30 de jun de 2009

Honduras: “thepassiranews” reconhece novo governo

Honduras: “thepassiranews” reconhece novo governo
Pensando bem, não houve golpe militar em Honduras, ocorreu a destituição de um presidente que estava agindo como um ditador, as vésperas de se declarar dono do poder supremo de Honduras, foi uma reação legal e legítima dos outros poderes da republica, que o pós para correr

Foto: Getty Images

Roberto Micheletti Bain, o novo e legítimo presidente de Honduras

Fontes: G1, Reuters, Midiacon, Yahoo Notícias

O novo presidente de Honduras, Roberto Micheletti, desafiava na terça-feira a crescente pressão internacional e as manifestações nas ruas do país para que restitua o presidente Manuel Zelaya no cargo, avisando que se o presidente retornar, na quinta-feira, como está anunciando, será preso.

Os tribunais "têm uma ordem de captura contra ele, em consequência dos "crimes" que cometeu por causa de seu "interesse em continuar no Governo ou pela atitude prepotente que ele tinha assumido nos últimos meses de Governo, desobedecendo aos preceitos constitucionais".

Foto: Getty Images

As Forças Especiais de Honduras, enfrenta os manifestantes a favor do golpista Zelaya

Depois de analisarmos a situação, diante do Direito Internacional, concluímos que não houve golpe militar em Honduras como estão querendo fazer parecer. As Forças Armadas obedecendo ao poder Judiciário prendeu e deportou um presidente que estaria passando por cima de todas as leis do país, para se reeleger presidente.

Não existe nenhum militar em cargos que não sejam das Forças Armadas, no governo, e até agora, nenhum também é candidato a presidente nas próximas eleições.

Seguindo bem o estilo do seu guru Hugo Chávez, Zelaya, tentou modificar a lei, para fazer um plebiscito, oba-oba para permitir a mudança constitucional.

Como não conseguiu legalmente, ia fazer a consulta popular na marra, desrespeitando o poder legislativo e o judiciário, que não autorizaram a consulta.

Fotos: Reuters, Getty Images, AP

O Presidente Manuel Zelaya, com um grupo de partidários invadiu o depósito da Força Aérea , onde o Supremo Tribunal ordenou que ficasse em deposito judicial, o material que seria utilizado no plebiscito, que não mais ocorreria. O presidente pessoal mandou remover todas as urnas, cédulas e material eleitoral, levou para a residência presidencial e distribuiu com a multidão, sem controles, para realizar o referendo de qualquer maneira. 25 de junho de 2009

Os outros poderes vendo que Zelaya preparava um golpe, o impediram.

Democracia não é só o poder executivo, o poder legislativo é eleito pelo povo, e o representa e o Poder Judiciário é guardião das normas jurídicas e da Constituição.

O que fazer quando o presidente não obedece as leis.

O general Romeo Vásquez, chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, negou-se a cumprir ordens do presidente Manuel Zelaya por considerá-las "ilegais" e por isso foi exonerado do cargo, s.

Nenhum militar deve obedecer ordens que constituam crime.

Foto: Getty Images

Centenas de hondurenhos participam de um manifestação pacífica, contra Manuel Zelaya, na Praça Morazan,no centro de Tegucigalpa, em 30 de junho de 2009.

O general Vásquez recorreu da exoneração a Suprema Corte do país, através de um advogado pessoal, mas a tese também foi abraçada pela Procuradoria Geral do Estado, e foram aceitos por unanimidade, ao considerar que as garantias constitucionais de Vásquez foram violadas.

“A intenção de colocar as Forças Armadas em um ato administrativo de natureza meramente político leva a claras ações que violentam a Carta Fundamental", disse a resolução da Corte hondurenha.

Depois disso, Zelaya com uma tropa invadiu e retirou de uma área onde a justiça mandará recolher, as urnas que seria usadas no plebiscito.

A esta altura do campeonato, o fazendeiro Manuel Zelaya estava no pleno exercício de uma ditadura, quando o mandatário tem o poder isolado e age sem dar satisfações a nenhum outro dos poderes da democracia.

O plebiscito que ele ia fazer com regras próprias e sem fiscalização de ninguém, dava poderes de mudar a constituição para que o presidente conseguisse ser reeleger. Isso há três meses das eleições. Seria atropelar toda a lógica jurídica, concedendo-lhe uma vantagem astronômica diante de qualquer outro pretenso candidato, até diante do triunfalismo de ter peitado os outros poderes e conseguido tudo à força.

Foto: Getty Images

Hugo Chávez junto com seu filhote Zelaya, de barbas de molho, temendo ser também mandado para fora da Venezuela, como já aconteceu uma vez.

Tudo bem ao jeito do seu líder Hugo Chávez, que mais esperto, faz as coisas com mais tempo e com um pouco de vaselina.

O novo presidente, Roberto Micheletti, denuncia que alguns países, que não mencionou, mas todo mundo sabe que é a Venezuela, estão apoiando atividades de vandalismo nas ruas de Tegucigalpa.

“Todo o mundo entende que há uma participação muito ativa de gente que não é do país, está tentando colaborar nos atos de vandalismo de alguns grupos", ressaltou.

Também denunciou que alguns ex-funcionários do anterior Executivo estão usando dinheiro público para pagar o transporte de algumas pessoas das zonas rurais para que cheguem à capital e participem de protestos.

Foto: Getty Images

Há forte reação popular contra a volta de Zelaya ao poder em Honduras

Micheletti disse também que hoje analisará com a Polícia e as Forças Armadas a necessidade de manter ou suspender o toque de recolher decretado no domingo, com a intenção de "evitar que, à noite, pudesse haver algumas atividades de parte destes grupos".

O novo governante especificou que as eleições acontecerão em 29 de novembro, que ele não se candidatará e entregará o poder ao ganhador em 27 de janeiro de 2010, como manda a Constituição hondurenha.

Zelaya, 56 anos, fazendeiro, era antes próximo à elite hondurenha que governava o país. Ele aliou-se ao bloco regional de Chávez e levou Honduras para a esquerda. A sua aliança com Chávez e os esforços para prorrogar o seu mandato não caíram bem junto aos militares e a elite conservadora, e até diante do povo, pois nas pesquisas, sua popularidade caiu para míseros 30%, pouco antes de ser posto para correr.


Outro Airbus cai no mar

Outro Airbus cai no mar
A Companhia aérea Yemenia Air estava corria riscos de entrar na lista negra da comunidade europeia, pela má manutenção das aeronaves

Foto: Sean Mowtt/Airliners.net

Foi este avião da companhia aérea iemenita Yemenia Air o Airbus 310-300, fotografado em 2002, na pista do Aeroporto Internacional Charles de Gaulle, em Paris, que caiu no mar, próximo ao arquipélago de Comores, no Oceano Índico.

Fontes: Portal Terra, Le Monde, Reuters

Um Airbus A310-300 do Iêmen com 153 pessoas a bordo, incluindo 66 franceses, caiu no mar quando se aproximava do arquipélago de Comores, no Oceano Índico, em meio ao mau tempo nas primeiras horas de terça-feira, disseram autoridades. Um sobrevivente foi resgatado vivo do mar, as informações são contraditória, uns afirmam ser uma criança de cinco anos, outro que é um adolescente de 14.

A autoridade aeroportuária de Paris disse que 66 franceses estavam a bordo do avião, que percorria o trecho final de um voo que levava passageiros de Paris e Marseille para Comores, via Iêmen. Um grande número de iemenitas também estava a bordo.

Dois aviões militares e um navio franceses deixaram as ilhas de Reunião e Mayotte, no oceano Índico, para ajudar nas buscas.

Este é o segundo Airbus a cair no mar no último mês, após o acidente com o Airbus A330-200 que voava do Rio de Janeiro a Paris quando se acidentou no oceano Atlântico com 228 pessoas a bordo em 31 de maio.

O trecho Paris-Marseille-Iêmen do voo da Yemenia foi percorrido em um Airbus A330. Em Sanaa, os passageiros que se destinavam a Comores trocaram de aeronave, embarcando no A310 que acabou caindo.

Foto: Getty Images

Parentes dos passageiros da Yemenia Air, que caiu no oceano, chegam ao aeroporto Marignane Marselha, sul da França, em busca de informações.

O ministro dos Transportes da França, Dominique Bossereau, disse que falhas haviam sido detectadas durante inspeções na França no A310 da Yemenia e que a aeronave não havia retornado ao país europeu desde então. Mesmo assim a companhia não estava na chamada “lista negra” das companhias aéreas que voam mesmo oferecendo riscos a seus passageiros.


Iraque em festa com retirada das tropas americanas

Iraque em festa com retirada das tropas americanas
Parece mentira, mas os americanos estão saindo de cena das ruas do Iraque a partir de hoje, ainda vão continuar até 2011, mais não executarão missões, ficarão aquartelados como uma tropa de reserva para garantir eventualmente a segurança do país.

Foto: AP

A festa dos iraquianos pela saída das tropas americanas das ruas de Bagdá e das cidades de todo o país

Fontes: Notícias Uol, The New York Times, BBC Brasil, The New York Times, Diário Digital

Os iraquianos celebram com grande festa em Bagdá a retirada das tropas americanas de suas cidades e povoados. Os festejos para celebrar o "Dia da Soberania Nacional" terá shows de poesia e grupos musicais. Embora em função dos atentados registrados nos últimos dias, a segurança esteja reforçada.

Uma multidão juntou-se no gigantesco Parque Zawra, em Bagdad, para assistir a uma mega-festa. Numa atmosfera descontraída, sujeitaram-se a ser revistados por três vezes, antes de acederem ao jardim onde vão escutar os mais célebres cantores e grupos musicais iranianos.

Foto: Getty Images

O general americano Daniel Bolger, Comandante das forças de ocupação em Bagdá, passa simbolicamente a chave da base da 1ª Divisão de Cavalaria, as mãos do general iraquiano Abud Qambar, a última das 86 posições ocupados por forças USA na capital

Os 131 mil americanos estão se retirando das cidades e vilas do Iraque hoje. A segurança do país passa as mãos dos iraquianos. Pelo pacto de segurança EUA-Iraque gradativamente esse efetivo será reduzido até se tornar zero até 2011.

Foto: AP

Comboio americano pronto para partir definitivamente esperam os iraquianos

Os americanos estarão em bases fora das cidades e só voltarão a entrar em áreas urbanas se as forças de segurança iraquianas pedirem ajuda. A retirada total poderá até ser antecipada para junho de 2010, dependendo do resultado de um referendo, que acontecerá no próximo mês de julho.

Com todos os problemas internos para resolver, os iraquianos tem motivo de sobra para comemorar. O país está ocupado por uma força estrangeira desde 2003. A invasão dos Estados Unidos transformou-se rapidamente em caos e guerra religiosa, antes que o exército e a polícia iraquianas, apoiados pelos EUA, retomassem o controlo sobre os rebeldes.

Foto: AP

Os números da violência chocam: mais de 100 mil civis iraquiano morreram por estarem em meio ao fogo cruzado dessa guerra, que visava vingar o ataque sofrido pelos Estados Unidos em 11 de setembro, derrubando o ditadura de Saddam Hussein, que já governava o Iraque por 24 anos, com mão de ferro, em meio a corrupção e sangue dos adversários.

Os Estados Unidos atacaram o Iraque, sob o pretexto de que o ditador era uma ameaça para o ocidente, que inclusive estava produzindo armas de destruição em massa e tinha ligações com o grupo terrorista Al Qaeda, que atacara os Estados Unidos, no episódio do World Trade Center.

Foto: AP

Os americanos imaginaram que chegariam ao Iraque como um exército de libertação, tirando o povo oprimido das mãos de um terrível ditador, com um poderio militar tão arrazador, que destimularia qualquer resistência. Não foi bem assim, esqueceram de combinar com os rebeldes iraquianos.

Logo se descobriu que os argumentos utilizados para a invasão não eram verdadeiros, não havia fábricas de armas de destruição em massa, nem nada que comprovasse ligações de Saddan com Osama Bin Ladden e Al Qaeda.

O ocidente e a mídia que apoiavam a guerra até então começaram a ver o grande erro americano – britânico e de tantas outras nações que apoiaram com tropas a invasão.

Foto: arquivos Mariner

O momento em que Saddan foi localizado e preso

Mesmo com a prisão, condenação e morte de Saddan Heussein a paz não aconteceu.

No primeiro momento, os americanos cometeram todo o tipo de barbarie, com torturas humilhantes nos presídios e ataques equivocados, a cerimonias de casamentos, onde por tradições tribais se disparavam tiros para o alto, além de ataques aéreos atingindo por engano mesquitas, hospitais e escolas.

Por outro lado, as desavenças e praticas religiosas locais, puseram os americanos em meio a um conflito inesperado. A minoria sunita, que dominou o Iraque durante o tempo da ditadura do sunita Saddam Hussein, começou a ser atacada, pelos muçulmanos xiitas, e revidavam com mesma virulência, transformando o país num rio de sangue.

Em 2006 o Iraque chegou à beira de uma guerra civil, com os americanos no meio, sem saber a quem atacar ou defender.

Foto: AP

Os extremistas Xiitas e Sunitas são se uniam no momento em atacar os americanos. Os americanos desde 2003 tiveram mais de 4.200 soldados mortos em combate no Iraque. Por isso para os americanos a saída do Iraque também é motivo de celebração.

Foto: AP

O ataque em 29 de abril em área xiita, na cidade de Sadr, dois carros bombas próximo a um restaurante, 17 mortos.

Mais nem tudo são flores, nesse momento, a saída americana quase foi adiada pela série de atentados que ocorreram no Iraque nesse mês, mais de 200 pessoas foram mortas e 500 feridas. Os dois ataques mais violentos aconteceram na província de Kirkuk (72 mortos), e no bairro xiita de Sadr City, Bagdá (62 mortos).

O primeiro-ministro iraquiano, Nuri al Maliki, se apressou em tranquilizar a população, afirmando que as forças de segurança do Iraque estão prontas para proteger o país e pedindo que qualquer ataque fosse imediatamente informado ao exército ou à polícia.

O primeiro-ministro destacou que "as forças de segurança precisam de mais informações para lidar com os efeitos sectários que alguns desejam provocar", numa referência às ondas de violência sectária que deixaram dezenas de milhares de mortos em 2006 e 2007.

Foto: Reuters

O solado iraquiano festejando a saída dos americanos, vestido com o uniforme, totalmente inspirado nos marines USA

Soldados e veículos blindados continuarão patrulhando as ruas do Iraque como nos últimos seis anos - mas, a partir de agora, as equipes de segurança serão formadas exclusivamente por efetivos iraquianos.

Apenas um pequeno número de forças de treinamento e suporte americanas permanecerão nas áreas urbanas. A grande maioria das tropas, no entanto, será transferida para bases militares fora das cidades.

Os líderes iraquianos expressaram confiança em sua preparação para garantir a segurança dos cerca de 30 milhões de habitantes do país, mas advertiram sobre a existência de grandes obstáculos - como a possibilidade de que insurgentes e milícias aumentem ainda mais a frequência e a violência de seus ataques.

Foto: Reuters

Os iraquianos orgulhosamente recebem seu país de volta

Nuri al Maliki, por sua vez, estimou que os sangrentos atentados da última semana foram uma tentativa da rede terrorista Al Qaeda de minar a confiança da população nas forças nacionais de segurança e reacender as divisões entre os diferentes grupos religiosos do Iraque.

A violência diminuiu significativamente desde os confrontos de 2006 e 2007. Em maio deste ano, o país registrou o menor número de mortes violentas desde o início da invasão americana, que derrubou o regime de Saddam Hussein.

Foto: AP

Um tanque do exercito iraquiano patrulha o centro de Bagdá

Além de transferir para as forças iraquianas suas bases urbanas, o exército americano prometeu também a doação de 8.500 veículos militares Humvee - 5.000 já foram entregues, segundo o general Ray Odierno, máxima autoridade militar dos EUA no Iraque.

Além disso, libertarão ou deixarão sob custódia iraquiana os cerca de 11.000 prisioneiros mantidos em penitenciárias americanas. De acordo com o cronograma de retirada aprovados pelos EUA, a última delas deverá ser fechada em agosto de 2010.

Foto: Getty Images

O presidente Obama começa a cumprir um importante item das suas promessas de campanha, de retirar os americanos da guerra do Iraque, apesar de o acordo que retira as tropas das cidades, ter sido assinado pelo seu antecessor George Bush em novembro do ano passado.


Amor solitário

Amor solitário
Essa é uma das foto símbolo da guerra, não foi feita no Iraque, mas nos Estados Unidos, onde a guerra deixou também marcas eternas e irreparáveis

Foto: John Moore/Getty Images

Esta foto apareceu na primeira página do The New York Times no Memorial Day – dia que os americanos dedicam a lembrar os entes queridos que morreram em combate. Foi tirada na secção 60, área ocupada pelos túmulos dos que tombaram no Iraque e no Afeganistão, do “Arlington National Cemetery “, 27 de Maio de 2008.

A jovem da foto chama-se Mary MacHugh e encontrava-se junto à campa do noivo, o sargento James J. Regan, 26 anos, morto a 9 de Fevereiro quando uma mina detonou perto do carro-patrulha, onde ele se encontrava, numa estrada no norte do Iraque.

A foto correu mundo: capta muito bem a dor da perda, a destruição dos sonhos e dos planos de uma jovem pela infame estupidez da guerra. A forma como ela se encontra sozinha no cemitério, rodeada de dezenas de tumbas de mármore, lembra-nos a solidão que todos os seres vivos devem sentir perante a morte.

John Moore, o fotógrafo, esteve durante mais de cinco anos em zonas de combate, tanto no Iraque como no Afeganistão.


29 de jun de 2009

Marinha homenageia vítimas do vôo AF 447

Marinha homenageia vítimas do vôo AF 447
Cerimônia aconteceu nesta segunda-feira (29), a 14 quilômetros da costa, uma frotilha liderada pela Fragata Bosísio, mais cinco navios e quatro helicópteros da Marinha, reverenciaram as pessoas que morreram no acidente

Foto: Getty Images

Fontes: Último Segundo, pe360graus, Jornal do Brasil Online

A Fragata Bosísio, um dos navios da Marinha do Brasil que ajudou nas buscas por corpos e destroços do voo 447 da Air France, prestou uma homenagem às 228 vítimas do acidente com o Airbus.. A homenagem aconteceu a 14 quilômetros da costa. Foram hasteadas as bandeiras do Brasil e da França e o hino brasileiro foi executado, seguido de uma salva de tiros.

O capelão da Marinha fez uma oração em memória das vítimas. Em seguida, os comandantes da Marinha e da Aeronáutica na região e o cônsul-geral da França no Nordeste lançaram coroas de flores no mar.

Fotos: AP

Durante a cerimônia que durou meia hora, ainda foram jogadas pétalas de rosas do alto de um dos helicópteros.

Estiveram presentes ao ato oficiais da Marinha e da FAB, que participaram do resgaste, além de representantes do Escritório de Análise e Investigação (BEA, em francês) da França - responsável pela investigação do acidente.

Embora a Marinha tenha convidado familiares das vítimas para assistir à cerimônia, nenhuma viajou até a capital pernambucana para participar do ato.

O trabalho da Marinha e da Aeronáutica foi encerrado na última sexta-feira (26). As buscas em alto mar duraram 26 dias Ao todo, mais de 600 partes e componentes estruturais do avião, além de bagagens, foram recolhidos. Ficaram atuando na área apenas as embarcações dedicadas a encontrar os sinais das caixas-pretas do jato, missão coordenada pela França.

Foto: Getty Image

Ao raiar do dia, na cabine de um Hércules C-130 da Força Aérea Brasileira, da equipe de buscas

Os números dão a dimensão do tamanho e da complexidade da operação. Foram 35 mil milhas navegadas pelos barcos brasileiros, quase oito vezes a extensão da costa. Na FAB, os números igualmente são impressionantes: 1.500 horas de voo, buscas visuais numa área de 350 mil quilômetros quadrados, mais que o triplo do Estado de Pernambuco. O avião R-99, por sua vez, de busca eletrônica, voou sobre quase dois milhões de quilômetros quadrados. Participaram diretamente 1.344 militares da Marinha e 268 da FAB. Ao todo, o efetivo reuniu mais de 1.600 profissionais.

Foto: Getty Images

Os despojos que sexta-feira a Secretaria de Defesa Social de Pernambuco confirmou serem da 51ª vítima haviam sido retirados do mar no dia 17. Foram 51 corpos resgatados. Os peritos identificaram 14 pessoas. Dez são brasileiras, sendo cinco homens e cinco mulheres. Entre os quatro estrangeiros, há três homens e uma mulher. Um dos identificados é o do comandante do avião, Marc Dubois, de 58 anos.


Condenado há 150 anos o trambiqueiro USA, Madoff

Condenado há 150 anos o trambiqueiro USA, Madoff
O financista e golpista norte-americano Bernard Madoff foi condenado nesta segunda-feira a 150 anos de prisão, por ser culpado de uma série de fraudes financeiras por meio de um esquema de pirâmide que atingiu investidores em todo o mundo.

Foto: AP

Como não se pode fotografar dentro dos tribunais americanos desenhistas são colocados para produzir imagens como essa do julgamento de Madoff

Fontes: Último Segundo, ”thepassiranews”

Esta era a sentença máxima possível para seu crime, e foi definida pelo juiz federal Denny Chin. Madoff alegava ter até US$ 65 bilhões nas contas de sua empresa ao final de novembro, mas os promotores dizem que as contas na realidade possuem apenas uma pequena parte desse montante.

Madoff tem 71 anos e, em março, se declarou culpado pelo esquema. Entre as 11 acusações criminais pelas quais foi acusado estão inclusas fraude em negociações de valores mobiliários e lavagem de dinheiro. Seu esquema durou décadas e é considerado uma das maiores fraudes financeiras da história.

O financista durante o julgamento, pediu perdão a suas inúmeras vítimas, algumas delas presentes a audiência que o condenou.

Ao se declarar culpado, em março, Madoff disse que nunca investia os recursos de seus clientes conforme o prometido. Ao invés disso, ele pagava os investidores que buscavam resgates numa conta mantida no Chase Manhattan Bank em Nova York.

Foto:Reuters

Madoff apresentou-se no tribunal de nova Iorque no dia 12 de março e já ficou preso, aguardando a sentença, que saiu agora

Ele alegou que se sentia pressionado a atender às expectativas dos clientes de que os investimentos teriam rendimento acima da média do mercado e disse acreditar que a pirâmide financeira duraria pouco tempo. O esquema foi administrado por meio da Bernard L. Madoff Investment Securities, prometia retornos seguros e tinha um ar de exclusividade, porque não aceitava a entrada de todos os novos investidores interessados em fazer parte do esquema. A fraude prejudicou uma série de investidores, entre pessoas físicas e fundos de proteção (hedge) e de caridade. Quando o esquema veio à tona, em dezembro, alguns investidores viram seu patrimônio diluir-se da noite para o dia.

O grupo de administradores apontados pelo tribunal para a empresa de Madoff identificou cerca de 1.341 portadores de contas que sofreram perdas estimadas de US$ 13,2 bilhões. Os administradores já recuperaram mais de US$ 1,2 bilhão para os investidores.

O sistema funcionou até o dia em que as demandas de retirada do dinheiro dispararam com a crise de 2008.

Foto: Reuters

A platéia de vítimas, que consegui por sorteio assistir o julgamento, irrompeu em aplausos quando ouviu a sentença condenatória de 150 anos


O caso ficou público no dia 11 de dezembro, quando as autoridades anunciaram, em comunicado lacônico, a detenção de um famoso corretor, diretor-presidente da empresa "Bernard Madoff Investment Securities" (BMIS).

Após o aspecto penal, outras instâncias, civis, aguardam Madoff. A audiência não permitirá determinar as quantias a serem devolvidas, porque a justiça se diz incapaz de avaliá-las, até o momento. Os promotores solicitaram um prazo de três meses, ao término dos quais a Corte ordenará a restituição do dinheiro ou decidirá se isso é impossível.<

Foto: AP

Uma das vítima de Madoff, Richard Friedman fala a jornalistas diante da Corte Federal de Manhattan, para onde acorrem centenas de vítimas e órgãos de imprensa.

Quando checamos o texto com o corretor ortográfico, o programa quis substituir Madoff por Maluf, por uma estranha coincidência. O trambiqueiro americano não teve a sorte de ser julgado por um tribunal brasileiro. Entre nós, estaria solto e poderoso, como o Sr Paulo Salim Maluff, funcionando até como aliado do governo.

Descoberta a fraude em 11 de dezembro, Madoff foi encarcerado em março e menos de sete meses depois, tem a sua sentença criminal condenatória prolatada. Como já tem 71 anos, vai sair da prisão com 221 anos.


Militares expulsaram Presidente de Honduras

Militares expulsaram Presidente de Honduras
Autorizados pela Suprema Corte hondurenha os militares tiraram o presidente José Manuel Zelaya de casa e o deixaram na Costa Rica, enquanto o presidente do Congresso assumiu o poder 

Foto: Getty Images

Forças Militares inclusive com carro blindado cercaram a casa presidencial em Tegucigalpa, de onde detiveram o presidente Zelaya e depois o levaram para fora do país

Fontes: The New York Times, BBC Brasil, La Prensa, El Heraldo, Clicrbs,

O presidente de Honduras, José Manuel Zelaya Rosales, 57 anos, foi detido, pelo Exército, na residência presidencial, neste domingo, antes da realização de um polêmico referendo para permitira sua reeleição. O plebiscito que o presidente insistia em realizar havia sido desautorizado pelo Congresso e pela Suprema Corte do país.

Zelaya foi levado a uma base aérea próxima à residência presidencial e expulso para a Costa Rica. O próprio presidente da Suprema Corte assumiu que foi sob sua ordem que o exercito realizou essa inusitada operação.

Um show político típico de uma republiqueta latino americana, coisa que não acontecia por aqui há pelo menos 16 anos.

Deram um golpe no presidente Zelaya, no dia em que ser realizaria o plebiscito tecnicamente ilegal, patrocinado por ele, que permitiria a sua reeleição, acompanhando a febre dos outros presidentes latinos, que mudam a Constituição para se reeleger.

No sábado, Zelaya, ao estilo Chávez, havia ignorado uma decisão da Suprema Corte para devolver o cargo ao chefe do Exército, general Romeo Vasquez, que foi demitido após se negar a ajudar na preparação do referendo, dizendo que não ia contribuir para a desobediência a determinação da Corte Máxima do país.

Zelaya pensava diferente:

“Nós não vamos obedecer a Suprema Corte", disse o presidente a uma multidão de simpatizantes em frente à sede do governo.

“A corte, que apenas faz justiça aos poderosos, ricos e banqueiros, só causa problemas para a democracia.”

Em entrevista à TV venezuelana já em território costarriquenho, para onde foi levado à força, Zelaya, (foto) usando ainda o pijama que vestia quando foi arrancado da residência presidencial, disse que não quer se exilar e que foi forçado a deixar seu país”.

Foto: Getty Images

O presidente do Congresso Roberto Micheltti, assume a presidência de Honduras, jurando com a mão sobre a Constituição que acaba de desrespeitar

Em Tegucigalpa, o pleno do Congresso Nacional hondurenho, destituiu Manuel Zelaya do cargo de Presidente da República, sob alegação dele ter desrespeitado os outros poderes constituídos e nomeou como seu substituto o presidente do Congresso, Roberto Micheltti, pelo tempo que resta para terminar o presente período de governo.

Foto: Reuters

Presidente Zelaya veio a Nicarágua, num avião da Força Aérea Venezuelana, para integrar-se a reunião de emergência da ALBA,que vai tratar do assunto, onde foi recebido efusivamente pelo presidente Hugo Chávez

Todos os países latinos, inclusive o Brasil protestaram contra o golpe de Honduras. Lula diz que não reconhecerá o novo governo.

Os chefes de Estado da Venezuela, Equador, Nicarágua, Honduras e o chanceler cubano defenderam na noite deste domingo, em uma reunião extraordinária dos países da Alternativa Bolivariana para as Américas (Alba), os direitos do povo hondurenho e do presidente constitucional do país, Manuel Zelaya.

Hugo Chávez amigo de Zelaya ameaçou inclusive intervir militarmente para repor o presidente no cargo.

A ameaça de Chávez não pode ser levada a serio, pois em Honduras há uma base americana, com o dobro da força área de Chávez e um porta-aviões por perto.

Os órgão internacionais, como a OEA, o presidente americano Barack Obama e a união européia, pressionam para que os golpistas deixem o presidente expulso voltar para assumir sua cadeira, restaurando-se a normalidade democrática.

Foto: Gustavo Amador/EFE

Aliados a Zalaya protestam nas ruas de Tegucigalpa, as forças militares não reprimiram as manifestações.


28 de jun de 2009

MST de José Rainha invade 15 fazendas no Pontal-SP

MST de José Rainha invade 15 fazendas no Pontal-SP

Charge IQUE – Jornal do Brasil (RJ)

Fontes: Yahoo-notícias, Estadão, MSN - notícias

A guerrilha dos Sem Terra inventou uma dissidencia interna, para agir , cada vez mais com liberdade e violência. E foi o MST do B, de José Rainha Júnior, que invadiu 15 fazendas entre a noite de ontem e a manhã de hoje no Pontal do Paranapanema e região da Alta Paulista, no oeste do Estado de São Paulo, para incomodar o candidato a presidencia da republica e governador do estado,José Serra.

José Rainha e seus invasores já declararam apoio formal a candidatura da candidata Dilma Rousseff e esse tipo de ação faz parte do apoio marginal, que a candidata terá da guerrilha.

A ação, denominada "inverno quente", foi um protesto contra o governo estadual pela "paralisia" da reforma agrária na região, segundo Rainha. Foram mobilizados 1.500 militantes nas ações realizadas em nove municípios.

"Durante o ''inverno quente'' do ano passado, executamos ocupações pacíficas de terras para despertar o governo de José Serra do seu marasmo, mas nada foi feito em favor dos milhares de trabalhadores acampados", disse Rainha.

Foram invadidas as fazendas Beira Rio, em Teodoro Sampaio; Santa Isabel II, em Mirante do Paranapanema; Guarani e São Luis, em Presidente Bernardes; São Pedro, Santo Antonio e Alvorada, em Presidente Epitácio; Campina, em Caiuá; Tânia, em Martinópolis; Santa Maria, em Rancharia; Nossa Senhora de Lourdes, em Junqueirópolis; e Santo Antonio, Vista Alegre, Cobra e Maria Elisa, em Dracena.

José Rainha no seu tom de denuncia, disse que “As ocupações são pacíficas" e que a fazenda de Rancharia, foi considerada improdutiva há dez anos, mas não foi destinada à reforma agrária porque um deputado estadual do PMDB se apossou da área.

O sonho dessa gente é que a Polícia de José Serra solitcita a intervir, erre na mão, sofra alguma provocação e cometa erros, com mortes de invasores, para ser usado eleitoralmente. Seu José Rainha está usando os seus comandados como bucha de canhão para obter prestígio eleitoral.


Brasil de virada vence Copa das Confederações

Brasil de virada vence Copa das Confederações
3x2 sobre os Estados Unidos, que fizeram dois gols no primeiro tempo, o Brasil só marcou no segundo tempo, Luis Fabiano, duas vezes, 1 minuto e aos 29, e Lúcio, aos 39 minutos

Juca Kfouri no seu Blog, comentou assim a partida:

O primeiro tempo de Brasil e Estados Unidos em Johanesburgo, na final da Copa das Confederações, foi um pesadelo.

Que começou em ritmo morno, de estudos, até que, aos 10 minutos, André Santos não apertou o cruzamento ianque, Lúcio não encurtou o espaço de Dempsey e ele fez 1 a 0, para surpresa brasileira.

As coisas não funcionavam.

Ramires não era Ramires, Robinho era Robinho, muita posse de bola e pouca eficácia, Kaká era uma caricatura dele mesmo e, para piorar, nas poucas vezes em que a Seleção Brasileira chegava , como numa com André Santos, o goleiro Howard se transformava numa barreira.

Foi então que, aos 27, num contra-ataque perfeito, Donovan, recebeu na área, deu um corte perfeito em Ramires, e fez 2 a 0.

Difícil dizer quem se beliscava mais.

Se os americanos, por estarem na frente com toda essa vantagem, se os brasileiros, pelo tamanho da desvantagem.

Quando o segundo tempo começou, sem modificações nos dois times, aos 39 segundos, Maicon deu para Luis Fabiano girar na área e diminuir, como se para fazer o time acordar do pesadelo.

Um novo jogo iria começar, de 45, um pouco mais, minutos.

O conjunto norte-americano conseguia jogar de igual para igual com o time brasileiro em noite pouco inspirada individualmente, o que sempre faz diferença.

Por duas vezes, os ianques exigiram que Júlio César se virasse.

E quando a bola ia no gol de Tio Sam, Howard se dava bem, como numa cabeçada de Lúcio.

Foto: Getty Images

Aos 14, Kaká cabeceou para dentro do gol, Howard defendeu lá dentro e mandou a bola no travessão, mas o bandeirinha não deu o empate.

Uma lástima para realçar a burrice da Fifa em não aceitar auxílio tecnológico.

O jogo já estava por apenas 30 minutos.

Os EUA que interromperam uma séria invicta de 35 jogos da Espanha e de 15 vitórias seguidas, estavam impedindo a oitava vitória consecutiva do time brasileiro, graças, também, ao bandeirinha.

Aos 21, Dunga pôs Daniel Alves no lugar de André Santos e Elano no de Ramires.

Aos 25 Luis Fabiano perdeu um gol imperdível, na saída de Howard.

O empate seria justo.

Foto: Reuters

E aconteceu, chorado, sofrido, depois que Kaká foi à linha de fundo, Robinho mandou no travessão e Luis Fabiano pegou o rebote de cabeça, aos 74. 

Era para estar 3 a 2 para o Brasil, mas, paciência, embora dê raiva.

Foto: Reuters

Mas, aos 39, Elano bateu escanteio na cabeça de Lúcio que fez o merecido 3 a 2.

Afinal, respeito é bom e a gente gosta.

Deu até para ouvir alguns rojões em São Paulo, poucos, é verdade, mas sinceros, é possível imaginar.

O Brasil é o primeiro tricampeão da Copa das Confederações e, não tenha dúvida, com Dunga não se investirá na condição de favorito como aconteceu em 2005, na Alemanha.

O que permite sonhar com o hexacampeonato.

Sem, ou com, novos pesadelos, porque o futebol anda assim mesmo.


Lula não quer nem ouvir falar em tirar Sarney

Lula não quer nem ouvir falar em tirar Sarney
Nada que o presidente do Senado tenha feito, ou venha a fazer, convencerá o presidente da república a encampar a campanha de removê-lo da cadeira presidêncial do Congresso, não é amor incondicional a Sarney, é medo do vice-presidente Marcondes Perillo

Charge: HUMBERTO – Jornal do Comércio (PE)

Todas as vezes que o presidente Lula defendeu figuras indefensáveis de aliados, em dificuldades morais, estava defendendo a própria pele. O bandido em desgraça, diante do apoio presidencial, é estimulado a ficar calado, sentindo que é melhor poupar o chefe, que pode ajudá-lo, que o envolver na falcatrua.

Tem sido sempre assim: no episódio do Ministro Chefe da Casa Civil, José Dirceu, do Ministro da Fazenda Antonio Palocci, do Ministro das Minas e Energia, Silas Rondeau, do Diretor da ABIN, Paulo Lacerda, e até do senador Renan Calheiros que terceirizou o pagamento da pensão alimentícia.

Não é diferente agora ao defender Sarney, um adversário do passado, aliado do presente, que se instalou na cadeira de presidente do senado, sem o seu apoio direto, mas se prestando como aliado.

Acontece que durante a campanha, o senador Renan Calheiros, precisava por vingança e demonstração de poder, derrotar o candidato do planalto, o senador Tião Vianna e ser o maior credor da vitória de Sarney.

Mas como tudo tem o seu preço, para conseguir essa vitória, Sarney & Renan, tiveram que buscar apoio do outro lado do oceano. Foram assim apoiados pelos oposicionistas Democratas e de dissidentes tucanos, como o senado, Marconi Perillo (PSDB/GO), que acabou vice-presidente da chapa vitoriosa.

Resumindo a questão, Lula vai defender Sarney até as últimas conseqüências, pois não quer nem ouvir falar, no senador Marcondes Perillo, do PSDB, presidindo o senado, nesse ano pré-eleitoral, e no próximo ano, das eleições, podendo assumir inclusive a presidência da Republica, todas as vezes que ele viajasse ao exterior.

O vice-presidente com a saúde fragilizada, em breve vai ter que se afastar do cargo, o presidente da Câmara, sucessor seguinte do presidente, o Deputado Michel Temer, não pode assumir a presidência, pois ficaria impedido de se candidatar a reeleição de Deputado Federal.

Senador Perillo não é um oposicionista comum, Lula o marcou como inimigo imperdoável. Quando a tese de que “nada sabia”, era a única coisa que sustentava Lula longe do escândalo, no auge da crise do mensalão, Perillo, então governador de Goiás, declarou ter avisado ao presidente, um ano antes, diante de testemunhas, que estava havendo pagamentos, de “mesada” a deputados da base aliada, para aprovar os projetos do governo.

Repetiu essa versão por escrito a CPI que apurava os fatos, e em depoimento a Polícia Federal.

No momento Perillo representa mais que um ódio antigo, representa o perigo de a oposição crescer, tomando conta de uma das Casas do Parlamento.

No cargo o tucano pode mandar instalar CPIs, à vontade, por em votação vetos presidenciais, barrar Medidas Provisórias, etc. e tal.

Mais perigoso ainda é que o Perillo pode mandar apurar de verdade os atos secretos e as nomeações de parentes no Senado e pode ser convencido a deixar tudo para lá, por Renan Calheiros, que em troca ofereceria apoio aos outros atos dos tucanos, o que poderia alinhá-lo inclusive com a candidatura de José Serra.

Lembrar que tentando atrair esse lado obscuro do PMDB liderado por Renan-Sarney, mesmo indo de encontro ao seu partido, José Serra externou o seu apoio a candidatura Sarney a presidência do Senado.

Portanto para Lula pouco importa quantos tenham sido os atos secretos, quanto tenham sido os parentes e apaniguados que Sarney tenha posto no Senado, quanto dinheiro tenha sido abocanhado pela quadrilha que assaltou os cofres senatoriais.

Pouco importa mesmo, que a dupla Renan-Sarney tenha transformado a casa mais importante do Parlamento, num obscuro e corrupto feudo.

Para o presidente Luis Inácio Lula da Silva, o presidente do Senador José Sarney é inocente e ninguém jamais provará nada em contrário, afinal, não existem virtudes em opositores, nem defeitos em aliados.


As heroínas do Irã

As heroínas do Irã
O texto de Thomaz Favaro, para a Veja desta semana, ressalta a importância e o destaque da mulher iraniana nos protestos no país, contra os resultados das eleições, mas fica claro que essa é a continuação de outras lutas por causas maiores

Foto: Reuters

SíMBOLOS: Ao lado da foto de Neda, a chefe do Conselho Nacional da Resistência do Irã, Maryam Rajavi, exilda na França, outro símbolo da luta feminina no Irã

Thomaz Favaro*
Fonte: Revista Veja**

Oficialmente já morreram nos protestos do Irã, mais de 20 pessoas, mais de todas as vítimas, o rosto de Neda Agha Soltan, que levou um tiro no peito, durante protestos em Teerã, virou a marca, o logotipo, o símbolo da resistência, contra Ahmadinejad, e a fraude que ele representa.

"A morte de Neda foi registrada em vídeo por celular e colocadas na internet, circularam o globo, expondo o horror nas ruas de Teerã.

"Qualquer um que tenha assistido a esse vídeo percebe que há algo fundamentalmente injusto ali", disse o presidente americano, Barack Obama.

Para evitar que o funeral se tornasse o epicentro de uma rebelião, o governo iraniano providenciou o enterro de Neda às pressas e proibiu sua família de falar com a imprensa. Foi em vão.

Foto: AP

A SEPULTURA: Na lápide do cemitério de Teerã se lê em farsi Neda Agha Soltan

Até a escolha de uma heroína neste instante, representa um avanço, pois seria impensável até pouco tempo, por ser uma rebeldia intolerável, fosse homenageada uma mulher que estivesse participando, nas ruas, de um movimento proibido pelo aiatolá Ali Khamenei.

“Com seus óculos escuros e véus, megafones e cartazes, elas representam o desejo de mudança no Irã. Desde a revolução islâmica de 1979, que derrubou o xá Reza Pahlevi e instaurou a teocracia islâmica, as mulheres tornaram-se cidadãs de segunda classe.”

”A imposição do xador, a vestimenta disforme que esconde os contornos do corpo feminino, foi a marca dos primeiros tempos. Um traço de maquiagem ou uma mecha de cabelo para fora do véu era o suficiente para despertar a fúria da polícia religiosa.”

”A situação hoje é ligeiramente menos sufocante, mas as melhorias vieram a conta-gotas. As mulheres podem se dar ao luxo de usar véus coloridos e batom – mas as leis discriminatórias continuam as mesmas.”

”Uma mulher vale, literalmente, a metade de um homem, diz a reportagem da Veja, em depoimentos no tribunal e em casos de indenização. Na divisão da herança, uma filha pode levar apenas metade da quantia recebida por seus irmãos. Uma menina pode ser forçada a se casar a partir dos 13 anos, e seu marido pode proibi-la de trabalhar fora de casa ou estudar quando quiser.”

Foto: Getty Images

MULHERES DE XADOR: Nem todas as mulheres estão livres da vestimenta tradicional embora o futuro já apareça mais cor de rosa

”Para viajar ao exterior, é necessária uma permissão por escrito do marido. Caso se divorciem, ele ganha a custódia dos filhos com mais de 7 anos. Elas são proibidas de ser magistradas e não ocupam o posto de ministra há três décadas. Neste ano puderam pela primeira vez se candidatar à Presidência – mas não conseguiram nada, pois o Conselho dos Guardiães vetou todas as 42 candidatas.”

Foto: Getty Images

ADVERSÁRIAS: Na luta pelas liberdades as mulheres iranianas, têem que lutar também, com outras mulheres, as que estão do outro lado, defendendo, com paixão, a permanência de Ahmadinejad, o respeito absoluto ao aiatolá Khamenei e de todas a tradições do islã

“As restrições medievais tornaram-se ainda mais ultrajantes à medida que as iranianas passaram a frequentar as universidades e ingressar no mercado de trabalho. Há três décadas, apenas 13% da força de trabalho era feminina. Agora são 27%. Não foi obra do Twitter, nem do MSN. O que se viu nas ruas de Teerã foi o resultado de anos de esforços femininos em busca de espaço – e só agora tudo o que foi construído em silêncio pode fazer sua estrondosa estreia à luz do dia.”

”Os principais movimentos brotam nas faculdades, onde 65% dos estudantes são mulheres. No ano passado, elas conseguiram barrar uma lei que facilitaria a adoção de múltiplas esposas por parte dos homens. Desde 2006, circula uma petição pelo fim das leis que discriminam as mulheres.”

Foto: Getty Images

“Uma das ativistas mais influentes é Zahra Rahnavard, (foto) de 64 anos, casada com Mir Hossein Mousavi, o candidato presidencial cuja derrota foi o estopim da revolta. Cientista política renomada e ex-reitora de uma universidade, Zahra enfureceu os conservadores ao fazer campanha ao lado do marido. Os iranianos nunca viram a mulher do presidente Ahmadinejad.”

Foto: Getty Images

Foto de uma recente partida amistosa entre a seleção feminina de futebol iranianal (de vermelho) e o Clube Malavan Anzali futebol em Teerã. Uniformes inspirados no xador.

“A luta das iranianas é tremenda por se tratar de um aberto desafio ao coração da ideologia que sustenta a República Islâmica – o conceito de que os aiatolás agem por inspiração divina. A legitimidade da opressão das mulheres é dada pelo que eles interpretam como a vontade de Alá expressa no Corão.”

Foto: Getty Images

”Desafiar a opressão feminina no Irã é perigoso, pois soa como blasfêmia aos ouvidos mais fanáticos. Por isso mesmo, as mulheres são hoje o principal desafio colocado diante dos turbantes xiitas. Para sorte dos iranianos, não existe, mesmo entre os muçulmanos mais pios, uma visão única de como deve ser um estado islâmico. Muitos acreditam que, com doses de pragmatismo e humanismo, é perfeitamente possível conciliar a fé no Corão com a liberdade feminina."

Te uma forma ou de outra, as batalhas das mulheres iranianas as transformam em simbolos de resistência e heroinas da liberdade.


*O título original deste texto na Veja é: “Mirem-se naquelas mulheres de Teerã”;
**Suprimimos e acrescentamos fotos, reduzimos parte do texto e acrescentamos comentários. A parte texto original quando transcrito na íntegra está aspeada

27 de jun de 2009

Desabamento em Xangai - China

Desabamento em Xangai - China

Foto: Reuters

Fontes: Xinhua News Agency

Um edifício de 13 andares, ainda não habitado, desabou inteiro, nesta manhã de sábado no bairro de Minxing, em Xangai, China. Um operário morreu.

O impressionante é que a construção desabou compacta, demonstrando que havia solidez na parte externa da obra, embora não se pudesse dizer o mesmo das fundações, que não agüentaram o peso e partiram-se, como se fosse um brinquedo de armar.

As causas do acidente estão sob investigação