30 de abr de 2009

Ex-Deputados continuam voando as custas do Congresso

Ex-Deputados continuam voando as custas do Congresso
SEm querer largar o osso, os ex-deputados ficaram pendurados nas mordominha das passagens aéreas, quatro são pernambucanos

ANGELI - Folha de São Paulo (SP)

Fontes: Ultimo Segundo

Mesmo após o fim de seus mandatos, pelo menos 117 ex-deputados tiveram passagens aéreas pagas pela Câmara no período de fevereiro a dezembro de 2007. Desses, 28 usaram a cota mais de 20 vezes, para emitir um total de 896 bilhetes com destinos nacionais. A lista é encabeçada por Almeida de Jesus (PR-CE), com 81 voos, Hamilton Casara (PSDB-RO), com 57 passagens, e Miguel de Souza (PR-RO), com 56.


Roberto João Pereira Freire,
ex-comunista, suplente de senador, de Jarbas Vasconcelos, deu como desculpa que essa era uma ”prática generalizada” na câmara.

Ingênuo e influenciável o deputado não achou que era errado voar 23 vezes com a verba da Câmara, utilizando-se de passagens aéreas destinadas excluisavemente a deputados em  a serviço do parlamento. Bobinho!

A relação dos 28 que mais usaram o benefício, mesmo sem mandato, inclui o presidente nacional do PPS, Roberto Freire (PE), o ex-ministro dos Esportes Agnelo Queiroz (PT-DF), o atual vice-governador de Mato Grosso do Sul, Murilo Zauith (DEM), e o ex-deputado Luiz Eduardo Greenhalgh (PT-SP).

Quatro ex-parlamentares não viajaram com as cotas, mas transferiram todas as passagens para familiares e terceiros: José Divino (sem partido-RJ), Remi Trinta (PR-MA), Jorge Gomes (PSB-PE) e Reinaldo Gripp (PP-RJ).

Luiz Eduardo Greenhalgh (PT-SP),
o advogado do PT que não deixou investigar a morte de Celso Daniel, amigo de Gilberto Carvalho e advogado do banqueiro Daniel Dantas, usou 25 passagens.

Será que Greenhalgh, acreditava mesmo ser correto usar as passagens do Congresso, para resolver coisas do seu cliente, Daniel Dantas? Tolinho!

Entre os que mais usaram o benefício da Câmara, estão sete ex-deputados denunciados pela CPI dos Sanguessugas em 2006. São eles: Almeida de Jesus (PR-CE), Neuton Lima (PTB-SP), Edna Macedo (PTB-SP), Bispo Wanderval (PR-SP), Jonival Lucas Júnior (PTB-BA), além dos já citados José Divino e Reinaldo Gripp.

O número de ex-deputados que continuaram gastando os créditos da Câmara pode ser ainda maior. Os registros aos quais o Congresso em Foco teve acesso são apenas da Gol e se restringem ao ano de 2007.

 SINFRÔNIO - Diário do Nordeste (CE)

Vejam a relação dos ex- deputados "distraídos":

Ex- deputado Almeida de Jesus (PR-CE) 81 viagens
Ex- deputado Hamilton Casara (PSDB-RO) 57 viagens
Ex- deputado Miguel de Souza (PR-RO) 56 viagens
Ex- deputado Jorge Gomes (PSB-PE) 43 viagens
Ex- deputado Remi Trinta (PR-MA) 43 viagens
Ex- deputado Neuton Lima (PTB-SP) 41 viagens
Ex- deputado Ronaldo Dimas (PSDB-TO) 38 viagens
Ex- deputado Dra. Clair (PT-PR)* 32 viagens
*A ex-deputada está filiada hoje ao PV.
Ex- deputado Dr. Rodolfo Pereira (PDT-RR) 31 viagens
Ex- deputado Edna Macedo (PTB-SP) 30 viagens
Ex- deputado Agnelo Queiroz (PCdoB-DF) 29 viagens
*O ex-deputado está filiado hoje ao PT
Ex- deputado Elimar Máximo Damasceno (Prona-SP) 29 viagens
Ex- deputado José Thomaz Nonô (DEM-AL) 27 viagens
Ex- deputado Murilo Zauith (DEM-MS) 27 viagens
Ex- deputado Roland Lavigne (PSDB-BA) 27 viagens
Ex- deputado Bispo Wanderval (PR-SP) 25 viagens
Ex- deputado Luiz Eduardo Greenhalgh (PT-SP) 25 viagens
Ex- deputado Moroni Torgan (DEM-CE) 25 viagens
Ex- deputado Salatiel Carvalho (DEM-PE) 25 viagens
Ex- deputado João Alfredo (Psol-CE) 24 viagens
Ex- deputado João Fontes (PDT-SE) 24 viagens
Ex- deputado Jonival Lucas Junior (PTB-BA) 24 viagens
Ex- deputado Salvador Zimbaldi (PTB-SP)24 viagens
Ex- deputado Vadinho Baião (PT-MG) 24 viagens
Ex- deputado Roberto Freire (PPS-PE) 23 viagens
Ex- deputado Carlos Batata (DEM-PE) 22 viagens
Ex- deputado José Divino (sem partido-RJ) viagens
Ex- deputado Reinaldo Gripp (PR-RJ) 20 viagens



SPORT ganhou de novo

SPORT ganhou de novo
De virada 3x2 na LDU

Foto: Detalhe da primeira página Jornal do Comercio

Isso é o pagamento de uma aposta perdida. A segunda fase vem aí, a moleza vai acabar. Um raio não cai no mesmo lugar duas vezes.


Barck Obama 101 dias, um populista na Casa Branca

Barck Obama 101 dias, um populista na Casa Branca
Não devemos esquecer que “quem pensa com a unanimidade, não precisa pensar.”

Foto: Reuters

Barack Obama, unanimidade até quando? Faltam apenas 1.360 dias para acabar os seu governo, dos quais 610 Lula ainda estará como o "Cara" do Brasil     

Barack Obamana ganhou de verdade uma herança maldita do presidente Bush. Esse é seu grande problema e seu maior escudo. Não sabe como reerguer os Estados Unidos, mas os seus deslizes são perdoados, com benevolência, pois por pior que seja, não vai ser tão ruim quanto dizem foi George Bush.

Os grandes atos políticos que anunciou, nesses 100 dias, serão concretizados a longo prazo. Talvez sim, talvez não. Como o fechamento do presídio de Guantánamo, a retirada das tropas no Iraque ou a negociação do levantamento do embargo a Cuba e uma nova maneira de se comunicar com a America Latina.

Nada de concreto, nada que sinalize que existem políticas prontas para efetivar tais anúncios, que são tratados como avanços políticos fenomenais, como as obras virtuais do PAC, que não existem mais são inauguradas.

Particularmente, somos a favor da permanência por mais tempo das tropas americanas no Iraque, do embargo a Cuba e da permanência de Guantánamo, embora se faça um enquadramento legal para que ao presídio se subordine a justiça americana e os presos tenham os seus direitos assegurados.

Charge de Bennett (USA)

O que estamos comentando é que tudo apresentado até agora, é de um governo de fachada, uma máquina de propaganda, a serviço de um homem hábil politicamente, mas sem o amadurecimento e a experiência necessária para comandar a maior nação do mundo, principalmente, num momento de crise.

E por falar em crise, alguns especialistas respeitados têm arrepios com as repercussões futuras dos pacotes econômicos que o governo Obama tem lançado na intenção de alavancar a economia americana e produzir efeitos imediatistas. Diz-se que as conseqüências da derrama de todo esse dinheiro, sem as devidas cautelas, vão criar um histórico e descontrolado déficit público nos Estados Unidos, fonte caudalosa do reabastecimento da crise, com conseqüências nebulosamente imprevisíveis.

Alguns gestos do Presidente Obama, são como movimentos de dança, apenas um gesto, que não se concretizam em fatos políticos reais: os elogios a Lula, o aperto de mão em Chaves, a “intenção de flexibilizar com Cuba, com o Irã e Síria, são puros atos de propaganda, não há nenhuma intenção mediata de transformar o símbolo, o ícone fotográfico, numa negociação proveitosa, num aprofundamento de relações internacionais.

Barack Obama nos parece o tipo de político mais preocupado com os índices de popularidade do que a responsabilidade de bem governar. A unanimidade mundial devotada a sua carismática pessoa, pode desabar de forma ruidosa, com o passar do tempo, quando não puder mais adiar o futuro, tomar decisões pela metade e houver a necessidade intransferível da enfrentar a crise econômica, as decisões de política externa, e a realidade em tempo real.

Não achamos porém Barack Obama uma figura odiosa, mal intencionada, só o estamos vendo sem a nevoa da unanimidade mundial, que o protege como se fora uma divindade infalível, a mesma unanimidade, denominada de burra, na frase de efeito de Nelson Rodrigues.

Grande engano

Confirmou-se que Obama, como todo presidente americano, não conhece a America Latina, muito menos quem são e como são os seus dirigentes. Na cúpula das Américas, seu primeiro teste com o baixo clero das nações, demonstrou não saber nada dos presidentes que ali estavam: imaginem que acreditou que o livro que Chávez estava lhe presenteado havia sido escrito pelo venezuelano.

Mais tarde, não satisfeito em ter imaginado o impossível, que Chávez viesse a escrever um livro, perguntou ao presidente Lula se ele já havia lido o tal livro, “Veias Abertas da América Latina”, que receberá de Hugo Chávez. Não compreendeu quando todos os presentes começaram a rir descontroladamente.


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29 de abr de 2009

Obama 100 dias: o cara

Obama 100 dias: o cara
Atenção, Lula, hoje, Obama é o cara

Foto: Getty Images

Caio Blinder
Fonte: Ultimo Segundo

Perdão, Lula, mas "ele é o cara": Barack Obama. Na celebração fictícia, mas inevitável, nesta quarta-feira dos 100 dias de Obama na presidência americana já sabemos que ele não é santo milagreiro nem caminha sobre as águas. Mas o barco americano, além de ter parado de afundar, navega com um pouco mais de tranquilidade com Obama de timoneiro.

O presidente se consolidou no poder e o estado de espírito nacional está um pouco mais animado. Um grande consolo de Obama é o colapso do Partido Republicano como um projeto substantivo de oposição. Os republicanos carecem de uma mensagem confiável e de mensageiros respeitáveis. É uma alegria para os democratas quando o desacreditado ex-vice-presidente Dick Cheney é a face mais visível da oposição.

A alegria foi reforçada com a deserção, formalizada na terça-feira, do senador Arlen Specter para o campo democrata e um dos fatores foi a guinada do partido ainda mais para a direita e o obstrucionismo.

Há uma obsessão ideológica dos republicanos em se insurgirem contra a idéia de um governo muito ativo (o "big government"), com as acusações levianas de que Obama seja "socialista". Na confusão histérica, ele também é acusado de fascista, em particular por apresentadores de talk-shows, a vanguarda conservadora.

Os americanos tomam nota de uma perigosa e excessiva intervenção do Estado na vida nacional e são necessárias as apreensões com o crescente déficit público mas isto é mais para frente. No momento, a questão-chave é a máquina defeituosa do capitalismo. O conserto é urgente. A economia é um déficit e não funcionam seus mecanismos autocorretivos. É hora, infelizmente, de mais governo, não de menos.

A movimentação republicana é tão retrógrada que eles investem energia e informações históricas pinçadas para atacar Franklin Roosevelt, o presidente-gigante e intervencionista dos tempos da Grande Depressão e da Segunda Guerra Mundial, que, ao lado do pequeno Napoleão, tornou obrigatória esta contagem dos 100 dias.

Na banda de Obama existe empenho em afiná-lo com Roosevelt. Joe Klein, conhecido colunista da revista "Time" e uma das tietes mais conhecidas do presidente, escreve esta semana que os 100 primeiros dias de Obama são os mais impressionantes desde Roosevelt em 1933. Mas mesmo Klein lembra o óbvio: os maiores testes estão adiante. Correto. Existem medidas concretas de peso neste começo de governo (como o pacote de estímulos de US$ 787 bilhões), mas basicamente Obama é o triunfo de visão sobre substância. É difícil de medir, mas também é mais fácil para evaporar.

Obama se sobressai pela ambição de projetos em economia e política externa. Há também a pretensão de mudar a própria maneira de ser dos americanos, de uma era de gratificação instântanea para a idade da responsabilidade. É uma ironia para um presidente que promete mundos, mas não têm os fundos para bancar.

Hoje, literalmente hoje, é esta onda sobre os primeiros 100 dias de Obama. O próprio governo não foi bobo e faz o que pode para manipular as expectativas nesta data artificial. É apenas o começo. Somente a história dirá se Obama foi efetivamente o "cara" da onda fenomenal ou apenas uma marola.


Obama 100 dias depois: Audácia

Obama 100 dias depois
Audácia marca largada de Obama

Foto: Doug Mills/The New York Times

Obama: "Embora nossa economia pode estar enfraquecido e nossa confiança abalada, porém estamos a viver tempos difíceis e incertos, esta noite, eu quero cada americano para saber isso", disse o Sr. Obama. "Vamos reconstruir, vamos recuperar, e os Estados Unidos vão surgir mais forte do que antes." – Obama falando no Congresso dos EUA há dois dias

Patrícia Campos Mello, WASHINGTON
Fontes: Estadão

A palavra-chave do governo Barack Obama, que completa cem dias na quarta-feira, é audácia. Em vez de concentrar-se apenas em tirar o país da recessão, Obama usou os primeiros três meses de governo para fazer avançar uma agenda ampla de reformas: assinou sete grandes legislações, entre elas o maior pacote de estímulo da economia da História, de US$ 787 bilhões, determinou o fechamento de Guantánamo em um ano, antecipou o prazo para a retirada das tropas do Iraque, ampliou as operações militares no Afeganistão, baixou medidas de recuperação do mercado imobiliário, liberou o financiamento de pesquisas com células-tronco, aprovou assistência médica para milhões de crianças, defenestrou o presidente da GM, acenou com a bandeira branca para os muçulmanos e desculpou-se pelo imperialismo na América Latina.

O "obamismo" já mostrou a que veio: prega um aumento significativo da intervenção do governo na economia, de olho na redistribuição de renda, enquanto a política externa se destaca pelo pragmatismo da diplomacia e o centrismo em segurança nacional. O desempenho é invejável e rivaliza com os famosos 100 dias de Franklin D. Roosevelt, que conseguiu aprovar 15 leis importantes no Congresso no período.

Mas muitos observadores se preocupam com a abordagem multitarefa de Obama. Muitos creem que ele está atirando para todos os lados, mas vai acertar poucos alvos. "O objetivo número um precisa ser a vitória na guerra econômica, o número dois é vencer a guerra econômica e o três, também; é difícil obter apoio se você está tentando enfiar várias coisas goela abaixo das pessoas de uma vez só", disse o megainvestidor Warren Buffett. "É difícil fazer tudo o que precisa ser feito, ele tem de estabelecer prioridades'', ecoou o senador Kent Conrad.

Foto: Getty Images

"Coisas adiadas por muito tempo se tornaram urgentes, essa é a hora de agir."
– Obama falando hoje, 29, para um grupo de pessoas em Missouri, EUA

O chefe de gabinete de Obama, Rahm Emanuel, defende o estilo multitarefa. "Nunca desperdice uma crise", diz Emanuel, repetindo um dos motes da Casa Branca sob Obama. "Como todo presidente que tenta transformar a política americana e não apenas se adaptar ao status quo, Obama tenta concretizar várias tarefas importantes de uma vez", diz Michael Kazin, professor de História na Universidade Georgetown . "É uma aposta arriscada, mas isso não foi diferente com nenhum dos grandes presidentes." Para Kazin, Obama projeta uma imagem de "energia e visão" e os primeiros dias foram muito "bem-sucedidos".

Segundo pesquisa da Pew Research, a taxa de aprovação de Obama está acima de seus antecessores. Ele tem 63% de aprovação, só perde para Ronald Reagan, que tinha 67% de aprovação no início de seu mandato. Ganha de George W. Bush, que tinha 56%, George Bush pai (58%) e Bill Clinton (55%).

Em política externa, seu estilo atrai aplausos no exterior e controvérsia no país. Ainda não se sabe se a "doutrina Obama" de se aproximar de adversários renderá frutos. "Apertar a mão de adversários não é a mesma coisa que assinar acordos benéficos aos EUA", diz Julian Zelizer, professor de História na Universidade Princeton. Muitos conservadores se irritaram com o "tour do perdão" de Obama, que tem rodado o mundo pedindo desculpas por erros dos EUA.

No Brasil, o estilo agradou. "Há um reconhecimento mais ou menos explícito de que a estratégia anterior - de prepotência militarista - não levou a parte alguma", diz uma fonte do Itamaraty.

Para empreender o próximo capítulo de sua agenda - leis sobre energia, sistema de saúde e sistema financeiro - Obama precisará de todo o capital político que puder arrebanhar. "Tanto em energia como saúde, os democratas estão divididos, e como nenhum republicano vota com o presidente, Obama precisa de democratas unidos", diz.

A primeira página dos jornais do dia da posse, ainda são vendidas, pela internet com souvenir.

Seu cacife vai depender do sucesso de suas medidas para combater a crise econômica. "Obama será julgado de acordo com a eficácia de suas medidas para tirar a economia da crise. Se não funcionarem, ele perderá credibilidade", diz Allan Lichtman, professor de História Presidencial da American University.

Nos cem primeiros dias, Clinton foi derrotado ao tentar aprovar no Congresso um pacote de estímulo de US$ 16 bilhões (uma fábula na época) e ao fracassar em sua integração dos gays no Exército. John F. Kennedy, no mesmo período de mandato, encaminhava-se para o desastre da Baía dos Porcos. Mas a História mostra que um começo de governo bem-sucedido não significa muita coisa. Os cem primeiros dias de Bush foram considerados "um sucesso" por vários analistas.

A cueca que dá mais volume

A cueca que dá mais volume

Foto: Divulgação

Não precisa mais pôr uma meia na cueca

Fontes: BBC Brasil

Cansado da falta de opções em moda íntima masculina, o estilista croata Roland Lodoli criou uma cueca com o mesmo princípio do Wonderbra feminino (aquele sutiã que levanta e aumenta os seios).

A cueca criada por Lodoli tem um bolso costurado por dentro, que abriga e levanta os testículos. Com isso, segundo ele, a peça dá a impressão de mais volume geral.

Além da cueca, também foi lançada uma sunga usando o mesmo princípio que, de acordo com o estilista, está fazendo muito sucesso. "O mar é frio, mas os resultados são grandes", brinca.

Na entrevista Lodoli diz que a cueca é muito confortável, pois não tem nenhum tipo de arame ou enchimento e afirma que os atletas estão comprando o produto em grande quantidade.

As reações têm sido fenomenais, segundo ele. Quando ficam sabendo da cueca pela primeira vez, as pessoas dão risada. Mas tanto homens quanto mulheres têm comprado. Por enquanto os produtos só estão à venda em duas lojas em Zagreb, mas estarão disponíveis em breve no meu website.

Complementando diz que lançou uma cueca samba-canção transparente, que também está fazendo um enorme sucesso.

Alertamos aos leitores, que as mulheres, constatado o engodo, podem procurar o PROCON e processá-los por propaganda enganosa.

Foto: Divulgação


Deputada chama governo Eduardo de show de ilusionismo

Deputada chama governo Eduardo de show de ilusionismo
O secretário dos transportes foi chamado de Mandrake por tentar num passe de mágica, construir uma estrada que nunca existiu, um show circense de baixa qualidade

*Mandrake personagem de História em quadrinhos

Mandrake, o mágico é a identidade secreta do Secretário de Transportes, Sebastião Oliveira, do governo Eduardo Campos, desmascarado pelos Democratas

Fontes: Blog do Jamildo

A Deputada Estadual Miriam Lacerda (foto) - Líder do Democratas, na Assembléia pernambucana, escreveu um artigo no Blog do Jamildo, chamando o Governo de Eduardo Campos de uma fábrica de faz-de-conta, e que a inoperância do atual governo, é escondida tentando convencer o povo de ver o que não existe, como um espetáculo de ilusionismo.

Diz que depois das sucessivas “enroladas” do líder Isaltino Nascimento, chegou à vez do Secretário de Transportes, Sebastião Oliveira, assumira identidade secreta de Mandrake, para num passe de mágica, querer comprovar que a duplicação da BR 104, está sendo construída.

Os "Democratas nas Ruas", o movimento da oposição em todo país que visa fiscalizar a realidade das obras do governo federal e estadual, estiveram "in loco" e comprovaram, que não existe qualquer obra ao longo da BR 104,  que possa sugerir a sua duplicação, no local só havia um excesso de placas promocionais do governo.

Comenta em tom de blague que “os poderes mágicos do secretário escapam à compreensão dos reles mortais – como nós, do Democratas, que no último final de semana estivemos no local – e não conseguimos ver quaisquer obras ao longo da BR 104.

A deputada continua enquadrando o secretário dizendo que “mesmo os grandes ilusionistas às vezes erram na dose de magia. Logo após dizer que existia um canteiro, o secretário afirma que “ainda não deu o start à obra de engenharia, por que não fez as desapropriações”. Ora, duplicação de rodovia é uma obra de engenharia. No mundo mágico da ilusão do Governo Eduardo é assim: pode-se demorar três anos para apenas colocar placas e, de supetão, “criar” um canteiro que não tem obras! Que saudade do mundo real, onde se trabalhava de verdade... “

E compara o trabalho feito no governo Jarbas pelo não feito agora pelo atual governo: “olha que a duplicação da BR 104 tem 52 km e a BR 232, (a maior obra do governo Jarbas)130 km.

Diz que o melhor número tentado pelo ilusionista secretário-mágico é dizer que está fazendo a também a PE 160, também visitada pelos Democratas e constatado apenas pequenos trechos interrompidos e sem manutenção, e arremata:

“O Governo da União por Pernambuco (de Jarbas Vasconcelos), tirou aquela região do isolamento ao construir estradas como a PE-160, mas os mágicos de plantão na atual gestão devem preferir o modelo antigo, com buracos e difícil acesso. Só isso explica tanto descaso.”

E a julgar pela quantidade de truques que o atual governo divulga diuturnamente nos meios de comunicação, resta saber quem são David Copperfield, Harry Houdini, Mister M e David Blaine.” – Conclui a deputada.

Pronto, começou em Pernambuco a campanha para governador da próxima eleição, e pelo visto vai ser o senador Jarbas Vasconcelos quem vai enfrentar o neto Eduardo Campos, vai ser a batalha do século.
*Mandrake, o mágico, é um personagem de história em quadrinho criado em 1934 por Lee Falk, com desenhos de Phil Davis. Mandrake era um ilusionista que se valia de uma poderosa técnica de hipnose instantânea e de poderes telepatas em história ambientadas nos anos 30. (Informações do Mundo HQ)

28 de abr de 2009

Cartões Corporativos: continua a gastança secreta e sem limites

CARTÕES CORPORATIVOS:
a gastança secreta e sem limites continua

Charge SPONHOLZ

Fontes: Blog Democratas, Blog do Noblat

O governo Lula gastou, a mais, só com cartões corporativos 142% se comparado o primeiro trimestre de 2008 com o primeiro trimestre deste ano". No primeiro trimestre de 2008, os cartões de crédito do governo gastaram R$ 4.910.363,00, neste ano, 2009, faturaram R$ 11.898.160,00


Senadora Marisa Serrano revoltada com o governo gastador e as inexplicáveis despesas secretas

- Isso me parece um absurdo e o governo deve explicações - exige a senadora Marisa Serrano (PSDB-MS), ex-presidente da CPI do Cartão Corporativo, responsável pelo levantamento, garimpados no Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal.

E a farra continua solta, os saques em dinheiro aumentaram em 100% (de R$ 2.195.939,00 para R$ 4.407.625,00).

O Ministério da Justiça é o campeão de aumento de gastos. Eles deram um salto de 1.397%, passando de pouco menos de R$ 150 mil no primeiro trimestre de 2008 para R$ 2.225 mil em números redondos. Desse total, 78% foram sacados em dinheiro.

A presidência da República ficou em segundo lugar nos gastos com cartão, que passaram de R$ 1.228.692,00 em 2008 para R$ 4.205,956,00 - 242%.

Se separarmos o que foi faturado do que foi sacado em dinheiro, os números ficam assim:

* R$ 2.847.253,00 faturados em este ano contra R$ 549.977,00 no ano passado (um crescimento de 418%);

* R$ 1.358.703,00 sacados em dinheiro este ano contra R$ 678.715,00 em 2008 (um crescimento de 100%). Compras feitas em dinheiro não aparecem com o que foi gasto no Sistema Integrado da de Administração financeira do governo, temos que supor que foram gastos secretos, ou comprometedores.

O título de campeão de gasto zero vai para Ministério do Turismo. Não há registro de despesas feitas ali com cartão. Perguntamos: com que dinheiro a Marta Suplicy estará comprando os seus Scarpin Salvatore Ferragamo?

O ministério dos Esportes não sacou um único centavo com cartão e faturou uma titica - R$ 3.921,00 respectivamente.

O que faturou Esportes com cartão dava para comprar 472 tapiocas a R$ 8,30.

Foi por ter usado o cartão para pagar uma tapioca de R$ 8,30 que o ministro Orlando Silva quase perdeu o emprego no ano passado. Acabou devolvendo o que gastara com cartão em 2007 - R$ 20.112,00. Aprendeu a lição. Agora compra tapioca com as parcerias que faz com as ONGs.

Ao que se pode ver cada escândalo tem um circulo vital, assusta, escandaliza, merece explicações, depois continua sua vidinha rotineira, com pequenos reajustes, para evitar ser pilhado novamente nos mesmos deslizes, que agora são feitos de maneira secreta e rebuscada.

O trabalho da equipe da senadora tem o mérito de reacender a chama e conter o ímpeto gastador do governo petista. Se não os pomos na cadeia, pelo menos evitamos que se sintam livres para farrear à vontade.

O câncer de Dilma entra na campanha

O câncer de Dilma entra na campanha
"Não chorem por mim brasileiros"

Foto: Ricardo Stuckert /PR

O novo visual de Dilma, a mártir de baton,roupas discretas e olhar angelical, o câncer usado como cabo eleitoral

Fontes: O Globo

Com era de se esperar, o presidente Lula, na primeira oportunidade, não perdeu tempo e pediu ontem, orações para a Ministra Dilma Rousseff, que o acompanhou a Manaus, para cumprir programação político-eleitoral. Esse é o novo tom da campanha. Esses petistas não têm escrúpulos nem meias-medidas, não estão no palanque para competir, estão para ganhar.

Dilma no embalo do novo mote eleitoral da guerreira que vence o câncer, em defesa do Brasil, já mudou até o visual, se antes era a de “perua balzaquiana quem me quer”, para Joan D’Arc a virgem Vanguarda Popular Revolucionária disposta a morrer lutando em defesa do Brasil. Tecnicamente não foi ela quem trouxe o cancer para os palanques, foi Lula, mas tudo não passa de um grande circo de horror, pré combinado e mal ensaiado.

A oposição não pode piscar. Esperem até que a quimoterapia lhe roube os cabelos e ela irá aparecer calva e lívida, lutando até o fim, em disputa direta com a já consagrada careca de José Serra, cantando de alguma sacada “Não chorem por mim brasileiros...”

Não me achem cruel e insensível, contem também que até que Aécio Neves e Ciro Gomes surjam também com um câncer de próstata eleitoral e José Serra para não ficar em desvantagem descubra alguma doença terminal.

Essa campanha corre o risco de virar filme de terror tipo B, vai ganha por quem provar que tomou mais quimoterapia, que tem o linfoma mais devastador, quem ficar mais desfigurado.

Foto:Divulgação

Sugestão de visual dos candidatos para o próximo pleito


27 de abr de 2009

Rafael Correa eleito imperador do Equador

Rafael Correa eleito imperador do Equador
“Reelección histórica” dizem os jornais equatorianos

Foto: Getty Images

Desde ontem a noite, domingo, Rafael já comemorava

Fontes: Ultimas Noticias, Reuters, La Hora

Com previsto o presidente Rafael Correa conquistou a reeleição no instável Equador, ganhando no primeiro turno uma maioria contundente, e a partir desta segunda tem pela frente o objetivo de cumprir suas promessas socialistas em meio a uma grave crise econômica mundial que atingiu também seu pequeno país andino.

Com 70,36 por cento dos votos apurados, o presidente de esquerda obteve 51,72 por cento dos votos, com vantagem de 23,74 pontos sobre o ex- presidente Lucio Gutiérrez.

O fato de ter obtido mais de 40 por cento dos votos e de ter uma vantagem de mais de 14 pontos percentuais sobre seu rival mais próximo evita que Correa tenha que enfrentar um segundo turno eleitoral.

O governante esquerdista de 46 anos qualificou sua vitória como "a mais esplendorosa" dos últimos 50 anos no Equador.

Lucio Gutierrez, o maior opositor, por sua parte, denunciou no domingo irregularidades que teriam ocorrido na votação, mas admitiu que fará oposição firme ao governo.

Rafael Correa prometeu iniciar um novo ciclo político-econômico no país, aplicando a nova Constituição de viés socialista, que desde o ano passado o converteu no governante mais poderoso na história recente do Equador.

Com essa eleição Rafael está praticamente começando um país do zero, e tudo será feito daqui em diante, sob o seu comando, desde as lideranças do congresso aos escolhidos para a suprema corte, tudo dissolvido pela constituição.

Ainda não se sabe se o partido do presidente conseguiu a maioria na Assembléia Nacional, é muito provável que sim, que será necessária a Correa para que possa levar adiante reformas fundamentais para aumentar o poder do governo sobre a economia e seu controle maior sobre instituições como o Exército, os meios de comunicação e os tribunais.


Miss perde concurso por ser contra casamento gay

Miss perde concurso por ser contra casamento gay
A miss Califórnia aparecia como favorita absoluta no concurso de miss USA, uma resposta contra o casamento gay a colocou em segundo lugar e virou polêmica americana

Foto: Arquivo do concurso

Miss Carolina do Norte, Kristen Dalton, a nova miss USA e Miss Califórnia Carrie Prejean, 2º lugar, por ser contra casamento gay(?)

Fontes: O Globo, Terra, Abril Noticias, Telegraph

"O casamento deveria ser algo entre um homem e uma mulher", disse Miss Califórnia Carrie Prejean respondendo a uma pergunta do blogueiro Perez Hilton, abertamente homossexual e jurado no concurso de beleza, domingo em Las Vegas, no Estado de Nevada.

O testemunho da Miss Califórnia foi recebido com uma ovação por parte do público presente, embora segundo os analistas tenha lhe custado a vitória no concurso de Miss Estados Unidos, no qual ficou em segundo lugar, perdendo para a Miss Carolina do Norte, Kristen Dalton.

Quem perguntou?

Mario Armando Lavandeira Jr., mais conhecido como, Perez Hilton, é descendente de cubanos, defende os direitos dos homosexuais, inclusive em Cuba, onde é proibido ser gay.

O seu blog não perdoa celebridades de qualquer parte do mundo, algumas das polemicas que criou, foram transformadas em processos e até ameça de prisão, entre as descontestes com ele, esteve a sua quase homônima, a celebridade Paris Hilton.


"Ela deu a pior resposta da história em um concurso de beleza. Perdeu porque é uma 'puta' tola", disse Hilton, o blogueiro gay, através de um vídeo na internet no qual afirmou que, se ela tivesse ganhado, ele mesmo lhe teria arrancado a coroa da cabeça.

A polêmica correu como a pólvora na web onde as palavras de Carrie foram vistas cerca de 1,5 milhão de vezes no YouTube, e o tema "Miss Califórnia" é o segundo mais comentado na rede social Twitter.A popularidade de Carrie Prejean chegou ao ponto de ela própria reconhecer que se sentiu como se tivesse vencido o concurso, em vista do interesse midiático despertado, que ofuscou a vencedora Kristen Dalton. Para piorar as coisa em entrevista posterior, a bela californiana disse que rezava por Hilton, o blogueiro gay e que sentia "pena" dele.

Foto: Reprodução da TV

"Ele me perguntou o que pensava e eu respondi honestamente", explicou Carrie, acrescentando que está recebendo muitas demonstrações de apoio e alguns poucos gestos de ódio.

O escândalo do concurso de beleza obrigou inclusive o magnata Donald Trump, proprietário da franquia do concurso, a sair em defesa de Carrie, em declarações à emissora da televisão Fox."A Miss Califórnia fez um trabalho maravilhoso, essa era sua crença... Não foi uma má resposta", afirmou Trump para quem ela teve "um pouco de azar" já que, respondesse o que respondesse, à pergunta de Hilton "iriam carregar (na repercussão)".

O comentário de Carrie representou um golpe para as organizações e movimentos favoráveis à igualdade de direitos de gays e lésbicas nos EUA, alguns dos quais se apressaram em tomar parte do assunto.

É o caso do "Equality California", cujo diretor-executivo, Geoff Kors, enviou uma carta a Carrie convidando-a a conhecer sua família e "dialogar sobre quem somos e como nos afeta a discriminação", disse.

"No fim, espero que ela se dê conta de que o que ela diz como Miss Califórnia pode tanto nos ferir quanto nos ofender como unir. Ela pode mudar as coisas, espero que o faça", acrescentou Kors.

No Alabama, entretanto, Carrie transformou-se, para muitos, em um exemplo a seguir e um de seus deputados do Partido Republicano apresentou uma minuta de resolução em seu Parlamento para que o governo deste Estado emita um comunicado de apoio ao testemunho dela.

As declarações de Carrie tiveram repercussão especial, porém, para a comunidade gay de seu Estado, a Califórnia, que vive uma batalha legal entre grupos favoráveis e contrários à legalização dos casamentos homossexuais, permitidos por vários meses em 2008, até serem rejeitados por um plebiscito, em 4 de novembro.

Atualmente somente quatro Estados americanos - Vermont, Massachusetts, Connecticut e Iowa- reconhecem os casamentos entre pessoas do mesmo sexo.

Foto: Arquivo

Hostilizada por uns e aplaudida por outros, a atual Miss Califórnia, Carrie Prejean, transformou-se no centro dos debates sobre o casamento gay nos Estados Unidos. Para curtir a fama e defender-se das criticas começou a namorar o etéreo super campeão olímpico Michael Phelps um dos maiores atletas de todos os tempos, oito medalhas de ouro em Pequim. Ao que parece ela não tem nada contra a maconha.  Assim mesmo Gays e Mulheres estão morrendo de ódio e inveja dela.
Comentando: Os gay e afins de todo mundo está com essa história de casar, não sabem onde estão se metendo.

Nós do “thepassiranews”, que somos literalmente contra qualquer proibição, vamos abrir uma excessão para apoiar um movimento a favor da proibição universal de qualquer forma de casamento, principalmente, os éteros. Vai ser muito saudável para a humanidade.


26 de abr de 2009

Charge - Michael Ramirez



MICHAEL RAMIREZ - USA Today (USA)


Embargo a Cuba!

Embargo a Cuba!
Cesar Maia

Foto: Reuters

O retrato do sucesso da revolução na velha Havana

Fontes: Folha de São Paulo

Em dezembro de 2004, em nome de representantes das cidades presentes na recepção para comemorar os 485 anos de Havana, afirmei que, visto de uma perspectiva liberal, o embargo econômico dos EUA a Cuba era uma gigantesca irracionalidade, inclusive política. Visitei Havana com toda a liberdade, conhecendo os progressos da revitalização do centro histórico e as ruínas e cortiços de toda a área que está fora desse núcleo. Conversei com os seus dirigentes.

Meses depois, assisti a um documentário alemão, "Memórias das Ruínas", sobre as pessoas que viviam naqueles destroços de casas, de antigos restaurantes e de teatros. O documentário, além de mostrar as ruínas e os cortiços, entrevistava seus moradores permanentes. Queria saber das razões, se havia memória sobre o que era antes aquele imóvel e associá-la ao equilíbrio emocional das pessoas que fizeram essa escolha.

Registrei quatro depoimentos. O de um fazendeiro, expropriado pela revolução, que optou por ficar em Cuba e morar na casinha de caseiro. Seu telurismo o impedia de viver como rico em Miami. O outro, de uma mulher que fez essa opção por conflito e exclusão familiar. O terceiro, de um homem que morava em um antigo teatro e vivia um desequilíbrio mental leve e lúdico, tanto que usava o palco e as instalações do teatro para atuar, solitário e sem público.

Finalmente, o depoimento que mais chamou minha atenção foi o de um professor e escritor dissidente, que cumpriu pena na prisão. Solto, não poderia sair de Havana. Escolheu para morar uma minicobertura de um cortiço. Tinha-a bem arrumada, com plantas e flores nos muros disponíveis, entre passagens apertadas. Seu depoimento teve caráter político. Disse que havia, por parte de Castro e de seu grupo, o interesse em manter o binômio embargo/ruínas. Que as ruínas/cortiços eram usados como consequências do embargo e ofereciam mais que discurso: imagens fortes do cerco a Cuba.

Ele assegurou que o embargo era a outra face da moeda, pois permitia ao governo 1) demonizar o seu inimigo, os EUA, e 2) colocar-se em posição de vítima -e, com isso, manter o povo solidário e mobilizado, usando o nacionalismo como arma. Por fim, afirmou que o embargo era do maior interesse de Castro e que ele encontraria qualquer desculpa para preservá-lo. Manter o embargo, portanto, era ingenuidade dos EUA, pois estava fazendo o jogo de Cuba. Bem, agora, com a posição pública de Obama, será possível testar a avaliação do professor dissidente e saber se realmente interessa a Cuba manter o embargo para agregação interna e, sendo assim, quais serão os próximos pretextos.


1.Cesar Maia (DEM-RJ) é ex-prefeito do Rio de Janeiro e articulista da Folha de São Paulo. Foi o primeiro político blogueiro do Brasil.
2.Acrescentamos a foto e a legenda ao artigo original de César Maia, na Folha de São Paulo


O fantástico Plano de Saúde Vitalício dos senadores

O fantástico Plano de Saúde Vitalício dos senadores
Basta passar seis meses como Senador para ter garantido, sem nada mais pagar, um plano de saúde familiar vitalício que consome por ano R$ 17 milhões

Foto: José Cruz/ABr

O pior e que com um plano de saúde desses e a despreocupação com a vida, tornam os senadores, como esse aí, quase imortais, não morrem nunca, se perpetuam no planeta, causando despesas eternas aos cofres públicos

Fontes: Estadão, Portal do Senado, Ultimo Segundo, Agência Brasil

Esse é o melhor plano de Saúde familiar do mundo, um custo benefício sem precedentes: uma cobertura total, desde o começo, sem preocupações com doenças preexistentes, sem limites de idade e nenhum custo, para o resto da vida, que se alonga pelas facilidades com o atendimento médico e custa ainda mais ao contribuinte.

A matéria de Eugênia Lopes e Rosa Costa no Estadão de hoje, põe a descoberto mais um exagerado beneficio que o senhores senadores e senadoras se autopremiaram a pesar nas costas de todos os brasileiros:

Os 310 ex-senadores e seus familiares pensionistas custam pelo menos R$ 9 milhões por ano, cerca de R$ 32 mil por parlamentar aposentado. Detalhe: para se tornar um ex-senador e ter direito a usar pelo resto da vida o sistema de saúde bancado pelos cofres públicos é preciso ocupar o cargo por apenas seis meses. Antes de 1995, a mordomia era ainda maior: bastava ter ficado na suplência por apenas um dia.

No total, os 81 senadores da ativa e os 310 ex-senadores e seus pensionistas usufruem de um sistema privilegiado de saúde que consome cerca de R$ 17 milhões por ano. Os parlamentares da ativa e seus familiares não têm limite de despesas com saúde: em 2008, gastaram cerca de R$ 7 milhões - R$ 80 mil por senador.

No ano passado, os gastos globais do Senado com saúde para parlamentares e servidores foram de R$ 70 milhões. O Senado não divulga, no entanto, o valor dessas despesas apenas com senadores. O diretor-geral, Alexandre Gazineo, alega que precisa de "tempo" para obter esses dados.

O Estado apurou que, em 2008, o Senado gastou cerca de R$ 53 milhões com a saúde de 18 mil servidores efetivos e comissionados, entre ativos e inativos. Ao contrário dos senadores, que não descontam um tostão para ter todas as despesas de saúde pagas, os servidores em atividade e inativos têm descontados, em média, R$ 260 por mês. O custo de cada servidor ao ano é de cerca de R$ 3 mil.

E não precisam nem trabalhar: O senador Mão Santa preside a sessão para ninguém. A foto é de uma sexta-feira, 24 de Abril de 2009 - 13h03, horário de sessão. As sexta-feiras não há mais senadores em Brasília, chegam na terça e abandonam o senado e Brasília na quinta a noite, no mais tardar, a está altura já estão em casa, ou em Nova Iorque, Miami, Paris, Londres... (Foto: Antonio Cruz/Abr)

Para este ano, a previsão feita no Orçamento estabeleceu R$ 61 milhões para arcar com a saúde dos senadores e servidores. Na quinta-feira, o Senado anunciou contingenciamento de R$ 25 milhões nas despesas médicas e odontológicas. Ou seja: o orçamento de 2009 deverá ficar em R$ 36 milhões. A área técnica do Senado está convicta de que o corte recairá integralmente sobre a saúde dos servidores. Os senadores continuarão com as despesas ilimitadas.

Técnicos começaram a fazer estudo para compensar o corte no orçamento deste ano no plano de saúde dos servidores. Uma das hipóteses é aumentar a contribuição dos funcionários. Atualmente, existem 262 servidores e funcionários comissionados em tratamento de câncer à custa do Senado. Diante do anúncio de contingenciamento, 18 famílias procuraram a direção do Senado nas últimas 24 horas para saber se serão atingidas com o corte de gastos.

O pagamento das despesas médicas de senadores, ex-senadores e dependentes é regulamentado pelo Ato nº 9, de 8 de junho de 1995. A norma prevê que o Senado arca com todas as despesas dos senadores, sem limites. Estabelece até o pagamento de cirurgias e tratamento médico no exterior. Tudo tem de ser autorizado pela Mesa Diretora, que raramente nega o pedido de gastos médicos.

O limite de R$ 32 mil de gastos anuais para ex-senadores, aliás, é frequentemente ignorado. É o caso, por exemplo, do ex-senador Reginaldo Duarte (PSDB-CE) - ele recebeu R$ 45.029,02 de ressarcimento em gastos médicos, em fevereiro deste ano.

 

Só o senador Fernando Collor de Melo (PTB-AL), (fotos)já colocou no plano de saúde vitalício familiar do senado, seus dois primos: o primeiro suplente, senador Euclydes Affonso de Mello Neto (PTB-AL) e a segunda suplente Ada Mercedes de Mello Marques Luz (PTB-AL), que assumem alternativamente nas ausências do primo ilustre. Euclydes já está garantido, Ada precisa de mais alguns meses de suplência, mas vai chegar lá, podem ter certeza.

Além dos senadores e ex-senadores, a regalia de atendimento médico vitalício também é estendida aos servidores que ocuparem o cargo de diretor-geral e secretário-geral da Mesa. Essa mordomia, criada em 2000, beneficia hoje Agaciel Maia, que deixou o cargo em março por não ter registrado em seu nome a casa onde mora, avaliada em R$ 5 milhões. Outro favorecido é Raimundo Carreiro, hoje ministro do Tribunal de Contas da União (TCU).

Esse mesmo senado aprovou, por emenda constitucional, os funcionários públicos já em gozo de aposentadoria a passarem a contribuir com 11% de taxa previdenciária. Quem mandou não ser senador?


25 de abr de 2009

Jacob Zuma permanence presidente na África do Sul

Jacob Zuma permanence presidente na África do Sul
O Corrupto e controverso tirano da tribo Zulu, ganha a quarta eleição seguida

Foto:AP

Jacob Zuma comemorando a vitória

Fontes: GI, Sowetan, The Times, Ultima Hora 

Três dias após as eleições nacionais e provinciais, com todos os votos apurados, o partido chamado African National Congress (Congresso Nacional Africano) do agora presidente Jacob Gedlevihlekisa Zuma, de 67 anos, reuniram 65,9% dos votos e pela quarta vez consecutiva o partido que no passado libertou a Africa do apartheid (regime de segregação que separava negros e brancos dentro da sociedade) vai governar o país.

O ANC e o atual presidente Jacob Zuma, são mais conhecidos hoje, pelas denúncias de corrupção, foi o escolhido para governar o país bombardeado de problemas como violência, AIDS, desemprego e, é claro, muita corrupção.

Winnie Mandela, a ex-esposa de Nelson Mandela, parabeniza Zuma, como muita intimidade.
Criado em 1912, o partido tinha o objetivo de lutar pela opressão do governo branco. O movimento que reunia negros de todas as áreas cresceu até, no ano de 1920, ganhar características militantes e, em 1994, finalmente, chegar ao poder na África do Sul.

A pressão internacional e a luta de grupos ativistas antiapartheid, especialmente, a luta do próprio ANC, colocaram fim ao regime no ano de 1990. A transição durou quatro anos quando, oficialmente, Nelson Mandela tornou-se presidente, dando início a uma nova era para o país, governado até então pela população branca.

Foto: Reuters

Enquanto, no momento, grande parte da população de eleitores comemora a vitória do líder zulu, alguns temem o que pode ser feito à democracia sul-africana. Com vitória nessas eleições, o ANC fortifica o poder garantindo o reinado de duas décadas.

Zuma estará, a princípio, até 2014 na presidência totalizando 20 anos de monopólio do partido. Segundo o advogado Paul Hofman, que trabalhou na investigação do acordo de armas (no qual Zuma foi um dos principais beneficiados com subornos), o maior problema do ANC no poder não é a corrupção, mas o que o próximo presidente pode fazer com a Constituição.

No início do mês, Zuma declarou em entrevista ao jornal “Mercury” que pretende rever o status do Tribunal Constitucional porque os juízes eram bem capazes de cometer erros.

Ninguém acredita que Zuma não vá mexer nas leis do país, no caminho de um poder absoluto e tribal.

Prevenindo AIDS com uma ducha


Charge de Jonhatan Shapiro, o artista sul africano que já foi processado por Zuma

Zuma foi julgado por estupro em 2006 e se defendeu como Zulu, dizendo que fez sexo com a mulher porque ela estaria o provocando com trajes inadequados. Como ele é um exímio representante da cultura zulu cumpriu o seu papel de um homem viril e fez sexo sim com a mulher. Ele disse que o sexo foi consensual, a vítima de 31 anos e soro-positivo, contou que sofreu um estupro terrível.

Questionado sobre o uso do preservativo, ele disse que não havia usado, porque para evitar o contágio ele:“toma uma ducha depois da relação sexual!”

A declaração caiu como uma bomba nas organizações de combate à Aids no país que se esforçam para minimizar a epidemia que se alastra por 12% da população baixando a expectativa de vida para 51 anos.


Quem será a Primeira Dama?

Foto: Reuters

Jacob Zuma faz a dança tradicional Zulu, na cerimônia de casamento com a sua quarta esposa, Nompumelelo Ntuli, em KwaZulu-Natal terra natal.

Um dos grandes problemas domésticos enfrentado pelo novo presidente é escolher a futura primeira dama, pois Jacob Zuma tem uma série de mulheres e esposas e 16 filhos. A lei determina que só uma delas pode ser a esposa oficial, imagine o tamanho da encrenca!

Os cronistas sociais locais ficam buscando sintomas de prestígio dessa ou daquela, para ver se advinham à indicação. Todos têm apostado as fichas na mais recente de todas, Nompumelelo Ntuli, de 34 anos.

Foto: Arquivo

As esposas de Zuma: 1ª- Sizakele, conhecida também como MaKumalo, 2ª. Nkosazana Dlamini Zuma, 3ª Kate Zuma, 4ª - Nompumelelo Ntuli 5ª - Thobeka Mabhija

Zuma, casou pelo menos quatro vezes, mas atualmente só está com Ntuli e com Sizakele Khumalo, que desposou em 1973.

Das outras duas que lhe foram conhecidas, Kate Mantsho Zuma suicidou-se no ano 2000 e Nkosazana Dlamini Zuma, ministra dos Negócios Estrangeiros, divorciou-se em 1998, mas continua a ser uma colaboradora e admite-se que possa continuar à frente da diplomacia quando se formar um novo gabinete.

A lei sul-africana reconhece os casamentos tradicionais e a vida em poligamia.


Dilma Rousseff faz tratamento de câncer

Dilma Rousseff faz tratamento de câncer
A ministra retirou um linfoma e vai fazer quimoterapia

Fotos: Roosewelt Pinheiro/Abr - Elza Fiúza/ABr

Dilma Rousseff, nas duas fotos da Agência Brasil, feitas no mesmo horário, começo da tarde, a primeira no dia 20 de Março e a segundo, 13 de Abril. É visível o abatimento, em menos de um mês, após saber da doença e começar o tratamento. Boa Sorte para a Ministra!

Fontes: O Globo, Agência Brasil

A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, 61, concedeu uma entrevista coletiva, neste sábado, no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, para falar sobre o tratamento contra um tumor maligno embaixo da axila esquerda.

Segundo o médico Roberto Kalil, o nódulo tinha 2 centímetros. A biópsia diagnosticou que se trata de um linfoma – no caso, um gânglio.

“A cirurgia de retirada já foi feita há algumas semanas”, informou o médico.

Durante o tratamento, que deve durar cerca de quatro meses, a ministra será submetida à quimioterapia complementar.

Segundo Dilma, o câncer - chamado de Linfoma de Grandes Células - foi constatado em exames de rotina, e o gânglio, extraído numa cirurgia ambulatorial. Ela disse ter recebido dos médicos a garantia de que não precisará diminuir o ritmo de trabalho. A quimioterapia deverá durar cerca de quatro meses, e cada sessão terá aproximadamente quatro horas.

A ministra contou que os primeiros exames não constataram outros focos de linfoma. Segundo a oncologista Yana Novis, o tumor tinha apenas 2 centímetros e estava em estágio 1, inicial. Após cada sessão de quimioterapia, diz Yana, Dilma deverá ir para casa e poderá trabalhar normalmente no dia seguinte.

Dilma Roussef ressaltou a importância de ter se submetido a exames preventivos, pois o câncer linfático não apresenta sintomas no estágio inicial.

O oncologista Paulo Hoff, que também participou da entrevista coletiva, afirmou que um linfoma detectado em estágio inicial, como no caso de Dilma, tem chance de cura superior a 90%.

Segundo ele, é possível considerar o paciente totalmente curado após o tratamento. Neste momento, segundo ele, não há evidência de sintomas na ministra.

Segundo a Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia, os gânglios linfáticos estão situados no pescoço, nas axilas e na virilha. Internamente, são encontrados principalmente no tórax (mediastino) e no abdômen. As amídalas, o fígado e o baço também fazem parte do sistema linfático.

O tratamento está sendo coordenado pelo cardiologista Roberto Kalil, que também é médico do presidente Lula e do vice-presidente José Alencar, que também se trata de um câncer.

Segundo ela, as atividades à frente da Casa Civil não serão prejudicadas.

Nós desejamos boa sorte a Ministra. Torcemos sinceramente pelo seu pronto restabelecimento, que fique curada e que sua vida volte ao normal o mais depressa possível, para a gente voltar a falar mal dela.


"Ve HaGueshem Iavô"- "Águas de Março' (Hebraico)

'Ve HaGueshem Iavô'- 'Águas de Março'
Tom Jobim em hebraico

Fontes: Verdes Trigos


Banalização da Suprema Corte

Banalização da Suprema Corte

Fotomontagem de Toinho de Passira

Fontes: Folha OnlineLauro Jardim, Blog Democratas, Folha Onlie, Blog Noblat, Carta Maior

O colunista Merval Pereira foi ao âmago da questão:

O desentendimento, transmitido ao vivo e em cores, entre o presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, e o ministro Joaquim Barbosa não é nada trivial e não faz nada bem à democracia.

Os aspectos pessoais tiveram sua influência, são dois homens de temperamento difícil, o primeiro exercendo de maneira voluntarista a presidência, o segundo já tendo um histórico de desentendimentos com vários outros ministros.

Mas há um componente político forte no embate entre duas visões distintas do Judiciário, não só no campo teórico, como também no que se refere ao cotidiano da política. É verdade que há um mal-estar no Supremo com o hábito de Gilmar falar sobre qualquer assunto a qualquer hora. A Lei Orgânica da Magistratura impede, pelo dever de imparcialidade, que o juiz se pronuncie fora dos autos, para não revelar sua posição.

O cartunista Frank do jornal A Notícia de Santa Catarina foi um dos primeiros a perceber que o tema ia dividir o país, com torcedores para cada um dos envolvidos e virar tema acalorado na área de cafezinho do escritório, no churrasco de fim de semana e em botequim.

FRANK – A Notícia (SC)

O debate chegou ao congresso e o vice-líder do DEM na Câmara, José Carlos Aleluia (BA), sugere a suspensão das transmissões ao vivo das sessões do STF, justificando que fatos como esse faz mal a nossa jovem democracia, mas cita como exemplo duas velhas democracias, a americana e a alemã não transmitem ao vivo as sessões de suas Corte máximas.

Por sinal os democratas sempre estão a favor de Gilmar Mendes e contra Joaquim, menos no momento em que Joaquim enquadrou a gang do mensalão. Ontem o partido divulgou uma nota de apoio a Mendes, assinada pelo seu presidente o Deputado Rodrigo Maia, entre outras coisas dizia:

A Comissão Executiva Nacional do Democratas vem a público manifestar seu apoio, sua confiança e seu respeito ao ministro Gilmar Mendes que, no exercício da presidência do Supremo Tribunal Federal (STF), cumpre com rigor e responsabilidade institucional o papel de guardião da Constituição e do Estado de Direito.

E continua adiante:

A despeito dos obstáculos, o ministro tem sido exemplo de homem público que age com correção e profunda consciência institucional.

Esta não é a primeira vez que Gilmar Mendes é o centro de questões política controversas.

A aprovação pelo senado de sua indicação para o Supremo Tribunal Federal pelo presidente Fernando Henrique Cardoso, foi uma batalha política, o que raramente acontece neste tipo de indicação.

O seu currículo tinha muito componente político: antes de ingressar na corte, Mendes ocupou o cargo de advogado-geral da União no governo FHC, entre 2000 e 2002. O ministro do STF também já foi procurador da República, entre 1985 e 1988. Foi adjunto e consultor jurídico da Secretaria Geral da Presidência, no governo Collor (1990-1992).

O mineiro Medes é um advogado hábil e competente, como dizem os democratas na sua nota, apesar da aparência de figurante de programa humorístico. Quem vê o seu currículo de formação profissional esbarra com um doutorado feito na Alemanha.

Foto: Radiobras

Alguns estudantes da Universidade de Brasília, ontem, carregavam faixas, em protesto contra o Presidente do STF. Uma delas chamava Gilmar Mendes de "Gilmar Dantas", Noblat se penitencia de ter escrito assim o nome do ministro por engano..

É famoso o artigo que do respeitado jurista Dalmo de Abreu Dallari, professor catedrático da UNESCO e da faculdade de direito de São Paulo fez contra a indicação de Gilmar Mendes, intitulado “Degradação do Judiciário”

Acusava-o na ocasião de ser muito próximo ao execrado Presidente Collor, e de inventar soluções jurídicas no interesse do governo e de no Governo Fernando Henrique Cardoso, aparecer assessorando o ministro da Justiça Nelson Jobim, na tentativa de anular a demarcação de áreas indígenas. (Gilmar Mendes recentemente votou a favor da demarcação, desmentindo os temores de Dallari.) Mais no bojo da matéria, acertadamente Dallari previu que a participação de Mendes no Supremo seria polêmica:

“(...) O presidente da República, com afoiteza e imprudência muito estranhas, encaminhou ao Senado uma indicação para membro do Supremo Tribunal Federal, que pode ser considerada verdadeira declaração de guerra do Poder Executivo federal ao Poder Judiciário, ao Ministério Público, à Ordem dos Advogados do Brasil e a toda a comunidade jurídica.”

“Se essa indicação vier a ser aprovada pelo Senado, não há exagero em afirmar que estarão correndo sério risco a proteção dos direitos no Brasil, o combate à corrupção e a própria normalidade constitucional”.

Foto: Gil Ferreira/SCO/STF

Fernando Henrique, Fernando Collor e José Sarney na posse de Gilmar Mendes como Presidente do Suprema. Nomeado por Fernando Henrique Cardoso, Gilmar Mendes mantém um retrato do ex-presidente em sua mesa de trabalho

Joaquim esbraveja, pois não aceita, como muitos, o comportamento político de Gilmar Mendes como Chefe da Suprema corte Brasileira, opinado sobre tudo, expondo o seu ponto de vista, muitas vezes polêmico, como se fora da corte, que é um colegiado, e tem no presidente apenas um representante formal, sem que haja qualquer subordinação legal dos seus integrantes.

No exemplo dos dois controversos habeas corpus concedidos por Mendes ao banqueiro Daniel Dantas, vê-se como um juiz falastrão pode estragar sua correta decisão judicial.

Gilmar Mendes tinha poderes, direito e respaldo jurídico para conceder os dois habeas corpus que concedeu ao banqueiro Daniel Dantas.

Um ministro tradicional do STF negar-se-ia a comentar os porquês com a imprensa se fosse procurado.

Mas se resolvesse falar devido à repercussão do caso, seu pronunciamento deveria ser cauteloso e imparcial. Algo como: “O Sr Juiz da Primeira entrância está convencido que deveria manter o Sr Daniel Dantas preso, no que discordamos no momento, por isso concedemos os dois habeas corpus. Isso não pode ser motivo de polêmicas, é uma rotina comum no poder judiciário.”

Mas Gilmar Mendes interpretando até com certa razão que a segunda prisão preventiva, era uma afronta ao seu primeiro habeas corpus, resolveu depreciar a decisão do Juiz, a operação da polícia federal, o que naturalmente apareceu diante da opinião pública como uma defesa ao execrável banqueiro Daniel Dantas.

AMARILDO - A Gazeta (ES)

Voltando à coluna de Merval Pereira, concordamos quando diz:

As constantes intervenções de Gilmar Mendes contra os abusos da Polícia Federal nas investigações e prisões, fazendo com que uma súmula vinculante sobre a limitação do uso das algemas fosse promulgada, levaram a que fosse acusado de estar protegendo o banqueiro Daniel Dantas, a quem concedeu dois habeas corpus. Foi o que bastou para que seus adversários tentassem imprimir ao Supremo o rótulo de “protetor dos ricos”.

São certamente essas acusações que baseiam a afirmação de Joaquim Barbosa de que Gilmar Mendes estaria “desmoralizando o Judiciário”, embora as decisões tenham sido referendadas pelo plenário do Supremo.

Há quem atribua os constantes atritos entre os juízes do Supremo ao fato de que nos últimos anos houve uma renovação dos seus membros, fazendo com que hoje haja mais ministros sintonizados com o espírito da Constituição de 1988.

“Mas o bate-boca entre os dois ministros revelou também um debate doutrinário latente, quando Gilmar Mendes acusou Joaquim Barbosa de fazer “populismo judicial”, argumentando que “esse negócio de classe não cola”.

Ao que Joaquim Barbosa retrucou que levava em conta “as consequências” de suas decisões.

Gilmar Mendes estava se referindo aos ataques que tem sofrido devido às últimas decisões do Supremo, como a de que o acusado só ficará preso depois de acabarem todos os recursos legais.

Mas revelava que também no Supremo há um debate entre os “consequencialistas”, que interpretam a lei atentos ao resultado da decisão, contra os “formalistas”, que se atêm à letra da lei. Esse debate doutrinário é sério, e ocorre em vários lugares do mundo.

Mesmo que tenha uma postura voluntarista que pode causar mal-estar em colegas de Supremo — três deles se recusaram a assinar nota com sanções diretas a Joaquim Barbosa —, o presidente do Supremo, no seu “ativismo judicial”, tem defendido apenas o estado de direito.

Está destruindo o estado policialesco que estava se implantando no país, e leva o Supremo a ter uma influência efetiva nas políticas públicas nacionais, questionando a atuação do MST ou de ONGs, ou provocando o Pacto Republicano, que vai levar os três Poderes a tratarem de direitos fundamentais do cidadão, desde o sistema penitenciário até o uso de algemas e escutas clandestinas.”

Foto: Arquivo Divulgação

Bar Luiz: cenário do teste de popularidade de Joaquim Barbosa

A coluna Radar de Lauro Jardim e vários outros órgão de informação, noticiava ontem à noite, que o Ministro Joaquim Barbosa almoçou, ontem, no tradicional Bar Luiz, na rua da Carioca, centro do Rio, um daqueles "botecos chiques", que tem mais de cem anos de existência, antes da 2ª guerra chamava-se bar do Adolfo, e mudou de nome por causa dos antinazistas que achavam ser uma homenagem a Adolfo Hitler.

Do Cardápio Joaquim escolheu o filé a milanesa, acompanhado de salada de batatas, que é o segundo melhor prato de lá, preferimos o inesquecível bacalhau ao forno acebolado com erva. O ministro Joaquim tomou dois chopps, ao invés do vinho tinto encorpado, que costuma servir em poncheiras.

No blog do Josias de Souza, há o registro do repórter Lauro Jardim que acrescentou que Barbosa foi parado de mesa em mesa. Ouviu um “parabéns” aqui, um “muito bem” acolá.

A pé, desceu a Rua da Carioca. Foi ao encontro de um cafezinho. Na esquinaa com a Avenida Rio Branco, decidiu embarcar no carro oficial. Formou-se ao redor dele um pequeno tumulto, desses que se forma ao redor de celebridades.

As pessoas o cumprimentavam, apertavam-lhe a mão. Houve quem sacasse o celular para tirar fotos ao lado do ministro pop.

Noblat diz que o fã clube de Barbosa sugere ao ministro Gilmar Mendes, presidente do Supremo Tribunal Federal, que se submeta ao mesmo teste de popularidade e nós perguntamos, o que fazia o Ministro Joaquim Barbosa dia de sábado, saracoteando pelo Rio aboletado num “carro oficial?”

AROEIRA – O Dia (RJ)


Equador elegerá Rafael Correa de novo

Equador elegerá Rafael Correa de novo
Nada pode ameaçar o presidente equatoriano, com suas políticas populistas (dobrou o valor das bolsas-pobreza e moradia) (Já viram isso em algum lugar?) segue triunfando em quantas eleições e referendos promove.

Foto:Getty Images

Correa com uma popularidade de quase 70%, ele pretende se tornar o primeiro presidente reeleito desde o retorno do país à democracia em 1979, depois da eleição de domingo pode se candidatar outra vez e ficar no cargo até 2017

Fontes: EstadãoBem Parana, AFP, Terra Magazine, G1, ANSA Latina

Domingo, 26, é dia de eleições no Equador, 10,5 milhões de eleitores vão passar o país a limpo, elegendo 5.964 novas autoridades em todos os níveis: presidente, deputados nacionais e do Parlamento Andino, governadores e deputados provinciais (estaduais), prefeitos, vereadores, conselheiros urbanos e rurais, afora os representantes das Juntas Paroquiais. Oito equatorianos disputam as eleições para presidente da republica.

Rafael Vicente Correa Delgado, 46, atual presidente, é o favorito absoluto, com 51% das intenções de voto. A oposição sonha com um segundo turno eleitoral, quando todos poderiam se unir contra Rafael Correa para tentar uma disputa com alguma chance.


Álvaro Noboa, Lucio Gutiérrez e Martha Roldós

Os três mais importantes são: o direitista, bananeiro e milionário, Álvaro Fernando Noboa Pontón , 59, Partido Renovador Institucional de Acción Nacional, candidato pela quarta vez, Lucio Edwin Gutiérrez Borbúa, 52, ex-presidente obrigado a renunciar, após dois anos no poder, depois de forte pressão popular, Martha Rina Victoria Roldós, 45 anos, Alianza RED-Polo Democrático, filha do ex-presidente Jaime Roldós, morto como presidente num estranho acidente aéreo em 1981.

O caminho porém não é facil em todas as direções, para o presidente Correa, uma aliança dos dois opositores pode impedir que o presidente consiga maioria na Assembleia Nacional, formada por 124 parlamentares e o governo deve perder a Prefeitura de Guaiaquil e ocorre uma disputa é acirrada em Quito.

Foto: AGENCIA FNS

Rafael Correa, com apenas dois anos como chefe de Estado do Equador, é considerado o homem dos recordes na política equatoriana: o líder mais popular, com mais vitórias eleitorais em menos tempo e o primeiro com chances sólidas de ser reeleito para um segundo mandato.

Apesar de sua origem humilde, conseguiu formar-se em Economia e estudar nos Estados Unidos e na Europa. Ao retornar ao Equador seguiu trajetória acadêmica, escreveu artigos contra o neoliberalismo e, quase que por sorte, chegou ao Ministério das Finanças em 2006.

Sua vida mudou inesperadamente quando foi expulso do governo interino de Alfredo Palacio por suas posturas radicais contra os organismos estrangeiros de crédito e por privilegiar a proximidade com a Venezuela.

Depois dessa experiência, fortaleceu-se politicamente e, em questão de meses, tornou-se candidato e, depois, líder de uma nação com fama de ingovernável, onde os presidentes caíam com frequência, sucumbindo à pressão das revoltas sociais.

Desde a posse declarou-se adepto do “Socialismo do Século XXI” a exemplo de Hugo Chávez (também de Evo Morales e Daniel Ortega), e com muito maior rapidez que seu inspirador venezuelano dedicou-se de imediato a demolir a oposição e a apoderar-se do país.

Numa sucessão de atos dominou primeiro a área militar, em seguida convocou um plebiscito para instalar uma Assembléia Constituinte com plenos poderes que anulou o Judiciário e, depois de cassar sumariamente os deputados opositores que eram a maioria, fechou o Congresso para instalar a constituinte.

Foto: Angel Aguirre/El Universo

Inauguração da cidade de Alfaro onde se instalou a Assembléia Constituinte do Equador

Ditou a nova Constituição na Ciudad Alfaro que construiu com essa finalidade para demonstrar que estava de fato “refundando a nação”. Venceu de maneira arrasadora o segundo plebiscito que aprovou a nova Carta Magna e convocou as eleições gerais.

Pelos poderes que a Constituição feita “sob sua inspiração”, o novo presidente do Equador será uma estranha figura difícil de se enquadrar numa das formas de governo existente. Terá constitucionalmente ingerência em todos os poderes. Voluntarioso como é, não se fará de rogado, vai governar com um chicote na mão, batendo em todo mundo, e afagando os eleitores.

A moratória internacional que instituiu tem deixado o país sem credito e isolado, acena em pagar a dívida externa, com um desconto de 70%, muito difícil de ser aceito pelos credores, mas há quem diga que se todos topassem esse acordo o Equador mesmo assim, não teria dinheiro para pagar.

Ainda por cima a crise mundial e os preços do petróleo em declínio poderão ameaçar seus planos “revolucionários”, até porque está desfalcado da ajuda do amigo Hugo Chávez, impossibilitado, pelas mesmas dificuldades, com quem contava prioritariamente.