o chantageado, é o autor das quatro denúncias já protocoladas no Conselho de Ética da Casa. Segundo Guerra, a assessoria jurídica do PSDB avalia neste momento se serão feitas quatro representações - uma para cada denúncia - ou apenas uma que inclua todas as queixas, já que o objetivo é dar respaldo partidário às quatro denúncias protocoladas por Virgilio.

Uma representação tem mais força do que a denúncia de um senador, uma vez que não podem ser arquivadas antes de apreciadas. Para cada representação seria designado um relator. Virgilio defende que sejam quatro, para evitar, segundo ele que o presidente do conselho, Paulo Duque (PMDB-RJ), da trupe de Renan Calheiros, arquivasse "numa só canetada" todas as possibilidades de investigação.

Nas denúncias já apresentadas, Virgílio pede a investigação de operações com crédito consignado de José Adriano Cordeiro Sarney, neto de Sarney, e cita 18 casos que merecem apuração.

Ele pede ainda que seja investigado o envolvimento do presidente do Senado na denúncia de que a Fundação José Sarney desviou para empresas fantasmas e de sua família, pelo menos R$ 500 mil do R$ 1,3 milhão de patrocínio recebido da Petrobras.

A terceira denúncia sustenta que Sarney mentiu ao se excluir de responsabilidade nos atos da administração da fundação.

Instalado na quarta-feira, o colegiado terá a próxima reunião no dia 5 de agosto, após o recesso parlamentar.

A quarta pede apuração da denúncia de que Sarney influenciou para a contratação do namorado da neta por meio de ato secreto.

Isso por enquanto, pois há boatos de que ainda há mais. Os órgãos de imprensa estariam esperando o retorno dos senadores do recesso, para fazer novas revelações da vida secreta de Sarney.

Dizem que até a tinta para tingir os seus bigodes é comprado pelo senado, sem licitação.


Quem é o pai de Agaciel?

Quem é o pai de Agaciel?

Há momentos que nos dá a impressão que todos os funcionários do Senado, são parentes de Sarney. Há que deseje fazer exame de DNA em Agaciel Maia, achando que ele é filho secreto do senador Sarney.

Fisicamente ele não parece muito, mas a personalidade se encaixa com os “outros irmãos” e lembra muito o jeitão do pai Sarney e empregar os familiares e agir como se o Brasil fosse sua propriedade particular.

Muita semelhança de puro DNA de senador Maranhense.

A falta de ética do Presidente do Conselho de ética

A falta de ética do Presidente do Conselho de ética

Foto: Fabio Pozzebom/ABr

O senador Duque homem é homem de confiança de Renan Calheiros, queriam que ele fosse um inocente?

Para animar mais a conversa, o senador Duque, entronado presidente do conselho de Ética, para salvar José Sarney, foi acusado de empregar um funcionário fantasma', segundo o jornal "O Estado de S.Paulo"

De acordo com a reportagem, um assessor de Duque foi transferido do gabinete do parlamentar para o Conselho de Ética há mais de oito meses com um salário de R$ 5 mil. No entanto, o advogado Luiz Eustáquio Diniz Martins mora no Rio de Janeiro e não cumpre expediente no órgão.

Seria motivo suficiente para alguém entrar com uma representação contra ele, mas os tucanos perderam um pouco o fôlego acusatório desde que se descobriu que o tucano Arthur Virgilio admitiu ter tido um funcionário fantasma em seu gabinete e se descobriu que outro poderoso tucano o senador Tasso Jereissati (CE), desviou parte de sua verba de passagens para fretar jatinhos.

Como já dissemos aqui, o perigo de alguém da oposição cair no banco de réus do conselho de ética, é ser condenado e depender do plenário para se safar, pois os “renansistas” são maioria por lá, todos dispostos a dar uma lição na tucanada e nos democratas.


Falta de Ética Generalizada

Falta de Ética Generalizada

Fonte:Blog do Noblat

Para amigos que estiveram ultimamente com Sarney ouviram dele que não está em seus planos a palavra renúncia. Tentando passar tranquilidade, o presidente do Senado disse que não praticou crime em relação à contratação de parentes, pois não havia essa proibição, que só ocorreu no ano passado, depois que o Supremo Tribunal Federal reafirmou o fim do nepotismo.

Disse mais: que a contratação de parentes era uma prática generalizada na Casa, feita por quase todos os senadores.

- Se houve crime para mim, houve para todo mundo - sentenciou.

Genro tentando tirar o seu fora

Genro tentando tirar o seu fora

O ministro da Justiça, Tarso Genro, voltou a garantir que o vazamento dos diálogos de Sarney com familiares a respeito de contratações de parentes em vagas do Senado não partiu da Polícia Federal. (PF).

- Se é ilegal ou não, se fere ou não o decoro, é uma coisa que o parlamento vai investigar. Mas não é objeto do inquérito investigar se uma pessoa está orientando para fazer uma contratação livre de uma pessoa que é relacionada com um parente.

A divulgação foi feita por alguém interessado na controvérsia política, e nada tem a ver com a PF - disse Genro mentindo, pois é inacreditável que a imprensa consiga todos aqueles diálogos selecionados sobre Sarney sem a colaboração de um bom vazamento da Polícia Federal e a conivência da Chefia da PF.

Funciona assim, quanto mais Sarney fraco e precisando do apoio de Lula para sobreviver, melhor para o governo. Tarso Genro é capaz de fazer isso por motivação própria, como se fora mais uma encumbência do seu Ministério.

28 de jul de 2009

Chávez forneceu bazucas aos guerrilheiros da FARC

Chávez forneceu bazucas aos guerrilheiros da FARC
Os governos da Colômbia e da Suécia estão pedindo ao presidente da Venezuela, Hugo Chávez, que explique como um lote de armas suecas vendido a Caracas foi parar nas mãos de guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

Ilusração “thepassiranews”


Chávez diz que a Colômbia está fazendo uma anti-propaganda brutal contra a Vezuela para justificar a colocação de bases americana em território colombiano

Fontes: World Gun, Blog do Reinaldo Azevedo, Semana

O coronel presidente Hugo Chávez precisa deixar de ser retratado apenas como um aprendiz de ditador risível que engana o seu povo, os venezuelanos, com uma política dúbia e espetaculosa, caracterizada num permanente esforço de se perpetuar no poder e destruir todos os opositores que atravessarem o seu caminho.

Hugo Chávez é um perigoso narcopresidente. Consorciado com o índio Evo Morales na Bolívia e o equatoriano Rafael Correa, formam um triunvirato criminoso como jamais se viu na história do narcotráfico internacional.

Chávez além de abastecer o mercado americano com petróleo, inunda também o país com drogas advindas das selvas colombianas, via FARC, protegida pelo governo equatoriano de Rafael Correa e das fazendas cocaleiras de Evo Morales.

Charge

Seus tentáculos de influências, tem se estendido em várias direções, pondo sob o seu poder, o casal Kirchner, financiando a campanha de Cristina para presidente da Argentina e recentemente subordinando o enfraquecido presidente Fernando Lugo do Paraguai, obrigando o presidente do Brasil, Luis Inácio Lula da Silva, ceder aos sonhos de sedutor do bispo, alterando o tratado de Itaipu.

Repete-se a obediência cega e inexplicável de Lula aos seus ditames como havia feito com a Bolívia, no caso da Petrobras e no Equador no financiamento do BNDES.

Com a deposição de Manuel Zelaya de Honduras descobriu-se que monitorava o povo hondurenho, a quem tem declarado guerra aberta, contando na empreitada com outro parceiro mítico o presidente guerrilheiro Daniel Ortega da Nicarágua, sem esquecer os irmãos Castros, Raul e Fidel, transformando aqueles países da América Central e Caribe em entrepostos e rotas de drogas, para alcançar o território americano.

Não é a toa que Chávez procurar alianças com os maiores inimigos dos Estados Unidos, como o presidente terrorista iraniano Mahmud Ahamadinejad, (foto) dos governantes russos e flerta com os chineses, apóia o Hamas e os Palestinos, numa oposição internacional agressivamente contrária a todos os interesses norte americano.

O governo americano não tem nenhuma dúvida que seu programa socialista inclui planos de continuísmo bem mais amplo que apenas querer governar indefinidamente um país, na verdade seu interesse maior é a chefia do narcotráfico que lhe proporciona poder e dinheiro em proporções estratosféricas.

Por isso, não causa surpresa a denúncia publicado neste domingo, pela revista colombiana “Semana”, da comprovação de que os vários lança-foguetes AT-4, com suas respectivas munições, encontrados nos acampamentos da FARC, a guerrilha colombiana, foi fornecido aos bandidos seqüestradores e narcotraficantes, pelo exército venezuelano de Hugo Chávez.

Foto: Arquivo

Um modelo similar a este, fabricado pela industria militar sueca, vendida a Chávez, foi parar nos acampamentos da guerrilha colombiana

Trata-se de um artefato militar caro e com um potencial destruidor aterrorizante, pouco comum nos arsenais de países não beligerante. Uma arma que o exército da Colômbia, por exemplo, não possui e talvez não esteja nos arsenais de nem outro local da America Latina.

Uma espécie de bazuca de manejo e transporte simples e um poder destruidor aterrorizante, considerada uma das armas de infantaria mais eficientes e letais do mundo, capaz de destruir com um só disparo veículos blindados, bunkers ou fortalezas militares.

O governo colombiano chegou a Hugo Chávez consultando o fabricante das armas encontradas, a empresa Saab-Bofors Dynamics, da Suécia, questionando a venda desse tipo de armamento para um grupo guerrilheiro, o que contraria convenções internacionais do comércio de armas entre países.

Pelos números de série dos projéteis encontrados nos acampamentos da FARC, o fabricante sueco informou que o material havia sido vendido oficialmente ao exército venezuelano.

Dando a chance da dúvida e da explicação convincente, de um roubo ou desvio criminoso, por exemplo, o governo colombiano consultou a Venezuela passando todas as informações encontradas à espera de uma resposta oficial.

Fotos: Revista Semana

Em janeiro de 2007 o chefe guerrilheiro Iván Márquez enviou varios emails em que afirmava que os generaies venezulanos Cliver Alcalá (izquierda) y Hugo Armando Carvajal lhe entregariam lançadores de foguetes as FARC, em julho desse ano as armas foram encontradas num acampamento dos guerrilheiros

Segundo a revista “Semana” desde 2 de junho, quando foi encaminhada a documentação, até os dias de hoje, o governo de Hugo Chávez não se pronunciou sobre o fato, ou deu qualquer explicação.

A revista que vem investigando com profundidade, a descoberta das armas nas mãos dos guerrilheiros, diz que a informação confirma as várias mensagens em forma de emails encontrado nos computadores do chefe guerrilheiro da FARC, Raul Reynes, morto, em 1º de março do ano passado, pelo exército colombiano, acampado em território equatoriano.

O conteúdo das mensagens comprovavam, “entre outras coisas, vínculos estreitos e colaboração econômica, política e militar de funcionários e militares do governo de Hugo Chávez com a guerrilha colombiana.”

“Muitos desses documentos foram entregues pelo governo da Colômbia à Venezuela poucas semanas depois do bombardeio. Chávez sempre negou publicamente qualquer colaboração de seu governo com a guerrilha. Algumas das mensagens mais polêmicas eram aquelas nas quais Reyes e outros chefes guerrilheiros trocavam informações sobre a entrega de armas da Venezuela para as Fará. Caracas sempre negou.”

Posto nessa situação embaraçosa e sem saídas Chávez preferiu contra atacar com ameaças e teoria de conspiração. No site do governo venezuelano o presidente diz que seu país vai considerar um “ato inamistoso“ quase um ato de guerra, por parte do governo colombiano a aceitação de bases militares norte americanas em território da Colômbia, fatos em finais de negociações por parte dos governos da Colômbia e EUA.

Hugo Chávez diz que tais bases ameaçam a paz no continente.

Interessante que o presidente venezuelano se acha no direto de comprar aviões, helicópteros, tanques e sofisticadas armas de guerra, a russos e chineses, desequilibrando a segurança militar regional. Pode distribuir lança-foguetes com os guerrilheiros narcotraficantes e seqüestradores na Colômbia, mas “ofende-se” quando os colombianos, sem poderio militar para enfrentá-lo e a seus sócios guerrilheiros, busca a proteção norte americana.

Hugo Chávez estrategicamente quer sair da condição de réu para a de vítima defensor do interesses latino americanos. Para tanto mandou que o chanceler venezuelano, que por lá se chama ministro del Poder Popular para las Relaciones Exteriores, Nicolás Maduro, convocar a embaixadora colombiana na Venezuela, María Luisa Chiappe, para comunicar oficialmente o seu protesto. Avisou também que diante dessa situação serão revistas as relações entre os dois países, sob todos os pontos de vista, principalmente os políticos e comerciais (a Venezuela é o maior importador de produtos agrícolas colombianos).

Chávez rechaça também os que declaram, refere-se ao chanceler colombiano, Jaime Bermúdez, para justificar a presença norte americana, como contrabalanço de influências político militar, russas e chinesas, trazidas ao continente pela Venezuela.

O Presidente venezuelano diz textualmente no portal do governo que os pontos de vista são diferentes, afirmando:

"Nosotros sí tenemos serias razones para considerar al Gobierno yanqui una amenaza para el pueblo venezolano", concluiu.

Hugo Chávez que sempre demonizou o governo americano de George Bush, mostra agora uma face bem mais demoníaca e perigosa que a do norte americano.

Deus salve a América do Sul e Central!

27 de jul de 2009

O que foi fazer Michel Temer em Paris?

O que foi fazer Michel Temer em Paris?
O presidente da Câmara disse que as despesas pagas pela empresa francesa que quer vender 4 bilhões ao Brasil foi um lobby charmoso, no que concordaram mais sete deputados de vários partidos que o acompanharam para flanar em Paris. Ficou por isso mesmo?

Fotomontagem “thepassiranews”

Michel Temer fingindo que não viu que foi a empresa do avião de caça Frances, que pagou sua passagens e estadia em Paris

Fontes: Folha de São Paulo, Blog Antônio Ribeiro - Paris, Portal da Deputada Lúcia Cardoso

Recebemos emails reclamando com fundamento, que repercutimos a permanência do Ministro da Defesa, Nelson Jobim, na França, e seu famoso jantar, discreto e fora da agenda, no Chateau Dassault, pertencente a mesma empresa que estão vendendo aviões ao Brasil, e não falamos uma linha dos sete parlamentares federais, que foram financiados «teiduos e manteudos», pela mesma empresa passear em Paris.

Disseram que Nelson Jobim tinha «uma história cobertura» muitas vezes melhor que os nossos deputados, já que sendo Ministro da Defesa, estava em Paris representando o governo brasileiro, no dia nacional frances, tem a ver com a compra dos esquipamentos e apenas jantou a luz de velas com os fornecedores, um pecadilho, além de ter antecipou a chegada em alguns dias, esticado a permanência por mais um fim de semana e acabado entrando de férias em plena «Champs Elisée».

O presidente da Câmara Michel Temer, e sua trupe multi-partidária foram a Paris à toa, financiados desde que puseram os pés no avião em Brasília até a volta ao Brasil, pela Dassault, a mesma empresa que nos vendem dois bilhões em aviões de de caças e que convidou Jobim para um jantar intímo.

Para não dizer que estamos escondendo os outros intrepidos parlmentares vamos solemente anunciá-los : o líder do PSDB na Câmara, José Aníbal (SP), o líder do PT, Candido Vacarezza (SP), líder do DEM, Ronaldo Caiado (GO), o presidente da Frente Parlamentar de Defesa Nacional, Raul Jungmann (PPS-PE), o vice-presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara, Maria Lúcia Cardoso (PMDB-MG) além de Ibsen Pinheiro (PMDB-RS) e Carlos Zarattini (PT-SP).

Fotos: Facebook, Antonio Cruz/ABr e Fabio Pozzebom/ABr

GOVERNO:Maria Lúcia Cardoso–PMDB, Candido Vacarezza–PT,Ibsen Pinheiro-PMDB e Carlos Zarattini-PT

Como se vê foi gente do alto clero, figuras expressivas como o nosso ilustre Ronaldo Caiado, a voz da oposição a denunciar os desmandos do governo, tal qual José Aníbal, o tucano falador. Para os pernambucanos surpreende vê o paladino defensor das instituições brasileiras, o deputado e ex-ministro Raul Jungmann no meio dessa história tão mal explicada.

Piora as coisas e mostra que foi uma “escapadela” premeditada e consciente, os nossos congressistas usaram um disfarce fingindo que haviam sido convidados pelo Instituto de Altos Estudos de Defesa Nacional, IHEDN na sigla em francês.

O blogueiro da Veja em Paris Antonio Ribeiro ouviu de Julien Chaboud, o responsável do IHEDN pela organização da visita dos palarmentares brasileiros, um desmentido categorico de que o instituto havia pago as despesas dos parlamentares brasileiros.

"Não mesmo, não pagamos passagens e estadias em hóteis ", disse ele.

O blogueiro foi a Embaixada do Brasil na França e soube que os nossos deputados não queriam, como é de praxe, que a imprensa fosse informada da presença deles em Paris, pelo cotrário informaram os parlamentares pediram discrição.

Fotos: Valter Campanato/ABr , Wilson Dias/Abr e Antonio Cruz/ABr

OPOSIÇÃO: Raul Jungmann – PPS, José Aníbal PSDB e Ronaldo Caiado- DEM

Tinham motivo pedir mesmo, pois estes sete importantes líderes estavam deixando o Brasil para passear na França durane o expediente parlamentar, em plena discussão da Lei de Diretrizes Orçamentárias, para o próximo ano.

A Folha de São Paulo registrou sem meias palavras que na verdade a “viagem faz parte de um lobby militar francês para venda com transferencia de tecnologia de 51 helicopteros, 5 submarinos — um deles de propulsão nuclear — e de 36 aviões caças Rafale que ainda dependem de um parecer tecnico da Aeronáutica que podem optar pelo F-18 Super Hornet, da americana Boeing, ou o Gripen NG, fabricado pela sueca Saab.”

Abordado pela Folha Michel Temer com seu nariz de ex tucano disse disse que "houve um lobby muito saudável e elegante".

Para o líder do PSDB na Câmara, José Aníbal (SP) não existe lobby. "Não decidimos nada." Os nobres deputados são modestos, pelas suas mãos passa sim, a decisão final da despesa, afinal a compra do equipamento militar envolve o Orçamento da União e é votada no Congresso.

A deputada Maria Lúcia Cardoso, disse mais tarde no seu portal da Câmara que a viagem foi uma maratona. É verdade, fazer compras na Galeria Lafayette nessa época de liquidação deixa qualquer perua exausta.

Segundo o presidente da Câmara, os franceses estão querendo "sensibilizar" os congressistas brasileiros que assistiram o desfile militar do 14 de Julho como convidados de honra na Tribuna Presidencia, na Praça da Concordia.

Por mais ironia da situação Temer, que defende a permanencia de José Sarney na presidência do Senado, da França seguiu para Genebra, onde participa de um seminário sobre transparência parlamentar. Ah!ah!ah!


Zelaya: um presidente sentado a beira do caminho

Zelaya: um presidente sentado a beira do caminho
O presidente deposto monta um circo na fronteira Honduras-Nicaragua tentando chamara a atenção internacional

AP

Decadência final: Cada vez mais distante de voltar ao poder, perde aliados, está ameaçado de expulsão da Nicarágua e até o Departamento de Estado Americano diz não ter sido um golpe de estado que lhe tirou do poder.

Fontes: El Heraldo, La Prensa , La Tribuna, G1, Vermelho, La Prensa

Manuel Zelaya está desde ontem, sentado a beira do caminho, na fronteira entre Honduras e Nicaragua, acampado, esperando que algo aconteça para voltar a ser presidente de Honduras.

O ex-presidente pernoitou pelo segundo dia seguido no hotel Fronteira, na cidade de Ocotal, no extremo do estado de Nueva Segovia a 225 quilometros de Managua, acompanhado do chanceler venezuelano, Nicolás Maduro, alguns colaboradores e um grupo de partidários.

Ontem ao chegar na zona fronteiriça em Las Manos, testou os militares que lá estavam, erguendo uma corrente que delimita os dois países, dando alguns passos dentro do território hondurenho.

Enquanto dirigia-se ao oficial que comandava o contingente que guardava a fronteira dizendo que queria se comunicar com o alto comando hondurenho.

Sem ouvir resposta, o presidente deposto, viu o militar recuar sua tropa para mais uns 25 metros da fronteira, respeitando a área de tolerância neutra, sempre comum entre dois países, pronto para tomar as medidas legais, a partir daquele ponto, para evitar que depois não se dissesse que o presidente foi preso em território nicaragüense.

Claro que o militar que foi posto na fronteira para esperar Zelaya é alguém instruído quanto aos procedimentos e deve ter sido designado para cumprir a ordem de prisão do presidente, por ter coragem e habilidade para fazê-lo.

Zelaya possivelmente também estava informado do procedimento legal, e viu o dispositivo sendo montado para prendê-lo em mais alguns passos. Deu meia volta rapidamente e se abrigou no meio da imprensa internacional.

Foto: Reuters

Xiomara Castro de Zelaya, a esposa do presidente deposto ficou retida com os filhos e uma caravana de simpatizantes de Zelaya que pretendia se juntar a ele na fronteira, pois a área esstá sob toque de recolher e ninguém pode para lá se dirigir.

Agora o presidente alega que só vai entrar em Honduras quando sua esposa e filhos tiverem chegado a fronteira. Como o atual presidente, diante da situação, fechou e os acessos via terrestre as fronteira com a Nicaragua, Xiomara de Zelaya, a esposa do presidente deposto e seus filhos ficaram retidos pelas tropas do exército na cidade de Arenales, El Paraíso.

Da mesma forma os seguidores de Zelaya que tentaram dirigir-se a fronteira em onde se encontra o presidente acampado foram impedidos de prosseguir.

Foto: AP

Desesperado e cada vez mais sozinho o presidente fez um discurso na fronteira com um megafone, para os jornalista e alguns seguidores:

"Estão diante do presidente da Republica de Honduras eleito pela vontade popular. Não vamos aceitar um presidente manobrado por militares. Fora Micheletti", bradou ao vento.

Zelaya começa a não ser mais uma unanimidade mundial, nem latina. A Colombia dá mostras que pode reconhecer o novo governo, o presidente de Costa Rica e mediador da crise de Honduras, Oscar Arias, afirmou que a presença de Manuel Zelaya na fronteira com a Nicaragua "não ajuda a reconciliação.”

Foto:

Os parlamentares americanos estão nas extremidades da foto

Os senadores americanos do Partido Republicano, Brian P. Bilbray e Tom Dime, chegaram no início da tarde de hoje em Honduras e estão reunidos com o presidente do país, Roberto Micheletti.

O objetivo da reunião seria dar mais detalhes da atual situação política do país, mergulhada em uma crise desde o dia 28 de junho, quando o então presidente, Manuel Zelaya, foi deposto. Além de Micheletti, eles terão contato ainda com alguns empresários e líderes de partidos políticos.

Segundo a emissora de rádio "América", também está prevista a vinda para o país do governador da Flórida, Jeb Bush, e de mais seis senadores.

Enquanto isso a oposição da Bancada Democrática Nicaraguense (BDN-liberal) anunciou hoje que apresentará na Assembleia Nacional uma resolução para exigir a expulsão do presidente de Honduras deposto Manuel Zelaya.

Núñez Morales, deputado perante o Parlamento Centro-Americano (Parlacen), afirmou que Zelaya utilizou solo nicaraguense para criar um conflito em Honduras.

O parlamentar nicaragüense declarou que: "O que a comunidade internacional estabeleceu são sanções para Honduras no âmbito diplomático e econômico, e não ordenou a nenhum país colaborar com uma intervenção para impor Zelaya outra vez na Presidência".

Foto: AP

Pizza é servida aos soldados encarregados de guardar a fronteira contra a invasão de Zelaya, será uma profecia?

Algumas publicações afirmam que o porta voz do Departamento de Estado, Phillip Crowley, numa coletiva de imprensa em Washington, respondendo a um jornalista que perguntara se o governo norteamericano considerava os acontecimentos em Honduras como um “golpe de Estado”, o porta voz respondeu com rotundo “Não”.

Alguém do Departamento de Estado Americano deve ter lido e interpretado a Constituição de Honduras e constatado que Manuel Zelaya cometeu crime de traição e por isso foi legalmente destituído.


26 de jul de 2009

Massa: quadro estável, mas ainda com risco de morte

Massa: quadro estável, mas ainda com risco de morte
Durante o treino de sábado, Felipe Massa foi atingido na cabeça por uma mola que se soltou do Brawn de Barrichello. O piloto perdeu os sentidos e seu carro seguiu reto até chocar-se com a proteção de pneus.

Foto: AP

MOMENTO DRAMÁTICO: Logo após o acidente, Felipe Massa é socorrido pela equipe médica no circuito do GP da Hungria e levado até o centro médico de Hungaroring

Fontes: Corriere del Sera, La Repubblica, Globo Esporte

O piloto brasileiro Felipe Massa foi retirado do coma induzido na manhã deste domingo pelos médicos do Hospital AEK de Budapeste, pouco menos de 24 horas após o grave acidente no treino classificatório para o GP da Hungria de Fórmula 1.


A mola que se soltou do carro de Barrichello vem em direção a Massa, imagem captada pela câmera do carro do piloto acidentado
O último boletim médico informou que Massa não sofreu nenhuma lesão neurológica e que foi sedado outra vez para que pudesse descansar mais.


De acordo com Peter Bazso, chefe geral do Hospital Militar de Budapeste, não foi constatada nenhuma nova lesão neurológica, mas disse que o brasileiro corre risco de morte, o médico brasileiro Dino Altmann, responsável pelo GP do Brasil, que viajou à Hungria, discorda do prognóstico afirmando que a situação é grave, mas não há risco iminente.

Pouco depois, Massa foi transferido para o Hospital AEK para ser operado para a retirada de um fragmento ósseo oriundo de uma fratura num osso da testa. Após o procedimento, que foi bem-sucedido, Felipe foi levado ao coma induzido um procedimento padrão para a melhor recuperação do paciente em casos como esse.

Foto: Reuters

Foi uma mola semelhante a essa que atingiu o piloto.


A cavidade orbital, também foi atingida, não tendo sido divulgado ainda com profundidade os possíveis danos causados a vista do piloto.
A tendência de evolução é que se tudo continuar sem novidades, com os exames mostrando estabilidade no quadro clínico, Massa seja retirado do coma induzido nas próximas 72 horas.

O coma induzido permite que o organismo do paciente sem maiores atividades cuide em se autorecuperar, ajudado por antibióticos e outros medicamentos específicos, uma vez que após o trauma inicial, o cérebro inchou, e por ter um coagulo, que pode inclusive se expandir, merece atenção redobrada.


Apesar de todos os médicos dizerem de público que não há riscos de morte, ou de lesões sérias, especialistas dizem que tais diagnósticos só serão consistentes após três ou quatro dias de observações.

Foto: Reuters

Antes da corrida a equipe da Ferrari prestou uma homenagem a Felipe Massa aplaudida pelo estádio

A voracidade do PMDB

A voracidade do PMDB
REVISTA VEJA DESTA SEMANA - Símbolo da resistência democrática convertido ao fisiologismo, transformou-se num paradoxo político. Sem ele, não se governa. Com ele, abre-se a porteira para a corrupção e o clientelismo

Fotomontagem Revista VEJA

Otávio Cabral

Fontes: Veja:”A Digestão do Poder”, Jarbas: “PMDB é corrupto”, Espelhos do PMDB

A Carta ao Leitor desta edição de VEJA pergunta se o PMDB, o partido brasileiro com o maior número de filiados e dono da maior bancada no Congresso Nacional, entre outros indicadores de grandeza, encarna os grandes males da política ou apenas seus membros se aproveitam com mais eficiência das regras que facilitam a perpetuação da corrupção e do fisiologismo. A resposta não é tão simples. Se o PMDB desaparecesse por decreto da noite para o dia, a corrupção e o fisiologismo, irmãos siameses, continuariam a permear a atividade política no Brasil. Vale a pena ler a definição da Wikipédia:

"Fisiologismo é um tipo de relação de poder político em que as ações políticas e decisões são tomadas em troca de favores, favorecimentos e outros benefícios a interesses individuais. É um fenômeno que ocorre frequentemente em parlamentos, mas também no Poder Executivo, estreitamente associado à corrupção política. Os partidos políticos podem ser considerados fisiologistas quando apoiam qualquer governo independentemente da coerência entre as ideologias ou planos programáticos". Se alguém souber de algum partido político brasileiro que, mesmo não apoiando nenhum governo, não faça "troca de favores" em circunstância alguma, que escreva seu próprio verbete na Wikipédia. Ele pode ficar na letra "P", de pureza, ou "U", de utopia. Mas, se alguém conhecer algum partido que faça isso tudo com mais desenvoltura, constância, eficiência e na maior cara de pau, que escreva também seu verbete.

Foto: Orlando Brito e Beto Barata/AE

PASSADO NOBRE, PRESENTE POBRE - Ulysses Guimarães foi a encarnação do PMDB que liderou a oposição ao regime militar. Wellington Salgado não teria lugar no partido de Ulysses

O PMDB encarna o paroxismo do fisiologismo. Há um limite na política real que é aceitável: o partido utilizar sua força para eleger grandes bancadas, pressionar o governo e conseguir cargos públicos. Isso poderia até explicar a onipresença do PMDB no poder. Mas o partido vai além do aceitável. Afirma o cientista político Rubens Figueiredo: "O PMDB usa essa força para promover a corrupção, o compadrio e o nepotismo. Isso resvala na marginalidade. O MDB foi a encarnação do bem no combate à ditadura. Ganhou um P e virou a encarnação do mal na democracia". Apesar disso (pois seria cinicamente impensável escrever "por causa disso"), o partido é alvo de cobiça. Está no governo Lula assim como esteve em todos os governos nos últimos 24 anos. Se nenhuma turbulência ocorrer, já se prepara para participar do futuro governo a ser eleito em 2010. Por quê? Porque, pelas cinco características a ser expostas aqui, é quase impossível chegar ao Planalto sem o concurso do PMDB.

1) MALEABILIDADE – Herança dos tempos heroicos, quando se chamava MDB e serviu de Arca de Noé para todo o espectro de opositores da ditadura militar, o PMDB é um partido sem identidade ideológica, sem espinha dorsal programática, o que facilita as conversas na linha "hay gobierno, estoy dentro".

O partido serviu como abrigo e até esconderijo para todas as correntes políticas que faziam oposição aos militares. A convivência entre figuras tão distintas se consolidou com o tempo e fez do partido uma espécie de sigla ecumênica. "Nós nascemos com o único objetivo de retomar a democracia. Nunca tivemos unidade ideológica, programa econômico ou plano de desenvolvimento. Vencemos a ditadura e ficamos sem bandeira", admite Wellington Moreira Franco, ex-governador do Rio de Janeiro e atual vice-presidente da Caixa. O PMDB talvez seja o único partido do mundo que admite a dissidência em seu estatuto. O fato de ser uma agremiação sem ideologia, sem programa e sem projeto facilitou ao PMDB estar presente em todos os governos nos últimos 24 anos, sem nenhum conflito.

Foto: João Ramid

À PROCURA DE UM NORTE - Evento do PMDB na campanha presidencial de 1989: depois do fim da ditadura, o partido só se ocupou de si mesmo

2) ACEFALIA – O PMDB não tem um líder histórico ou um cacique incontrastável que dê rumo e aprove coligações. Sua estrutura é formada de células regionais e facções com ampla autonomia para tratar dos interesses mais imediatos de cada grupo.

O PMDB tem nove governadores, seis ministros e a maior bancada do Congresso. Mas não tem uma liderança, alguém capaz de falar em nome do partido. A falta de referencial facilita à sigla compor-se com quem quer que seja. "O PMDB é um partido com líderes inexpressivos. Alguém se lembra de algo relevante oriundo de Renan Calheiros ou de José Sarney?", questiona o historiador Marco Antonio Villa. Durante a ditadura, o partido teve ícones, como Tancredo Neves e Ulysses Guimarães. Hoje tem como farol figuras como Orestes Quércia e Jader Barbalho, que dirigem quadros rasteiros. Caso do senador Wellington Salgado, um especialista em defender colegas enrolados. Indagado sobre as últimas denúncias contra o senador José Sarney – gravado pela polícia articulando a nomeação do namorado de uma neta para o Senado –, Salgado vaticinou: "Ele fez o que todo senador faz".

3) ADAPTABILIDADE – Se o Brasil amanhecesse comunista, o PMDB acordaria o partido dos "comissários do povo". Nada abala a convicção dos peemedebistas de que cedo ou tarde o partido no governo e o presidente da República, sejam quais forem, vão precisar de seus préstimos. Daí, então, basta negociar o preço, fazer as mais tenebrosas transações parecerem "alta política" e pegar a chave do cofre apenas como mais uma "missão de servir ao país" confiada a algum correligionário.

O PMDB começou a fazer graduação em teoria fisiológica ainda na ditadura. Na ocasião, não havia eleições diretas para presidente, governador e prefeito de capital – e o partido passou a priorizar os grotões, onde até hoje a promessa de qualquer coisa, seja uma nota de 10 reais, seja um emprego, ainda vale um voto. Em 1985, depois que José Sarney assumiu a Presidência, o partido começou a aplicar em larga escala suas habilidades em temas heterodoxos, tudo disfarçado de ações supostamente em favor da governabilidade e da formação de maioria. Na era Sarney, a especialidade da bancada do PMDB era permutar votos por concessões de rádio e TV. No governo Collor, o partido não teve muito espaço e ajudou a derrubá-lo. Na era Fernando Henrique Cardoso, a chantagem virou o instrumento de pressão do partido. Sob Lula, a troca de apoio por cargos chegou ao extremo. Hoje, o partido comanda órgãos que movimentam um orçamento de 240 bilhões de reais. Quem já teve como função negociar com o PMDB sabe que quem não ceder perde: "O que muda é o tamanho da colher. Em um governo, o PMDB tem uma colher de sopa. Em outro, de sobremesa. Em outro, de chá. Mas ele sempre ganha seu bocado de poder", afirma o senador Arthur Virgílio, que foi líder de FHC no Congresso.

Foto: Dida Sampaio/AE

SEMPRE NO PODER -Lula e o presidente do PMDB, Michel Temer, um ex-serrista agora com o PT

4) ATRASO – Em todas as democracias representativas, o avanço se dá quando o nível de educação e de conforto material permite aos eleitores interessar-se por questões não diretamente ligadas à sua sobrevivência imediata. Ou seja, quando o eleitor toma decisões baseadas em conceitos antes abstratos, como "interesse nacional" ou "ética". Da mesma forma que a natureza abomina o vácuo, o PMDB não se interessa pelo eleitor que escapou do lumpesinato e não mais se entrega a qualquer partido que lhe ofereça uma recompensa material básica em troca de seu voto. Como uma imensa porção da população brasileira ainda depende desse tipo de recompensa, o PMDB tem um futuro risonho a curto e médio prazos.

O PMDB é um partido pragmático. Sabe como chegar ao eleitorado e o que precisa fazer para agradar-lhe. Autor do livro A Cabeça do Eleitor, o sociólogo Alberto Carlos Almeida compara o PMDB ao brasileiro médio. "O PMDB é o partido do centro, da ambiguidade, do meio-termo, da neutralidade, do interior do país, de escolaridade baixa, morador das regiões menos avançadas. É como a média do brasileiro", compara. E esse brasileiro médio não vota por ideologia ou por afinidade, mas em quem lhe traz um benefício concreto e imediato. Por exemplo, o deputado que indica o gestor da Fundação Nacional de Saúde (Funasa). Por meio do órgão chegarão remédios e obras à base do parlamentar, que terá uma população muito agradecida a ele na eleição seguinte. Por isso, órgãos como a Funasa, os Correios e o INSS são tão cobiçados pelo PMDB. Há ainda uma segunda vantagem. É comum um parlamentar brigar para indicar diretorias de obras de uma estatal. O alvo nesse caso são as empreiteiras contratadas, que se tornam potenciais doadoras de campanha. "A regra é o pagamento de comissões que vão de 5% a 10% para o partido", afirma um ex-ministro peemedebista. É por isso que a lista de cargos ocupados pelo PMDB é tão ampla. Vai de um ministério a um posto de polícia no interior.

5) RESILIÊNCIA – As subestruturas regionais e as facções do partido só atuam em conjunto, com grande eficiência, quando a sobrevivência material do grupo e sua maneira de servir-se do estado são ameaçadas por alguma reforma política modernizante e mais ampla ou por um presidente ousado e destemido que decide acabar com a festa do dinheiro público.

O PMDB é entrave a qualquer mudança necessária para a modernização. O caso mais emblemático é a reforma política. Não há razão em apoiar alterações na regra se as distorções estão na gênese do poder do partido. "As leis eleitorais não mudarão enquanto beneficiarem essa bancada que não disputa eleição mas se dá bem em qualquer governo", afirma o cientista político Gaudêncio Torquato. A reforma tributária também fica em segundo plano. Se puxar de um lado, prejudica o empresariado, que financia as campanhas do PMDB. Se puxar de outro, prejudica estados e municípios, nos quais o partido está entranhado na máquina. Ao negociar alianças prévias com o PT e o PSDB, os dois prováveis adversários nas eleições presidenciais do ano que vem, o PMDB está apenas cuidando do próprio futuro. Para o bem e para mal, também do nosso próprio futuro.


Foto: Andre Dusek/AE


Fotos: Orlando Brito/Obritonews-Claudio Versiani-Ed Ferreira/AE-Antonio Moreira/A Gazeta

PMDB NO GOVERNO FEDERAL


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OS ESPELHOS DA TRIBO


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*”A Digestão do Poder” é o título original do texto da Revista VEJA